<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567</id><updated>2012-01-27T11:14:36.171-02:00</updated><category term='liquidificador'/><category term='projetos'/><category term='poesia'/><category term='poesia da boa'/><category term='Romance Inacabado de Gaveta'/><category term='lançamentos'/><category term='Jabuti'/><category term='Literatura'/><category term='Feliz Natal'/><category term='deprê urbana'/><category term='prematura poesia'/><category term='Reciclando Mentes'/><category term='caminhos indianos'/><category term='contos'/><category term='A bela menina'/><category term='mundanices'/><category term='Revoltas fora de moda'/><category term='coisinhas comezinhas'/><category term='projetos secretos'/><category term='o pão nosso'/><category term='Cursos'/><category term='Nós do Morro'/><category term='Poesia?'/><category term='Celebration'/><category term='Por trás da entrevista'/><category term='daninha poesia'/><title type='text'>Casa do Moinho</title><subtitle type='html'>O blog de uma escritora freelancer</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>217</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-513894358877113310</id><published>2012-01-26T11:54:00.009-02:00</published><updated>2012-01-27T11:14:36.182-02:00</updated><title type='text'>O primeiro Kindle a gente às vezes esquece</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vhEVQDKvzGs/TyFdOi63E8I/AAAAAAAAAbI/3tphmEMp8cU/s1600/kindle.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vhEVQDKvzGs/TyFdOi63E8I/AAAAAAAAAbI/3tphmEMp8cU/s200/kindle.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701941107700995010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--ooIY3Ug6I4/TyFdGfEflMI/AAAAAAAAAa8/Edj-QUYPGUQ/s1600/Dyer.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--ooIY3Ug6I4/TyFdGfEflMI/AAAAAAAAAa8/Edj-QUYPGUQ/s200/Dyer.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701940969228702914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não contei pra vocês, mas no Natal ganhei um Kindle. Felicidade total. Agora leio livros gordos como o Maximum City, de Suketu Mehta, sentindo nas mãos apenas o peso de uma pluma. Não estou considerando-o o melhor livro da minha vida, como diria Cora Rónai, mas lê-lo no meu kindle faz valer a experiência. Além disso, como vocês já sabem, tenho certa obsessão por livros sobre a Índia. Ou melhor, tenho obsessão pela Índia, mesmo sabendo que, muito provavelmente, nessa encarnação ao menos, eu não terei coragem de ir até lá. E como não acredito em reencarnações, é de se presumir que eu fique mesmo apenas na vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que também fui ver a exposição India&lt;a href="http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10154,1,0,1,1.bb?codigoEvento=4392"&gt;&lt;/a&gt;, no CCBB, que, aliás, termina nesse final de semana. Talvez seja a minha paixão pela ioga, que sigo fielmente há seis anos, mas o fato é que toda a coleção me emocionou: As fotos, os tapetes de parede decorativos, os artigos religiosos e até a sala de cinema de Bollywood, onde fiquei sentada um bom tempo vendo curtas indianos – todos, é claro, de qualidade discutível para os nossos padrões, que são igualmente muito esquisitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci do segundo andar direto para a livraria e dei de cara com o livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ioga para quem não está nem aí&lt;/span&gt;, de Geoff Dyer, que estava querendo ler há tempos. A livraria, decorada com temas indianos, recendia a incenso, o que deve ter contribuído para que eu, num impulso, comprasse o livro sem respirar duas vezes. Subi as escadas para o café agarrada a ele, capa perfumada e conteúdo deliciosamente incorreto, o que sempre, a meu ver, também combina com os temas indianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje o livro continua cheiroso, e esse é o único consolo para o fato de que a idiota aqui poderia tê-lo comprado para o kindle, bem mais barato e na sua língua original. A tradução da edição da Cia das Letras, de Sérgio Flasksman, é boa como poucas, mas eu poderia estar bebendo na fonte. Ela só não teria cheiro de incenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-513894358877113310?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/513894358877113310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=513894358877113310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/513894358877113310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/513894358877113310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2012/01/o-primeiro-kindle-gente-as-vezes.html' title='O primeiro Kindle a gente às vezes esquece'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vhEVQDKvzGs/TyFdOi63E8I/AAAAAAAAAbI/3tphmEMp8cU/s72-c/kindle.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5758503766267346801</id><published>2012-01-19T13:32:00.006-02:00</published><updated>2012-01-19T13:44:35.638-02:00</updated><title type='text'>Sobre o que não se escreve</title><content type='html'>Andaram me cobrando um novo post. O que é curioso porque, além de eu não ter leitores suficientes que justifiquem tal demanda, também ando pensando muito sobre o indizível, sobre o que simplesmente não encontra o caminho do papel. Sobre o que fica no ar e não sabe o que é tinta, nem tela, nem bytes. Muito menos esse umbigo falante chamado blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que desde que olhei para o espelho e reconheci nele, finalmente, uma grávida, minhas palavras mudaram sem que eu percebesse. Estão mais ariscas e exigentes. No fundo, aprenderam que não são sereias cujo encanto, por contrato da imaginação, é garantido. Há muito silêncio numa gravidez, e ele não vem do vazio ou do suicídio criativo. Vem lá de dentro onde muito se trabalha, mas não se decifra. Onde milhares de conexões neurais, musculares e orgânicas tocam juntas numa orquestra universal, onde só o que muda, nas apresentações mundo afora, são os endereços e os maestros, cada qual reservado a uma determinada crença de origem. Há os que acreditam em Deus e deixam tudo rolar como ele bem quiser, o que me parece sempre muito confortável, e há os que, como euzinha, queimam a mufa mais do que deveriam pensando em tudo, o tempo todo, até a cabecinha cansar e avisar que hoje tem de novo insônia, criançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pego lendo &lt;a href="http://autoreselivros.wordpress.com/2012/01/17/silencio-por-escrito-sergio-augusto/"&gt;artigos&lt;/a&gt; sobre a opção pela tela em branco. Sérgio Augusto, no Estado de São Paulo, lembra que Sócrates não escreveu uma linha, e no entanto inventou a filosofia. Na literatura, grandes autores como Rimbaud também optaram pelo silêncio em algum momento da vida, alguns de maneira definitiva como o próprio poeta que, aos 22 anos, trocou a poesia pela aventura. Monsieur Teste, alter ego de Paul Valéry, lembra ainda Sérgio Augusto, não só desistiu de escrever como atirou sua biblioteca pela janela. Já Adorno achava impossível escrever qualquer coisa que fosse depois do Holocausto. E Enrique Vila-Matas cunhou o termo “literatura do não” para escrever sobre romancistas e poetas que nada escreveram, em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bartleby e Companhia&lt;/span&gt;. É evidente, meus caros, que tudo isso também é escrever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, continua em outro &lt;a href="http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=10500"&gt;artigo&lt;/a&gt; Antonio Tabuchi, mais um escritor que se deu ao trabalho de pensar sobre o que não se deve, “tudo isso naturalmente conduz a uma dimensão ‘paralela’, onde o não escrever é uma forma de vida, o silêncio pode não ser uma renúncia, mas uma conquista ou afirmação, onde o não existente impõe sua existência, carregada de um significado misterioso e insondável, como uma pausa, o silêncio de uma partitura musical, que pode resultar mais emocionante que uma nota.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro e de uma obviedade galopante que não sou Rimbaud nem Vila-Matas, mas as minhas notas, ultimamente, também ecoam mais do lado de dentro, lá onde a Alice já gosta de chutar. Enquanto isso, praticamente toda ação criativa se resume a aguardar notícias da agente sobre o livro que escrevi durante os quase dois anos em que tentei engravidar. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;À sua espera&lt;/span&gt; é uma novela verborrágica e angustiada de 104 páginas. Mas agora o falatório acabou, e termino meus livros de encomenda a sopapos. Por baixo deles reina um silêncio do bom, uma paz sem letras, um encanto de sereias indizíveis. Converso com elas por telepatia, talvez, emudecida de espanto e gratidão. Não escrever, às vezes, é a melhor maneira de se expressar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5758503766267346801?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5758503766267346801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5758503766267346801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5758503766267346801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5758503766267346801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2012/01/sobre-o-que-nao-se-escreve.html' title='Sobre o que não se escreve'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5244825489139223004</id><published>2011-12-23T20:54:00.001-02:00</published><updated>2011-12-23T20:57:21.186-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jSpyC2gLMlA/TvUHA5vSmiI/AAAAAAAAAaM/9Qdw-UnMoh0/s1600/bala.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jSpyC2gLMlA/TvUHA5vSmiI/AAAAAAAAAaM/9Qdw-UnMoh0/s320/bala.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689461416333056546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 cromossomos da mamãe, 23 do papai. Alice a caminho :-)&lt;br /&gt;Um Natal cheio de vida a todos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5244825489139223004?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5244825489139223004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5244825489139223004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5244825489139223004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5244825489139223004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/12/23-cromossomos-da-mamae-23-do-papai.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jSpyC2gLMlA/TvUHA5vSmiI/AAAAAAAAAaM/9Qdw-UnMoh0/s72-c/bala.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1252535808717961836</id><published>2011-12-12T23:39:00.005-02:00</published><updated>2011-12-13T11:05:56.949-02:00</updated><title type='text'>Pesadelo aborrecente</title><content type='html'>Foi numa quinta-feira. Não que fizesse diferença. Ir ao supermercado é um suplício a qualquer dia da semana. No final de semana nem sei como é, porque prefiro passar fome ou ficar sem cotonetes. Mas naquela quinta-feira tudo mudou. Agora, além de detestar ir ao supermercado por motivos óbvios, também tenho motivos reais para evitá-los. Sofri bullying de duas adolescentes em pleno Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com um corredor apertado e dois carrinhos. Um deles era o meu. O outro era das duas meliantes menores de idade, que o lotaram com pacotes de fralda por pura diversão. Esperei para que elas liberassem a passagem, o que elas fizeram sem chantagens. O problema foi que não ouviram o meu agradecimento. “Diga obrigada!”, disse uma das pivetinhas louras. “Mas eu disse”, respondi, já distraída, seguindo o meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não sabia, mas falara a senha mágica que iniciaria uma longa perseguição pelas gôndolas. Durante quarenta minutos, as diabas me seguiram por todos os corredores, se escondendo em seguida para gritarem “Mas eu disse obrigadaa!”, e, quando eu largava o carrinho por um segundo, tratavam de jogar nele objetos os mais variados: tive que deixar em prateleiras erradas um biscoito japonês, uma espécie de volante de plástico que até hoje não sei pra que serve, uma lata de leite em pó e, por último, um quilo de farinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora desse último ataque, avistei a mãe da criaturinhas demoníacas, que já passava suas compras no caixa. Peguei o quilo de farinha e fui até ela, sendo precedida pelas loucas mirins aos gritinhos. “Oi, é que elas colocaram várias coisas no meu carrinho, vim devolver uma delas”, disse, tentando ser educada o suficiente para não mandar aquela mãe colocar aqueles seres malignos de castigo até as Olimpíadas. “Ah, desculpe”, ela disse, como quem pede desculpas por um leve esbarrão. Voltei devagar para as minhas compras, tentando escutar alguma bronca em direção às gremlins, mas nada. Só o que eu ouvia eram os arremedos histéricos de antes, agora em decibéis mais altos e com direito a imitações da minha fala, daquelas bem irritantes e esticadas: “Eu vim devolver-êr!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das compras, confesso, já estava com medo das aborrecentes e corri para que não nos encontrássemos na garagem. Temia ser perseguida e já antevia os pesadelos da noite. “Diga obrigada, diga obriga-daa!”, ecoava na minha cabeça, na voz estridente das assombrações precoces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu esperando uma menina. Pega leve, Alice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1252535808717961836?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1252535808717961836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1252535808717961836' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1252535808717961836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1252535808717961836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/12/pesadelo-aborrecente.html' title='Pesadelo aborrecente'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3143421120752070571</id><published>2011-12-01T10:41:00.003-02:00</published><updated>2011-12-01T10:46:56.493-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De entrevistadora a entrevistada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portal3.com.br/wp/carla-mulhaus-%E2%80%9Centrevistar-nao-e-julgar-e-ouvir-%E2%80%9D"&gt;Matéria Agexcom Unisinos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3143421120752070571?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3143421120752070571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3143421120752070571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3143421120752070571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3143421120752070571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/12/de-entrevistadora-entrevistada-materia.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3167500104772234872</id><published>2011-11-25T15:38:00.002-02:00</published><updated>2011-11-25T15:51:16.595-02:00</updated><title type='text'>Sai da frente que eu quero descer!</title><content type='html'>Seminário, que seminário? Lembro vagamente de ter falado alguma coisa sobre entrevista jornalística em São Leopoldo, Porto Alegre, na simpática Unisinos, mas as cenas que continuam na minha cabeça são as de um avião chacoalhando, pessoas apavoradas se segurando nas poltronas da frente, outras esverdeadas ignorando o aviso para permanecerem sentadas e afiveladas e correndo para o banheiro, que logo ficaria interditado. Também lembro muito das minhas próprias mãos, suadas e trêmulas, que eu esfregava uma na outra na tentativa de manter algum fiapo de calma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha medo de voar. Até terça-feira. Nosso avião estava tentando pousar no Galeão exatamente na hora da tempestade, nem um minuto a mais nem outro a menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez em que um avião arremete, chegando perto da pista e, em fração de segundos, desistindo de aterrissar e levantando vôo de novo, você até agüenta. Sua frio e reza um Pai Nosso, o que surpreende seus neurônios que imaginavam a oração esquecida em algum canto do baú católico, mas agüenta firme. Já na segunda, meus caros, não há monge budista que segure. Principalmente se as duas tentativas forem divididas por um curto intervalo de cerca de dez minutos. Na segunda vez, turbulência a toda, quando o avião sobe de novo você começa a pensar na vida e em onde foram parar os saquinhos de vômito que ficavam nas costas das poltronas antigamente. Então você chega à rápida conclusão de que não pode vomitar e também de que não fez nem metade do que queria fazer na vida. A essa altura as mãos, além de suadas, também ficam dormentes como a ponta do seu nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da segunda tentativa fracassada, o chefe de cabine avisou que estávamos indo para o aeroporto de Confins, em BH. Lá a aeronave seria reabastecida e, se as condições climáticas do Rio tivessem melhorado, ela retornaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê? Mas nem morta, santa! Eu não ficaria nem mais um minuto naquela lataria balouçante e indecisa. Chamei o comissário, disse que estava muito nervosa e que queria ficar em BH. Adoro BH. Saudades de BH. São ótimos os barezinhos de BH, gente! Perguntei se eu não ficaria presa no avião e ele me garantiu que não, imagina, se um passageiro quiser descer, ele tem todo o direito de fazê-lo. Ufa. Mas não foi bem o que ele anunciou quando finalmente pousamos. O aviso era, simplesmente, de que a aeronave seria reabastecida e que retornaríamos em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei menos de dois segundos para levantar e começar um motim, o que fez a pobre da minha colega de seminário me seguir e, inclusive, me acompanhar. Levei seis amotinados comigo, o que obviamente atrasou a volta de muita gente que ainda era capaz de dar dois passos sem tremer da cabeça aos pés. O meu primo, que é comandante, morreria de vergonha.  Disseram até que todos os hotéis da região estavam lotados, o que, percebemos horas depois, era verdade. Mas nada que um motel de beira de estrada, daqueles bem deprimentes, não resolvesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos no dia seguinte depois que o meu primo, aquele que é comandante, que teria vergonha de mim e voltaria de POA naquele dia, me convencer de que seus radares meteorológicos on line previam apenas chuva fina. Titubeei até o último segundo enquanto tentava disfarçar o perigo de novo motim para a minha colega, que provavelmente, dessa vez, me largaria lá sozinha porque paciência tem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos ao Santos Dumont, depois de um pouso perfeito, bateu o cansaço. Estafa fulminante. Estou arrasada até agora. Exausta. Nem sei mais o que vem a ser um seminário, muito menos uma entrevista centrada. Quando eu conseguir raciocinar de novo conto pra vocês como foi o evento. Por enquanto, só sei que não quero andar de avião tão cedo.  Mas não contem para o meu primo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3167500104772234872?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3167500104772234872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3167500104772234872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3167500104772234872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3167500104772234872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/11/sai-da-frente-que-eu-quero-descer.html' title='Sai da frente que eu quero descer!'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6859592863489179368</id><published>2011-11-17T11:57:00.001-02:00</published><updated>2011-11-17T11:59:02.466-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Não há como a criatura viva evitar a vida e a morte, e talvez haja uma justiça poética no fato de que, se ela se esforçar demais para evitá-las, destrói a si mesma"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                        Ernest Becker&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6859592863489179368?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6859592863489179368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6859592863489179368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6859592863489179368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6859592863489179368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/11/nao-ha-como-criatura-viva-evitar-vida-e.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1676345838642050492</id><published>2011-11-08T11:09:00.003-02:00</published><updated>2011-11-08T11:15:06.550-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UIJupQvFpgo/Trkqoit3JLI/AAAAAAAAAY8/BErAAVNL9bc/s1600/paris.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UIJupQvFpgo/Trkqoit3JLI/AAAAAAAAAY8/BErAAVNL9bc/s200/paris.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672612081652147378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao Jardim Botânico e&lt;br /&gt;em frente ao chafariz&lt;br /&gt;quis tirar foto&lt;br /&gt;como se estivesse&lt;br /&gt;em Paris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1676345838642050492?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1676345838642050492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1676345838642050492' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1676345838642050492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1676345838642050492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/11/foi-ao-jardim-botanico-e-em-frente-ao.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UIJupQvFpgo/Trkqoit3JLI/AAAAAAAAAY8/BErAAVNL9bc/s72-c/paris.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2123053027388398891</id><published>2011-10-27T11:37:00.007-02:00</published><updated>2011-10-27T11:48:40.766-02:00</updated><title type='text'>Mais um</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-WRBkGng_6LE/TqlgP-5nDUI/AAAAAAAAAYs/JtBZwHqbN08/s1600/UNISINOS-centro-administrat.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WRBkGng_6LE/TqlgP-5nDUI/AAAAAAAAAYs/JtBZwHqbN08/s200/UNISINOS-centro-administrat.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668167433721417026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que virou moda, meninos. Depois da desafiadora experiência na USP, fui convidada para outro seminário, desta vez no Sul, em São Leopoldo. O &lt;a href="http://praticasjornalisticas.wordpress.com/seminario/"&gt; Seminário Aberto de Jornalismo&lt;/a&gt; da Unisinos pretende pensar a entrevista nas suas práticas e nos estudos em jornalismo. Bingo. Meu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por trás da Entrevista&lt;/span&gt; parece mesmo, nesse caso, muito pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a esse novo convite, fui empurrada para a releitura de mais um dos meus livros. Acabo de relê-lo nas férias, entre um espirro e outro, e posso dizer que não deu vergonha. Adorei relembrar as conversas e ler por exemplo que, para Sergio Cabral, entrevistar é tirar o melhor das pessoas, ou que a escuta é a chave da entrevista, gênero, segundo Zuenir, muito rico porque envolve dimensões psicológicas, relação, simpatia, afeto. “Cada entrevista é um encontro”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ansiosa pelo meu encontro com o time da pesada de pesquisadores e jornalistas que se reunirá na pequena e pensante cidade de São Leopoldo. A entrevista, em todas as suas ramificações, é sempre uma surpresa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2123053027388398891?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2123053027388398891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2123053027388398891' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2123053027388398891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2123053027388398891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/10/mais-um.html' title='Mais um'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WRBkGng_6LE/TqlgP-5nDUI/AAAAAAAAAYs/JtBZwHqbN08/s72-c/UNISINOS-centro-administrat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6514375701893434570</id><published>2011-10-17T23:33:00.007-02:00</published><updated>2011-10-18T13:04:19.952-02:00</updated><title type='text'>Férias estranhas, gente esquisita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-3n0G7GTqK6A/Tpzc5ZIUQDI/AAAAAAAAAYc/rw2eMDRnOTI/s1600/quadro.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3n0G7GTqK6A/Tpzc5ZIUQDI/AAAAAAAAAYc/rw2eMDRnOTI/s200/quadro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664645309881663538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive férias estranhas. Marido, pra começar, precisou usar a sagrada quinzena de descanso anual para terminar de escrever um roteiro de longa. Decidimos então que ele escreveria em Búzios, pulando de café em café na Rua das Pedras, dinâmica que funciona perfeitamente para ele. Euzinha, acostumada a escrever apenas na minha bat caverna, até hoje acho isso meio estranho, algo como escrever sendo vigiado. De qualquer forma, enfiamos o laptop na mala e nos mandamos para a Via Lagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No balneário, que visito desde que me conheço por gente, me deparei com uma ventania inédita, daquelas que embaraçam os cabelos para sempre e te deixam meio surdo. Dentro de casa, janelas fechadas, ela ainda fazia um barulho assustador. Estava frio também, o que numa casa de praia é sempre meio esquisito, por mais que existam cobertas nos armários e casacos na mala. Ah, gente, não é o que se espera da praia, convenhamos, mesmo no inverno. Nossa meteorologia interna é muito temperamental.  E eis que a tal ventania macabra fez ressuscitar a minha alma alérgica, que há muito não sabia o que era uma crise tão cheia de espirros que as costas chegam a doer. Quando a coisa toda evoluiu para uma febre, decidimos voltar. Seria ótimo voltar para casa, afinal nada melhor do que ficar doente em casa, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se ela não tiver sido toda pintada nesse meio tempo. O pintor atendeu aos meus apelos e encerrou o trabalho mais cedo, no entanto o cheiro da tinta, aquela que dizem que não deixa cheiro, estava lá, triunfante, rindo dos meus espirros seguidos de lágrimas que não eram bem de alergia. Então tínhamos malas de roupas sujas, um roteiro para escrever, uma alergia bissexta para curar e... nenhum lugar para ficar. Cogitamos amigos e parentes, é claro, mas a logística parecia cada vez mais complicada para um casal que queria ao menos tentar passar o resto das férias (férias?) junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos pela extravagância. Já que estávamos de férias, faríamos check in num hotel. Quem sabe assim a sensação de descanso não seria preservada, pensamos. Pela primeira vez na vida, então, pesquisei hotéis no meu bairro, pedindo inclusive para ver os quartos. Descobri que ou são exorbitantes ou simplesmente ruins. Ficamos em um dos últimos, na Av. do Pepê. Tropical Barra Hotel, pertinho do Quebra Mar e do nosso apartamento semi pintado.&lt;br /&gt;Parecia um bom hotel, inclusive pela diária, mas não posso dizer que adorei ver cabelo no banheiro nem dormir num colchão de mais de 30 anos, daqueles que afundam no meio do quadril e te fazem levantar rapidamente pela manhã, na esperança de ainda conseguir andar. Ah, sim, e também vimos uma baratinha no salão do café da manhã, mas aí já estávamos resignados. Foram quatro diárias (a tinta era mais persistente do que vocês imaginam), e depois de quatro dias num hotel desses, você não reclama de mais nada, nem do cartão que toda hora desmagnetiza e te faz descer até a recepção antes de conseguir, finalmente, entrar no quarto tão aconchegante, tão agradável, tão Relais &amp; Chateaux. E muito menos lamenta o quadro rapidamente eleito o mais feio do mundo, numa imitação misturada e funesta de Kandinsky com Miró. Desculpem, meninos, mas eu precisava mostrá-lo a vocês. Tirem as crianças da sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral das férias, cambada: não há mesmo nada como a casa da gente, mesmo com a porta da sala pintada só pela metade: dentro de casa ela está linda; do lado de fora, amarelada e descascada. Esqueci de deixar a chave com o pintor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6514375701893434570?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6514375701893434570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6514375701893434570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6514375701893434570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6514375701893434570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/10/ferias-estranhas-gente-esquisita.html' title='Férias estranhas, gente esquisita'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3n0G7GTqK6A/Tpzc5ZIUQDI/AAAAAAAAAYc/rw2eMDRnOTI/s72-c/quadro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4036616511917061416</id><published>2011-10-04T11:50:00.000-03:00</published><updated>2011-10-04T11:52:19.042-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-V8w6z7PmAAs/TosdfV2r0xI/AAAAAAAAAYI/utq5JFepEj4/s1600/bala.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-V8w6z7PmAAs/TosdfV2r0xI/AAAAAAAAAYI/utq5JFepEj4/s320/bala.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659649781000819474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ME&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4036616511917061416?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4036616511917061416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4036616511917061416' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4036616511917061416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4036616511917061416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/10/em-bala-me.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V8w6z7PmAAs/TosdfV2r0xI/AAAAAAAAAYI/utq5JFepEj4/s72-c/bala.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6490882659795521189</id><published>2011-10-01T00:18:00.003-03:00</published><updated>2011-10-01T00:25:05.158-03:00</updated><title type='text'>VIP, eu?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-jKaCO8PHy8M/ToaHrQUZSiI/AAAAAAAAAYA/5AI8Flfm1YM/s1600/RIR.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jKaCO8PHy8M/ToaHrQUZSiI/AAAAAAAAAYA/5AI8Flfm1YM/s200/RIR.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658359159022242338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Totia Meirelles. Bruno Mazzeo. Marcius Melhem. Maria Paula. Claudio Manoel. Ingrid Guimarães. Helena Ranaldi. Jorge Espírito Santo. Claude Troigros. Sidney Resende (ahá, peguei vocês, esse não é mas devia ser celebridade, porque estamos falando do melhor radialista do país, inacreditavelmente destronado na CBN pela Lucia Hipólito, que pode ser ótima comentarista política, mas como âncora é uma tristeza). Continuemos: Carla Mühlhaus. Leandro Assis. Sim, meninos, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;vipamos&lt;/span&gt;. Fui convidada para o camarote por um dos produtores do festival e cheguei lá &lt;span style="font-style:italic;"&gt;excrusiva&lt;/span&gt;, com adesivo no carro, pulseirinha e um guarda-costas que também ando chamando às vezes de marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos pra lá e pra cá, tomamos coca-cola (estávamos de carro, crianças), experimentamos o Buffet do Aquim, fomos e voltamos do varandão seletivo várias vezes. Numa dessas, aliás, tive a certeza de que o elitismo não tem limites. Dentro de uma área VIP, onde a pulseira é presa com uma máquina que parece querer checar a elegância da nossa pressão arterial, existia uma área...mais VIP ainda! Procurando por poltronas, fiz menção de entrar num curralzinho cheio delas, brancas, gordas e convidativas, mas bastou um olhar gelado do segurança em minha direção para eu gingar o quadril e fingir que errara o caminho em direção ao simpático gramadinho sintético ali adiante – onde sentei de pernas cruzadas, bem blasé. Eu, hein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos então ver o povo, a galera, a crowd. Fomos até a ultra patrocinada Rock Street, passeamos, vimos as famílias espalhadas pelo gramado, desta vez comunitário, e o clima alto astral do mundo lá fora. Perto do show do Jamiroquai, trocamos de universo de novo, tentando formar uma opinião sobre qual seria o mundo melhor. Bom, descobri que os VIPS não se dão muito ao trabalho de bater palmas. Também dançam mais discretamente, que deve ser para não chamar a atenção dos jornalistas. Bebem bastante como os mortais, e mais não pude saber porque já estava vidrada no Stevie Wonder e seu show incrível, cheio de interação com platéia, com direito a Garota de Ipanema e tudo. Eu mesma interagi muito, já sentada no sofá de casa, com os pés pra cima e livres do engarrafamento, televisão animadíssima e sanduichinho no colo. Achei super VIP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6490882659795521189?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6490882659795521189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6490882659795521189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6490882659795521189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6490882659795521189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/10/vip-eu.html' title='VIP, eu?'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jKaCO8PHy8M/ToaHrQUZSiI/AAAAAAAAAYA/5AI8Flfm1YM/s72-c/RIR.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8932936029458331321</id><published>2011-09-24T19:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-24T19:02:19.060-03:00</updated><title type='text'>A época-fera</title><content type='html'>“Não apenas a época-fera tem as vértebras fraturadas, mas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;vek&lt;/span&gt;, o século recém-nascido, com um gesto impossível para quem tem o dorso quebrado, quer virar-se para trás, contemplar as próprias pegadas e, desse modo, mostra o seu rosto demente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bárbaro, crianças? Esse é o filósofo italiano Giorgio Agambem falando sobre o contemporâneo, sugerindo que a poesia hoje é um caminhar, sim, mas não um simples marchar pra frente: é um passo em suspenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem nisso enquanto estiverem engarrafados no caminho para o Rock in Rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8932936029458331321?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8932936029458331321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8932936029458331321' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8932936029458331321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8932936029458331321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/09/epoca-fera.html' title='A época-fera'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8578747136212895455</id><published>2011-09-15T13:24:00.003-03:00</published><updated>2011-09-15T13:32:18.062-03:00</updated><title type='text'>A Índia, lá e aqui</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-w2MIEqMTQr8/TnIoHThMmhI/AAAAAAAAAV4/yEO1rSqEbHI/s1600/livro.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-w2MIEqMTQr8/TnIoHThMmhI/AAAAAAAAAV4/yEO1rSqEbHI/s200/livro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652624588267100690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A mão morta&lt;/span&gt;, de Paul Theroux, lançado aqui pela Alfaguara. Como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A suíte Elefanta&lt;/span&gt;, que li antes desse, os livros dele me seguram não pelas tramas, um tanto previsíveis, mas pela Índia decrépita que ele é capaz de descrever. A cada livro que passa ela fica pior: mais inchada, miserável, imunda e barulhenta. Mais hipócrita, também, com indianos materialistas e gurus contraditórios. Querem mais? Tomem então crimes hediondos nunca investigados, trabalho escravo infantil e pedaços de corpos boiando no Ganges, o rio mais poluído do mundo e, no entanto, sagrado. Os indianos vão até Varanasi para banharem-se nele e ficarem limpos espiritualmente. O que acontece é que, se ninguém morre depois de se molhar naquela água capaz de contaminar elefantes, provavelmente não morrerá mesmo, nunca mais. É a chancela da poluição química abrindo caminhos mais elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Índia, no entanto, por mais que eu leia esses livros que parecem feitos para varrer pra sempre os estrangeiros de Calcutá, continua mágica. Penso nos ashrams sérios, respiro fundo enquanto recito um mantra sagrado em algum lugar do meu inconsciente e vejo as cores dos sáris, amarelo, roxo, vermelho, e as pinturas de henna das dançarinas, os incensos, e até as samosas e o dhal que eu, é claro, jamais teria coragem de experimentar.&lt;br /&gt;Lembro o que dizem outros livros, como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Planeta India&lt;/span&gt;, de Mira Kamdar, e o ar vai ficando mais respirável.&lt;br /&gt;O que Paul Theroux não conta, para não estragar suas investidas na ficção, é que a India ultrapassou os EUA e se tornou o segundo destino preferido para investimento direto depois da China, por exemplo, e que, aliás, a essa altura, já deve ter duas vezes mais profissionais com curso superior do que a China. Que abriga a maior população jovem do mundo e que se transforma, rápido, numa potência global que afetará profundamente nosso futuro, provavelmente produzindo energia renovável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa, apesar do Theroux, ainda é a minha Índia. Ao menos enquanto eu não puser meus pés lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, de brinde, um trechinho do livro de Mira Kamdar pra vocês. O do Theroux não dá para colocar aqui. Assustaria os meus seis leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muita gente acha que já é hora de a Índia, um das maiores civilizações do mundo, se recuperar dos terríveis danos da colonização e reivindicar seu lugar de direito entre as grandes nações do mundo. (...) A pobreza do país é sentida por muitos indianos como a suprema humilhação, tirando dela seu status legítimo de potência global, um lembrete permanente da injustiça colonial que pilhou a Índia durante o domínio britânico. Os indianos tem profunda convicção de que, num campo equitativo, eles poderão bater o Ocidente em seu próprio jogo.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8578747136212895455?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8578747136212895455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8578747136212895455' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8578747136212895455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8578747136212895455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/09/india-la-e-aqui.html' title='A Índia, lá e aqui'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-w2MIEqMTQr8/TnIoHThMmhI/AAAAAAAAAV4/yEO1rSqEbHI/s72-c/livro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8258936012344325439</id><published>2011-09-09T17:54:00.005-03:00</published><updated>2011-09-09T18:06:12.921-03:00</updated><title type='text'>Good news</title><content type='html'>Felicidade é terminar de escrever um livro, enviar o original para o contratante e receber um email assim: "AAADDDOOORRREEEIIIIIIIIIIIIII !!!!!!!!!!!!!!!"&lt;br /&gt;Não é uma delícia toda essa inflação de letras maiúsculas, seguida de um superávit de pontos de exclamação?&lt;br /&gt;É isso o que faz a minha economia interna feliz. O resto ela releva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8258936012344325439?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8258936012344325439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8258936012344325439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8258936012344325439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8258936012344325439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/09/good-news.html' title='Good news'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1203797392870266701</id><published>2011-09-02T12:02:00.003-03:00</published><updated>2011-09-08T10:41:28.812-03:00</updated><title type='text'>Histórias do Brasil</title><content type='html'>Começa segunda, sempre às 22h, na TV Brasil, a série &lt;a href="http://tvbrasil.org.br/historiasdobrasil/aserie.php"&gt;Histórias do Brasil&lt;/a&gt;. Produzida pela Conspiração Filmes e com consultoria da Revista de História da Biblioteca Nacional, a série de dez docudramas mostra o brasileiro que está por trás do clichê. Entrevista gente da pesada como Ronaldo Vainfas e Mary Del Priore e, sob o prisma da chamada “história das mentalidades”, conta a história do nosso país desde antes do descobrimento até os dias atuais, mostrando comportamentos, hábitos e costumes do povo brasileiro. São dez entrevistas costuradas a dez narrativas dramáticas. Ou seja, dez histórias bem contadas, uma por dia, por dez dias. Melhor que isso só as mil e uma noites de Sherazade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, né? Ah, se as minhas aulas de História tivessem sido assim. E o melhor, é claro, conto agora: o roteiro, adivinhem, é do maridão, Leandro Assis. E não é porque o santo é de casa não, mas os episódios, além de interessantíssimos, são lindos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1203797392870266701?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1203797392870266701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1203797392870266701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1203797392870266701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1203797392870266701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/09/historias-do-brasil.html' title='Histórias do Brasil'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2790646022286536722</id><published>2011-08-23T12:19:00.005-03:00</published><updated>2011-08-23T12:50:35.290-03:00</updated><title type='text'>Tempos modernos</title><content type='html'>Estou cada vez mais moderna, meninos, e acabei de aprender a usar o Dropbox, recurso que permite o compartilhamento de arquivos pela internet. Graças a ele pude colocar aí embaixo, à distância de um clique, o conteúdo da minha apresentação na USP. Como aos participantes da mesa foi pedido um texto para futura publicação, acabei escrevendo as páginas milagrosamente "anexadas" aqui. Eu não li o texto na hora, mas ele conduziu a minha fala, precavidamente organizada por tópicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, as mãos tremeram no começo e achei prudente não tentar levar à boca o copo d’água, no entanto não gaguejei, não perdi o rebolado nem o raciocínio e fiz até as pessoas rirem – não de mim, gente, das minhas piadinhas. Que delícia, aliás, fazer as pessoas rirem. Não me admira mais que a stand up comedy ganhe novos adeptos a cada dia. O prazer de ouvir a risada de uma platéia deve causar até dependência.&lt;br /&gt;Como vocês podem perceber, estou tentando me tornar versátil, falante, tecnológica e engraçada. Ouvi dizer que só assim os escritores sobreviverão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://db.tt/cDtE5Ff"&gt;Apresentação USP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2790646022286536722?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2790646022286536722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2790646022286536722' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2790646022286536722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2790646022286536722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/08/aqui-httpwww.html' title='Tempos modernos'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-845319942275145900</id><published>2011-08-21T17:59:00.007-03:00</published><updated>2011-08-22T19:20:54.374-03:00</updated><title type='text'>De Sampa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-70mUFR5mQQ8/TlFymI-DL6I/AAAAAAAAAVw/6tKBnY66ZqA/s1600/sampa.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-70mUFR5mQQ8/TlFymI-DL6I/AAAAAAAAAVw/6tKBnY66ZqA/s200/sampa.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643417807640276898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A pessoa vai a São Paulo participar de um evento importante na USP, faz uma apresentação digna de nota azul no boletim e volta com vontade de comentar certamente as coisas mais bobas da viagem. Deve ter sido o ar seco e poluído respirado por três dias e que dava a impressão de ainda se estar no avião, com tontura, um pouco de náusea e uma pressão esquisita na cabeça. Escritores são seres muito sensíveis, portadores, inclusive, de pulmões e narizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitemos então os impulsos, porque é pra isso que serve um blog, e falemos sobre as bobagens: a primeira é que, no banheiro do aeroporto Santos Dumont, há uma cabine com a seguinte inscrição na porta: “Para pessoas de baixa estatura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei. Olhei de novo para ver se não tinha confundido com um banheirinho infantil. Não, crianças são crianças, e, apesar de pequenas, não costumam ser chamadas de “pessoas de baixa estatura”. Poderiam, até, e devia ser assim na Idade Média, quando as crianças eram apenas adultos pequenos e devia-se economizar muito em brinquedos, mas hoje é diferente. Concluí então que aquele era um eufemismo torto para a palavra anãs. Convenhamos, ficaria estranha mesmo a placa “Para anãs” na porta do banheiro que, imagino, deve lembrar o banheiro da Minnie na Disney. Usar a palavra “anãs” seria, no mínimo, como tudo na vida hoje para a turma dos sem humor, politicamente incorreto. Mas me peguei pensando se uma amiga minha, com pouco mais de metro e meio de altura, não poderia também se sentir ofendida com a placa. E isso, então, não seria politicamente incorreto para com as baixinhas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda reflexão totalmente dispensável, porém irresistível, aconteceu no avião. Estava assistindo ao canal da TAM, pensando em como a comunicação é privatizável, e li na legenda, depois de uma matéria sobre um destino turístico imediatamente esquecido: “Se você vier com o seu avião, a latitude é...” A frase terminava com coordenadas provavelmente muito úteis para quem tem o seu próprio avião. Agora me expliquem, meus amores, quem tem um avião estaria fazendo o quê apertado num Fokker 100 lotado da ponte aérea? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê. Escrever é estranhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post, refeita da poluição paulista, conto como foi a apresentação na USP. Antes preciso respirar um pouco de maresia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-845319942275145900?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/845319942275145900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=845319942275145900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/845319942275145900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/845319942275145900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/08/de-sampa.html' title='De Sampa'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-70mUFR5mQQ8/TlFymI-DL6I/AAAAAAAAAVw/6tKBnY66ZqA/s72-c/sampa.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4807332077288323808</id><published>2011-08-16T12:47:00.009-03:00</published><updated>2011-08-16T23:07:53.545-03:00</updated><title type='text'>Vendi o passe</title><content type='html'>Agora sou chique, meninos, e estou representada pela &lt;a href="http://shahid.com.br/"&gt;Shahid&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Quem achar lá a Wally aqui ganha um exemplar do livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por trás da Entrevista&lt;/span&gt;, cujo lançamento foi organizado pela Valéria Martins, hoje minha agente incansável. &lt;br /&gt;Aproveitem. A promoção vale apenas por essa semana. Ou vocês acham que tenho muitos livros sobrando numa caixa de papelão pesada que ocupa um espaço enorme na casa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4807332077288323808?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4807332077288323808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4807332077288323808' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4807332077288323808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4807332077288323808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/08/vendi-o-passe.html' title='Vendi o passe'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8211240807360494493</id><published>2011-08-08T18:54:00.004-03:00</published><updated>2011-08-08T19:12:31.793-03:00</updated><title type='text'>Releituras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-thsIT4xj-uA/TkBdNZ8meSI/AAAAAAAAAVo/yKxrZSjtE38/s1600/releitura.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-thsIT4xj-uA/TkBdNZ8meSI/AAAAAAAAAVo/yKxrZSjtE38/s200/releitura.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638609218352609570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores fobias de um escritor, geralmente, é reler seu texto depois de publicado. Porque, pensem comigo, se ele já está nas ruas, já e-ra. É melhor não ler para não encontrar algum deslize imperdoável e, agora, indelével. Também é melhor não perceber que, hoje, você escreveria aquele parágrafo com um ritmo diferente, e economizaria um ou dois adjetivos ali na página 15. É duro reler um livro que saiu das nossas mãos, mas que, como filho crescido, já fugiu de casa e aprendeu a fazer uma macarronada sozinho. Parece outro, esse livro, e talvez por isso ele assuste tanto. Sim, escritores podem ser muito dramáticos também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que ainda não havia relido &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A bela menina&lt;/span&gt; desde o seu lançamento, em 2008. Principalmente depois de ter levado algumas voltas do revisor, que mexeu no que não tinha que mexer. Livro-testemunho, espécie de desabafo literário, a biografia pedia o tom coloquial da oralidade e não podia correr o risco de certas revisões cegas, como aquela que mudou a frase “Pô, tô fudido” para “Pô, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou &lt;/span&gt;fudido”. Gente, quem é que se dá ao trabalho de dizer “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou&lt;/span&gt; fudido”? “Você sabe, meu caro, é que me parece que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou&lt;/span&gt; fudido...” Não dá, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que foi um descuido do revisor, e neguei educadamente a correção, explicando o que acabei de explicar acima. Mas ela, a revisão cega, acabou passando num fechamento feito às pressas porque as editoras estão sempre com pressa, sei lá porque. E belo dia, quando eu ainda vivia feliz e faceira no desconhecimento de tais problemas, ouvi de um amigo que acabara de ler o livro, no café da Argumento: “Por que você escreveu ‘&lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou&lt;/span&gt; fudido’?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou-me o ar e logo veio aquela leve taquicardia que também responde pelo nome de raiva. Merda, pensei, querendo matar o revisor, meu mais novo arquiinimigo. Enquanto eu respondia ao meu amigo, deprimida e derrotada, que não havia escrito assim, eu afundava em mais um ano a minha coragem de reler o livro. Só pode ter sido de propósito, bufei em pensamento, imaginando logo outros descuidos do tipo. O revisor deve ter ficado irritado comigo, que não deixava colocar mais vírgulas em algumas frases longas e meio encaracoladas de propósito, que era para dar mesmo a sensação de que aquela vida de viciada era uma corrida sem fôlego. Mas ele haveria de se vingar de mim. Eu que esperasse. Há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei, e a hora dele chegou. Por causa do seminário da USP, finalmente reli o livro. No entanto, surpresa: fora o caso acima, que qualquer dia resolvo numa terapia qualquer sem precisar matar o revisor, não achei muita coisa para me descabelar ou dizer que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estou &lt;/span&gt;fudida. Mas também não tive coragem de marcar os tropeços que encontrei, o que seria muito útil numa eventual segunda edição.&lt;br /&gt;Melhor deixar isso para uma terceira leitura, se a coragem for grande. Vai que pinta mais um seminário, nunca se sabe. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tô&lt;/span&gt; atenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8211240807360494493?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8211240807360494493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8211240807360494493' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8211240807360494493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8211240807360494493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/08/releituras.html' title='Releituras'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-thsIT4xj-uA/TkBdNZ8meSI/AAAAAAAAAVo/yKxrZSjtE38/s72-c/releitura.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5872803005723668398</id><published>2011-07-27T15:22:00.007-03:00</published><updated>2011-07-27T15:55:56.455-03:00</updated><title type='text'>Azulzinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0EKfAFlGa4Q/TjBYaeFDOHI/AAAAAAAAAVY/qdoPPuYCOpA/s1600/c%25C3%25A9u.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0EKfAFlGa4Q/TjBYaeFDOHI/AAAAAAAAAVY/qdoPPuYCOpA/s200/c%25C3%25A9u.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634100345614579826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inspira e imagina uma luz azul clara envolvendo todas as vértebras da sua coluna.” Imaginei. “Inspira e agora deixa essa luz harmonizar todo o seu corpo e todos os seus chakras.” Deixei, mesmo sem saber exatamente onde eles ficam, os tais chakras. “Usa essa luz para harmonizar todos os seus corpos: físico, mental e espiritual”. Usei um céu de azul lavado e de fato arrumei a casa depois de uma noite difícil. “Inspira, abre o peito, coração pra frente”. Ok. “Agora vamos fazer três séries de saudação ao sol”.&lt;br /&gt;E aí veio a pauleira. Flexão de braço, sustentação do tronco, alongamento das pernas e do quadril, força no abdômen. Penei como sempre, e como sempre tive os insights que costumo ter duas vezes por semana e depois esqueço. Enquanto estava lá, ralando e argumentando com os meus músculos que eles podem, sim, cumprir aquela rotina de exercícios, de novo me dei conta do óbvio: é muito tentador, sempre, fugir das dificuldades. Seria muito mais fácil acordar com preguiça e simplesmente matar a aula. Ou desistir logo de realizar sonhos que insistem em não se concretizarem. Mas yoga, de certa forma, também é luta e disciplina. E desafio. Como na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5872803005723668398?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5872803005723668398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5872803005723668398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5872803005723668398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5872803005723668398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/azulzinho.html' title='Azulzinho'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0EKfAFlGa4Q/TjBYaeFDOHI/AAAAAAAAAVY/qdoPPuYCOpA/s72-c/c%25C3%25A9u.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-695398731632452796</id><published>2011-07-16T16:42:00.002-03:00</published><updated>2011-07-16T16:44:08.274-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Começo a entender: no FB todo mundo quer parecer cool e engraçadinho. No twitter, antenado e bem informado. No Instagram, artisssta. E eu ainda querendo parecer apenas humana. Bobinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-695398731632452796?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/695398731632452796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=695398731632452796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/695398731632452796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/695398731632452796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/comeco-entender-no-fb-todo-mundo-quer.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-524846004678738654</id><published>2011-07-14T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T00:01:47.264-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um tal de Santuário do Vampiro começa a me seguir no twitter. Compro alho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-524846004678738654?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/524846004678738654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=524846004678738654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/524846004678738654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/524846004678738654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/um-tal-de-santuario-do-vampiro-comeca.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4612722276613617782</id><published>2011-07-11T22:46:00.006-03:00</published><updated>2011-07-11T23:06:01.871-03:00</updated><title type='text'>A bela menina na (gasp) USP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-R7U7B86rlEA/ThusAuQBGGI/AAAAAAAAAVI/SDSd0IROALo/s1600/medo.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-R7U7B86rlEA/ThusAuQBGGI/AAAAAAAAAVI/SDSd0IROALo/s200/medo.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628281287744755810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a bela menina ainda dá o que falar. Literalmente. Acabo de ser convidada para o &lt;a href="http://each.uspnet.usp.br/gephom/encontroregional2011/"&gt;IX Encontro Regional Sudeste de História Oral&lt;/a&gt;, que acontecerá de 16 a 18 de agosto, na USP. Participarei da mesa "História oral, depoimentos e mídia", que pretende discutir as várias possibilidades de difusão de histórias orais por meio de recursos como arquivos, sites, filmes, livros. Por enquanto, tenho como colegas de debate Ana Maria Mauad (UFF) e  Karen Worcman (Museu da Pessoa). A partir da minha experiência com a biografia da Ana Karina, falarei sobre a história oral sob o ponto de vista do mercado editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, ao menos é isso o que espero. O que não lembrei, antes de aceitar impulsivamente o convite, é que tenho certo pânico de falar em público. Da última vez que colocaram um microfone na minha frente e me pediram para falar sobre o mesmo livro, meu coração quis escapulir pela boca e minha voz ficou falha e covarde. Enquanto tentava falar de maneira mais ou menos inteligível, ouvi uma mulher comentar, do outro lado do auditório: “Nossa, ela tá roxa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, gente, o que faço? Tenho pouco tempo, portanto não adianta sugerirem terapia. Só se for de choque. Hipnose também não me anima. Tenho medo de não voltar. Ou voltar tagarela. Odeio tagarelas. Pensei em três soluções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Pedir as gotinhas de Rivotril da Ana emprestadas&lt;br /&gt;2)Pedir as gotinhas de Rivotril da Ana emprestadas&lt;br /&gt;3)Pedir as gotinhas de Rivotril da Ana emprestadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o desespero mina a minha criatividade na mesma proporção que uma platéia derruba o meu raciocínio.&lt;br /&gt;Acudam. Aceito sugestões, conselhos, curandeiros e simpatias. Mas sejam discretos e não contem sobre esse apelo para o organizador do evento, o jornalista, pesquisador e produtor cultural Ricardo Santhiago. Foi ele quem me convidou para a mesa, dois anos depois de ter escrito, para a Revista Oralidades, a melhor análise sobre o meu trabalho que já li até hoje. Falei sobre o ensaio aqui, no post &lt;a href="http://acasadomoinho.blogspot.com/2008/08/deus-e-bela-menina.html"&gt;Deus e a bela menina&lt;/a&gt;. Até então, nunca alguém havia me explicado tão bem o que eu faço. Aprendi várias coisas sobre o meu processo criativo, sobre o meu texto e sobre mim mesma. Só não aprendi a falar sobre tudo isso. So-cor-ro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4612722276613617782?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4612722276613617782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4612722276613617782' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4612722276613617782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4612722276613617782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/bela-menina-na-usp.html' title='A bela menina na (gasp) USP'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-R7U7B86rlEA/ThusAuQBGGI/AAAAAAAAAVI/SDSd0IROALo/s72-c/medo.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3209493238148569572</id><published>2011-07-07T11:53:00.003-03:00</published><updated>2011-07-07T12:02:37.103-03:00</updated><title type='text'>Sigam-me no twitterrrrrrrr</title><content type='html'>Agora também estou no twitter, cambada. Para quem está acostumada ao escreve escreve diário, lançar lá uma frase só é uma delícia, principalmente quando ainda não há seguidores e, portanto, nenhuma responsabilidade. Dá até medo de ficar adicta e perder as frases para o vício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3209493238148569572?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3209493238148569572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3209493238148569572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3209493238148569572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3209493238148569572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/sigam-me-no-twitterrrrrrrr.html' title='Sigam-me no twitterrrrrrrr'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3079110517788069480</id><published>2011-07-06T11:23:00.000-03:00</published><updated>2011-07-06T11:24:37.124-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem não assistiu Mulher Invisível ontem... Já para o youtube!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3079110517788069480?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3079110517788069480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3079110517788069480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3079110517788069480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3079110517788069480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/quem-nao-assistiu-mulher-invisivel.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1977450629840019536</id><published>2011-07-02T12:37:00.002-03:00</published><updated>2011-07-02T12:37:51.894-03:00</updated><title type='text'>Facebook V</title><content type='html'>Não é por nada não, mas ficar dando bom dia e boa tarde no FB não é um pouco demais? Afe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1977450629840019536?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1977450629840019536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1977450629840019536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1977450629840019536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1977450629840019536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/07/facebook-v.html' title='Facebook V'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-590492579504283452</id><published>2011-06-30T12:38:00.001-03:00</published><updated>2011-06-30T12:41:46.600-03:00</updated><title type='text'>Facebook IV</title><content type='html'>Acabei de encontrar dois erros inacreditáveis nos meus textos. Não que eu não erre nunca, mas costumo passar com nota 9 no corretor ortográfico. Será efeito colateral da terra sem gramática do FB?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-590492579504283452?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/590492579504283452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=590492579504283452' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/590492579504283452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/590492579504283452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/facebook-iv.html' title='Facebook IV'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6262050510749474281</id><published>2011-06-23T14:09:00.008-03:00</published><updated>2011-06-23T16:56:10.209-03:00</updated><title type='text'>Scott Lindenbaum e McLuhan: seremos elétricos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YAtT2zoqKpA/TgN2M3GGeMI/AAAAAAAAAUw/4oDAookcxL0/s1600/eletrico2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 182px; heighhttp://www.blogger.com/img/blank.gift: 143px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YAtT2zoqKpA/TgN2M3GGeMI/AAAAAAAAAUw/4oDAookcxL0/s200/eletrico2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621466723208558786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mudernidade&lt;/span&gt;, escreverei mais ou menos como se tuíta, em pequenos tópicos (com mais de 150 caracteres, é claro, porque não sou tão moderna assim) e aspas para o cara da vez, Scott Lindenbaum. Falemos sobre o Oi Cabeça, que repensa os rumos da narrativa diante da tecnologia e recebeu ontem o cofundador da revista americana &lt;a href="http://www.electricliterature.com"&gt;Electric Literature&lt;/a&gt;. É uma revista literária como outras, que publica trimestralmente cinco contos.  A diferença é que ela joga nas 11 (ou 5, por enquanto): formato impresso, ebook, iPad, iPhone e PDF por e-mail. Já é um sucesso e incomoda editoras tradicionais. Criada em 2009, já publicou autores de peso como Michael Cunningham, Rick Moody e Lydia Davis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento, realizado no &lt;a href="http://www.oifuturo.org.br"&gt;Oi Futuro&lt;/a&gt;, teve tanta audiência que jogaram almofadas no chão para o povo dos sem senha, do qual eu fazia parte. Saí de lá três horas depois com uma dor lancinante no quadril e nos joelhos iogues, mas feliz, antenada e esperançosa. O livro pode até acabar, mas os escritores sobreviverão como as baratas do apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o que consegui anotar no escuro enquanto perdia a sensibilidade das pernas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo o que Scott Lindenbaum tinha em mãos, depois da faculdade e antes de criar a revista, que já amealhou mais público do que muitas editoras tradicionais americanas (já são 150 mil seguidores só no twitter), era um “otimismo insano”. Anotem esse ingrediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Percepção é realidade”, e tudo o que eles queriam, a princípio, era tornar a literatura interessante e divertida para outros públicos, e se divertirem enquanto faziam isso. A julgar pela animação do rapaz, piadista como todo bom americano e muito interessado em experimentar a nossa caipirinha, conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez McLuhan não estivesse tão certo assim ao dizer que as novas tecnologias trazem, junto com a comodidade, a capacidade de minar nossos sentidos. Com o projeto BROADCASTr, Scott conseguiu recuperar a força da história oral, “linkando” os lugares com suas vozes. “Toda voz precisa de um espaço”, e, com a ajuda da tecnologia do GPS e do andróide Broadcast Receiver, 500 histórias podem ser ouvidas pelo celular em Manhattan, cada uma delas relacionada ao local onde se encontra o leitor/ouvinte. Então pode-se caminhar pelo quarteirão do WTC e, tocando no mapa através da tela do telefone, ouvir os relatos de um bombeiro que trabalhou nos resgates do atentado terrorista. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Wow&lt;/span&gt;: isso é como dar um ouvido para um olho, desentortando a frase do guru canadense, interessado em explicar que o órgão dominante dos sentidos e da orientação social nas sociedades pré-alfabeto era o ouvido, e que o alfabeto fonético forçou o mundo mágico do ouvido a se deslocar para o mundo neutro do olho: “Foi dado ao homem um olho para o ouvido”. Agora parece que estamos quites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As livrarias tradicionais estão de fato com os dias contados. O livro vai se tornar, em breve, um fetiche como o LP. Por enquanto, as &lt;span style="font-style:italic;"&gt;vampire novels&lt;/span&gt; sustentam todos os outros livros que não vendem suas tiragens. Engraçado. No mercado editorial são os humanos que sugam o sangue dos vampiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eletric Literature&lt;/span&gt; trouxe, de certa forma, a experiência visual para a literatura. Mas a imaginação continua sendo mais importante, garante o editor. Lembrem de fechar os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estão a salvo os editores, desde que eles trabalhem a intuição e o bom gosto editorial. E de novo me lembro de McLuhan escrevendo que, quando todos os recursos e energias disponíveis já foram usados em um organismo ou estrutura, há uma certa reversão do modelo, uma volta ao “olhar para dentro”. Sobreviverão aqueles que, como Andy Warhol, “editou pessoas” ao se unir a seres com a mesma “gravidade específica” como Tom Waits e Jim Jarmush, quando ainda não eram famosos. “Densidade de idéias criam cenas que, com o tempo, criam movimentos”, disse o editor elétrico. Foi aplaudido com faíscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer ainda, apenas em homenagem à minha autoestima, que sempre pensei no livro como um conjunto de símbolos mais ou menos integrados, diferente do trabalho autoral. É bom pensar a escrita como a metáfora acústica e visual que estabeleceu as dinâmicas da civilização ocidental, mas ela é muito mais do que isso. O livro é uma extensão do olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;In the eletric age we wear all mankind as our skin&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marshall  McLuhan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6262050510749474281?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6262050510749474281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6262050510749474281' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6262050510749474281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6262050510749474281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/seremos-eletricos.html' title='Scott Lindenbaum e McLuhan: seremos elétricos'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YAtT2zoqKpA/TgN2M3GGeMI/AAAAAAAAAUw/4oDAookcxL0/s72-c/eletrico2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2055419899261724071</id><published>2011-06-21T16:24:00.006-03:00</published><updated>2011-06-21T17:11:07.136-03:00</updated><title type='text'>Da série Eu era melhor aos vinte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-4Yz8_AgQPv8/TgD61Jq2otI/AAAAAAAAAUo/k2AzF2YFTn8/s1600/coelho.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4Yz8_AgQPv8/TgD61Jq2otI/AAAAAAAAAUo/k2AzF2YFTn8/s200/coelho.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620768125994050258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que entrei no FB e me dei conta, resgatando contato com amigos da época da PUC, de que me formei há 15 anos (não espalhem), dei para revolver alguns textos da faculdade - aqueles que o word ainda aceita abrir. Impressionei-me. Já naquela época eu sacava que o jornalismo não era bem assim essa maravilha. E fiquei me perguntando se eu era mais espertinha naqueles tempos ou se hoje apenas me falta um tema, um prazo e um professor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não pára&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aí de cima é uma das questões que mais vem me assolando ultimamente. Fiz 21 anos há pouco tempo e adquiri a sensação de  que a partir de agora tenho poucas chances  até a reta final. A sensação, sem exagero, é de estar constantemente com uma forca no pescoço. É isso, a forca do tempo. Parece que tudo tem que ser resolvido agora, senão vai ser tarde demais. Tarde demais para seguir carreira, para mudar de país, escrever um livro, ter um filho ou plantar uma árvore. Tanto faz. Daqui a pouco já vai ser tarde demais para tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que outra sensação eu poderia ter, se todos os dias travo verdadeiros desafios com os ponteiros do meu relógio? E o pior: com o meu e com os ponteiros dos outros. Às vezes me pego imaginando onde esses dias de fúria vão parar. Provavelmente em algum hospício. Daí vejo o cartaz de estréia do filme "Adorável Professor", de Richard Dreyfuss. Não acredito que o filme seja bom, mas a frase de apresentação, emprestada de John Lennon, não podia ser melhor: "A vida é aquilo que te acontece enquanto você está ocupado fazendo planos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como a gente se adapta a fazer tantas coisas ao mesmo tempo. Tomar café, almoçar e jantar lendo o jornal, que é para poder ler tudo, tudo mesmo. Dirigir e fechar detalhes de negócios no celular, escrever no computador e falar ao telefone. Enfim, viver vidas paralelas e que se dizem "eficientes". Juro que tenho lá minhas dúvidas. E também um pouco de vergonha de me declarar adepta daquela velha frase que diz que a pressa é inimiga da perfeição. É que isso é um pouco contraditório para os dias de hoje, mas confesso que minha intuição me diz que não há nada mais sensato e leve para a alma do que o vagar dos atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e o jornalismo, o que fazer com este fastasma, esta reencarnação do coelho apressado de Lewis Carrol em Alice no País das Maravilhas? Escrever, afinal, não é algo que os dedos façam automaticamente. Poderia ser, mas felizmente não é. Não é porque antes de redigir as pessoas precisam pensar, graças a Deus. E na maioria das vezes elas estão pensando no tempo, invenção de apenas alguns milênios, mera convenção. E como sociedade alternativa não é o meu forte, também dedico boas parcelas do meu dia pensando nessa frase que mais parece uma condenação. O tempo não pára, eu sei que não e o problema é justamente  esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que o coelho de Alice poderia entender que é tudo uma questão de ótica, de contrastes entre paulistas e baianos, japoneses e brasileiros, Robson Crusoé e Sexta-feira. Acho até que entendem, mas não ousam falar vírgula sobre o assunto. Afinal de contas, quem reclama de escassez de tempo é preguiçoso. E por mais que este seja um julgamento injusto, não há tempo para desmenti-lo. Por mais que ainda restem toneladas de peso na minha consciência por tudo que ainda não fiz a tempo e temor dos dias em que vou ver as horas escorregarem pelos meus dedos, não há mais tempo para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no jornal, professor, como vai ser? Levei cerca de meia hora para escrever este texto, será que é uma média razoável para alguma redação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2055419899261724071?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2055419899261724071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2055419899261724071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2055419899261724071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2055419899261724071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/da-serie-eu-era-melhor-aos-vinte.html' title='Da série Eu era melhor aos vinte'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4Yz8_AgQPv8/TgD61Jq2otI/AAAAAAAAAUo/k2AzF2YFTn8/s72-c/coelho.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4384065484615753952</id><published>2011-06-18T00:56:00.002-03:00</published><updated>2011-06-18T01:09:18.273-03:00</updated><title type='text'>Facebook III</title><content type='html'>Se eu já fosse uma facebookmaníaca postaria lá agora:&lt;br /&gt;"As árvores são fáceis de achar / Ficam plantadas no chão &lt;br /&gt;Arnaldo Antunes é FODA!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não postei porque ainda não sei muito bem como funciona a etiqueta em relação a palavrões. Aqui é fácil, é só pedir depois desculpas às crianças. Desculpem, crianças. &lt;br /&gt;E não deixem de ver na primeira oportunidade, e essa é para adultos também, o show "Arnaldo Antunes ao vivo lá em casa", feito de fato na casa dele, em SP. Assisti rindo e chorando ao mesmo tempo, pensando no incrível artista que ele é e em como também quero ter, um dia, um telhado de poesias resistentes a pedras e trovoadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4384065484615753952?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4384065484615753952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4384065484615753952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4384065484615753952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4384065484615753952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/facebook-iii.html' title='Facebook III'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5144179780846357200</id><published>2011-06-15T16:03:00.003-03:00</published><updated>2011-06-15T16:44:03.048-03:00</updated><title type='text'>Facebook II</title><content type='html'>Eu já entendi que no FB as pessoas escrevem curtinho, com pressa, como quem já está em outra, virando a curva. No entanto as palavras, que deveriam ser econômicas, costumam ser espichadas, como amigaaaaaa, saudadessss, bjsssssssss. Para pessoas que consideram muita coisa dois segundos de prosa, isso me parece uma desnecessária perda de tempo no teclado. Vai entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5144179780846357200?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5144179780846357200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5144179780846357200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5144179780846357200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5144179780846357200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/facebook-ii.html' title='Facebook II'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4843136582962834715</id><published>2011-06-14T15:37:00.001-03:00</published><updated>2011-06-14T15:38:30.211-03:00</updated><title type='text'>Facebook I</title><content type='html'>Reencontrar amigos no facebook é como fazer uma entrevista de trabalho: você tem que contar em dois minutos o que fez nos últimos dez anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4843136582962834715?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4843136582962834715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4843136582962834715' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4843136582962834715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4843136582962834715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/facebook-i.html' title='Facebook I'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8254036992489849526</id><published>2011-06-09T17:51:00.003-03:00</published><updated>2011-06-09T18:02:22.844-03:00</updated><title type='text'>Dias perfeitos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_y5Dr6vZwlA/TfE0jomNNqI/AAAAAAAAAUY/Rk8Nds31HYA/s1600/perfeito.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 211px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_y5Dr6vZwlA/TfE0jomNNqI/AAAAAAAAAUY/Rk8Nds31HYA/s320/perfeito.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616327997105452706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escritores estão sempre em busca de dias perfeitos. Dias perfeitos são aqueles em que a internet não dá pau e você não tem que chamar o técnico da Net; em que nenhum cliente resolve marcar uma reunião de última hora e matar a tarde reservada para escrever aquele capítulo tão planejado, mas tão planejado que se não for produzido logo terá seu esqueleto esquecido e aí será preciso ler de novo todo o planejamento e, consequentemente, todas as anotações em post its espalhados por pilhas de papéis; em que você não esquece de sacar o dinheiro da faxineira, ah, o dinheiro da faxineira; em que você também não esquece de comprar, no supermercado, algum ingrediente fundamental para o jantar que costuma preparar nos solstícios de inverno de anos bissextos; em que você não perde a hora de manhã porque na noite anterior decidiu ser sociável alguma vez na vida e compareceu a um evento importante, indo dormir de madrugada; em que, enfim, as coisas simplesmente não acontecem para que você possa, timidamente, acontecer.&lt;br /&gt;É claro que, com o tempo e a experiência, os escritores aprendem que os dias perfeitos só existem na imaginação. O que não faz, curiosamente, com que eles deixem de acreditar neles e assim buscá-los no calendário como quem procura por um feriado mundial incontestável.&lt;br /&gt;São como cachorros tentando morder o próprio rabo, esses ingênuos escritores. Com a diferença de que cachorros existem, ao menos até que digam o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8254036992489849526?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8254036992489849526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8254036992489849526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8254036992489849526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8254036992489849526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/dias-perfeitos.html' title='Dias perfeitos'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_y5Dr6vZwlA/TfE0jomNNqI/AAAAAAAAAUY/Rk8Nds31HYA/s72-c/perfeito.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5533501710824291652</id><published>2011-06-03T18:44:00.009-03:00</published><updated>2011-06-04T00:49:14.147-03:00</updated><title type='text'>Todo chato cutuca</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-BZkZiQkNrpI/TelYF1eJf6I/AAAAAAAAAUM/LbfHX9co_Tw/s1600/facebook.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BZkZiQkNrpI/TelYF1eJf6I/AAAAAAAAAUM/LbfHX9co_Tw/s200/facebook.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614115267770154914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita insistência e algumas ameaças, capitulei. Não tive saída. Entrei para o Facebook. Uma amiga muito antenada com mais de mil amigos me ensinou que o legal é falar feice&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;buque&lt;/span&gt;, com ênfase nas duas últimas sílabas. Usar a pronúncia americana pega mal, ela disse. Imagino que deva ser coisa de dinossauros anacrônicos e colonizados. Enfim. Entrei para o FB, para os íntimos (não sei se falar assim é cool, gente, tenham paciência comigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, quando eu ainda gozava a marginalidade digital e não sabia o que era levar uma cutucada na rede, ouvi a mesma amiga antenada dizer estar com um post atrás em relação a um possível affair que emergira na rede. “Estranho, ele tem só 40 amigos”, analisou, como quem avalia atentamente um OVNI. “Se eu entrar nisso aí não vou ter nem vinte!”, falei logo, olhos arregalados e ouvidos incrédulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu estava errada. Meu marido e eu andamos competindo perna a perna o número de amigos e nós dois, que entramos juntos na seara dos recadinhos apressados há 48 horas, já temos mais de 50. Ele ainda leva vantagem, mas isso é porque desrespeitou o horário do fim da competição, ontem de madrugada, quando ficamos separados por computadores gritando novos nomes. “Aninha! Lembrei da Aninha!”, um dizia, e saía correndo para adicioná-la. Apelamos para amigos de infância. “Assim não vale, tem muita mulher aí!”, eu reclamava, enquanto pesquisava na página pela minha cidade natal. Não encontrei ninguém que pudesse adicionar, o que me fez pensar que aqueles gatinhos da sexta série devem estar todos carecas ou de cabelos brancos, barbudos ou simplesmente irreconhecíveis. “Não vale, eu trabalho em casa, não tenho colegas de trabalho!”, ainda repliquei enquanto via a galera crescer na página dele, mas não colou. Continuo atrás na pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui contaminada, é claro. Mal consigo escrever enquanto espero confirmações importantíssimas para a minha sobrevivência pessoal e profissional. Era o que eu temia. Meu sistema límbico reptiliano foi comprometido. Estou mais conectada, no entanto desatenta. Mais sociável, porém ensimesmada, literalmente (presa em mim mesma).&lt;br /&gt;Esse frenesi deve passar com o tempo, penso. De qualquer forma, não tem mais jeito. Como diria o guru McLuhan, meus sentidos já foram comprometidos pela tecnologia.&lt;br /&gt;Agora só me resta cutucar os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5533501710824291652?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5533501710824291652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5533501710824291652' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5533501710824291652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5533501710824291652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/todo-chato-cutuca.html' title='Todo chato cutuca'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BZkZiQkNrpI/TelYF1eJf6I/AAAAAAAAAUM/LbfHX9co_Tw/s72-c/facebook.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2149933451989680436</id><published>2011-06-01T16:21:00.005-03:00</published><updated>2011-06-02T18:40:40.920-03:00</updated><title type='text'>Mulher (in) visível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-9s1bhD5CQSY/TeaTOdVEVHI/AAAAAAAAAT0/Z_9fOSk1E_o/s1600/mulher.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 130px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-9s1bhD5CQSY/TeaTOdVEVHI/AAAAAAAAAT0/Z_9fOSk1E_o/s400/mulher.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613335862164345970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mulher Invisível&lt;/span&gt; ontem? O seriado, baseado no filme homônimo de Claudio Torres, é coisa fina. E não estou falando isso só porque o maridão, Leandro Assis, é um dos roteiristas. A série, com Selton Melo, Luana Piovani e Debora Falabella, deixou pegadas firmes no ibope e nos trending topics do twitter, ontem, com direito a reproduções de frases marcantes e tudo. Sucesso total. Roteiro redondo, com humor e profundidade, coerente mesmo no ritmo alucinante da TV, direção de arte elegante e atuações brilhantes. E pensar que Selton Melo quer ir definitivamente para trás das câmeras. A vida é estranha como a arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o que ninguém sabe é que é muito divertido ser mulher de roteirista. Uma das falas da Amanda, e não vou falar qual nem sob tortura, foi inspirada em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;moi&lt;/span&gt;. Isso mesmo, queridos, em minzinha. Há! Luana Piovani, tremei! &lt;br /&gt;Não percam o próximo episódio, dia 14/5. Recomendo com todo o meu charme de mulher de carne e osso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2149933451989680436?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2149933451989680436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2149933451989680436' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2149933451989680436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2149933451989680436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/06/mulher-in-visivel.html' title='Mulher (in) visível'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9s1bhD5CQSY/TeaTOdVEVHI/AAAAAAAAAT0/Z_9fOSk1E_o/s72-c/mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3173982607180022313</id><published>2011-05-23T23:13:00.008-03:00</published><updated>2011-05-24T00:07:04.807-03:00</updated><title type='text'>Digitalizem-se</title><content type='html'>Infelizmente não poderei fazer, mas está imperdível o curso &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Editando Livros Digitais&lt;/span&gt;, da Estação das Letras. Ementas quentíssimas e antenadas sobre os mercados nacional e internacional de e-books, novas narrativas, impressão sob demanda e marketing digital. Gente boa como Cristiane Costa (curadora do Oi Cabeça, que está rolando no Oi Futuro) e Newton Neto (Singular)entre os professores - todos, ao que parece, muito gabaritados. &lt;br /&gt;Acessem o &lt;a href="http://www.estacaodasletras.com.br"&gt;site &lt;/a&gt;da Estação e sigam os links da hora. O futuro aconteceu ontem, meninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3173982607180022313?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3173982607180022313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3173982607180022313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3173982607180022313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3173982607180022313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/05/digitalizem-se.html' title='Digitalizem-se'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4060134351393528644</id><published>2011-05-12T11:48:00.003-03:00</published><updated>2011-05-16T15:43:05.189-03:00</updated><title type='text'>OUTROS TEMPO$</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-GkPvxUlovxI/TcvzmKM8q9I/AAAAAAAAATk/YhxVW7TOaZc/s1600/capitalismo11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 135px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GkPvxUlovxI/TcvzmKM8q9I/AAAAAAAAATk/YhxVW7TOaZc/s320/capitalismo11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605841998091955154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando lembro que também sou jornalista e boto as mãos meio enferrujadas na massa. O militar ainda me manda relatórios sobre os capítulos, mas bato continência e considero que o livro dele está terminado. Ou quase, porque os livros só terminam mesmo quando param em pé nas prateleiras das livrarias. Mas o considero terminado o suficiente, enfim, para começar a pensar no outro livro, o do restaurante italiano que completa 30 anos de salão neste ano. O dono, de família de imigrantes, tem pai, avô e bisavô no ramo, esses dois últimos conhecidos por terem criado, em São Paulo, a primeira confeitaria da cidade e uma das primeiras pizzarias com forno a lenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso pesquisar isso tudo, pensei. E não só no Google. O Google pode ser, como bem definiu meu marido, Deus se mostrando aos pouquinhos, mas ainda não é, surpreendentemente, tudo na vida (mas vai chegar lá, é claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então parti para os CPDOCs – centros de pesquisa e documentação dos jornais, para quem não pescou a sigla. A sigla, como me explicou o militar, é uma sequência formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras que constituem uma expressão. Não sei se deu pra entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, well. Fato é que percebi que ser pesquisador, hoje, é coisa de gente rica. A não ser que você se dê ao trabalho de rezar uma semana antes e reunir fé suficiente para ir até o Arquivo Público, você terá, caro repórter, que desembolsar algum dinheirinho. Na agência do Globo, por exemplo, duas horas de pesquisa, que devem ser devidamente agendadas com antecedência (eu só consegui horário para a próxima semana), custam R$ 50. Isso mesmo. R$ 50 para ficar lá vendo as pastas já previamente separadas para a sua pesquisa, que não poderá levar mais do que duas horas, mesmo que você esteja disposto a pagar caro por elas. Imagino que, prazo expirado, algum segurança de terno e fone no ouvido nos convide gentilmente a procurar o caminho de casa. As cópias e os fac-símiles das matérias, é claro, são cobradas à parte. Não quis nem perguntar quanto seria para conseguir uma autorização de reprodução em livro. Deixaria lá as saias, provavelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na agência do Estadão, antes mesmo de encomendar a pesquisa, é preciso fazer um orçamento. Só depois é que você recebe (ou não) uma pesquisa preliminar e escolhe o que vai querer de fato. Como lá não encontraram praticamente nada, devo ter economizado uma fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o JB, que nem me responde? Já no telefone, o ser muito simpático que me atendeu sugeriu: “Escreve no email que é urgente”. Escrevi. Até agora não adiantou nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades da época em que eu até marcava o dia de pesquisa, mas ficava à vontade no prédio do JB, o tempo que quisesse, pagando apenas pelas cópias dos jornais. Ou do tempo em que O Globo cobrava, pelo mesmo serviço, uma taxa quase simbólica. Ao telefone, o carinha da pesquisa concordou comigo que os tempos são outros. “Viramos uma empresa SA, sabe como é”.&lt;br /&gt;Sei. Sei bem como é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4060134351393528644?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4060134351393528644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4060134351393528644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4060134351393528644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4060134351393528644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/05/outros-tempo.html' title='OUTROS TEMPO$'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GkPvxUlovxI/TcvzmKM8q9I/AAAAAAAAATk/YhxVW7TOaZc/s72-c/capitalismo11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-802462815849810623</id><published>2011-05-06T11:22:00.001-03:00</published><updated>2011-05-06T17:53:16.116-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordou decidida a ser piegas. Faria daquele dia um feriado da pieguice. Começou dando bom dia ao papagaio e elogiando suas cores, arco-íris da natureza em forma de penas. Depois desejou um ótimo dia de trabalho ao marido, dizendo que ela estava muito bonito com aquela camisa pólo azul. Sorriu caprichado para o porteiro. Terminada a aula de ioga, em que ficou de cabeça pra baixo por deliciosos três minutos, fechou os olhos e agradeceu a oportunidade de estar viva ali, naquela sala, com aquelas pessoas e aquele corpo menos enferrujado a cada dia. Agradeceu a si mesma por permitir-se aquele autoconhecimento em passos persistentes e evolutivos. Espanou a vergonha, olhou fundo para a professora e disse que ela era um ser muito abençoado. Almoçou feliz uma salada colorida e sorriu para a garçonete, para o cara do caixa, para o carinha do estacionamento, para a senhora que queria passar na sua frente na fila. Voltou pra casa dirigindo devagar, sentindo o motor suave do carro, trocando as más notícias do rádio por música, e assim que virou a chave de casa correu para o computador. Estava decidida a ser piegas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-802462815849810623?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/802462815849810623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=802462815849810623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/802462815849810623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/802462815849810623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/05/acordou-decidida-ser-piegas.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6931637477437319226</id><published>2011-04-30T18:26:00.007-03:00</published><updated>2011-04-30T19:59:54.340-03:00</updated><title type='text'>God save the Princess</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-29s_n1R5rks/TbyAQy2-dfI/AAAAAAAAASs/TUZUiftwpSM/s1600/buque.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-29s_n1R5rks/TbyAQy2-dfI/AAAAAAAAASs/TUZUiftwpSM/s320/buque.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601493062560675314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de comentar o casamento real. O que seria dos escritores, afinal, sem os contos de fadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve quem achasse uma patetice assistir ao casamento, olhos grudados em cada detalhe como o buquê de murta, a linda renda francesa do vestido da noiva e o uniforme da Guarda Irlandesa usado pelo príncipe. Eu mesma me senti meio ridícula ao me emocionar vendo os dois trocarem comentários descontraídos no altar. Sou romântica, gente, fazer o quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que muito da história de vida de todas nós, mulheres ocidentais, está lá naquele DNA azul. Colonizadas que somos, aprendemos que casar de branco é lindo e assim é até hoje. Eu mesma tive um casamento de princesa, num lindo jardim em Itaipava decorado com margaridas. Tivesse tombado para o feminismo raivoso e dispensado toda aquela delícia de ritual, aposto que estaria hoje arrependida. Quando vejo as fotos do casório sinto, além de um nozinho na garganta, uma profunda felicidade por ter me permitido acreditar em cinderelas. Se contasse ainda que empunhei um buquê feito com todo carinho pela minha mãe, vocês veriam aonde quero chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é belo e persiste, meninos. Se em pleno século XXI um príncipe leva uma plebéia para o altar e comove bilhões de pessoas ao redor do mundo, conquistando audiência maior do que a do terremoto japonês, é porque o romantismo e a esperança ainda não acabaram. Até uma prece o casal escreveu junto, para ser lida na igreja. Digam o que quiserem, mas isso tudo é mesmo emocionante.&lt;br /&gt;Acho até que os 70% dos britânicos que ainda apóiam a monarquia não estão nem aí para o regime monárquico. O que eles querem mesmo, no fundo, é a chance de poderem ver outros casamentos como esse. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;“O último dos mendigos tem sempre um nadinha de supérfluo! Limitai a natureza às necessidades naturais e o homem se torna um animal”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                                        Shakespeare&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6931637477437319226?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6931637477437319226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6931637477437319226' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6931637477437319226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6931637477437319226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/04/god-save-queen.html' title='God save the Princess'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-29s_n1R5rks/TbyAQy2-dfI/AAAAAAAAASs/TUZUiftwpSM/s72-c/buque.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5738608499091318063</id><published>2011-04-20T18:29:00.007-03:00</published><updated>2011-04-20T23:24:36.837-03:00</updated><title type='text'>O coelho indica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Ehz5WP3LPDs/Ta9SV5j63LI/AAAAAAAAASk/KeVLoN2BXmo/s1600/serrote.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 151px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ehz5WP3LPDs/Ta9SV5j63LI/AAAAAAAAASk/KeVLoN2BXmo/s200/serrote.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597783398027025586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Serrote&lt;/span&gt; é tudo de bom. Revista de ensaios, artes visuais, idéias e literatura do Instituto Moreira Salles, a publicação consegue, simplesmente, reunir o fino do fino da bossa. São textos que iluminam as sinapses e nos fazem ter certeza de que pensar ainda vale a pena. E então temos os excelentes ensaios de Beatriz Sarlo sobre o animal político da web e o de Louis Menand sobre o escritor Salinger, por exemplo. Lendo Menand, aliás, e relembrando o personagem de Holden, percebi o quanto grudei em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O apanhador no campo de centeio&lt;/span&gt;. Vejo influências desse livro em meu trabalho até hoje, se vocês querem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista 7, já editada pelo craque Paulo Roberto Pires, também traz fotos pungentes de Edu Marin sobre os estragos feitos pelas enchentes da região serrana fluminense. Nelas não aparecem vítimas, mas marcas de vidas interrompidas, vestígios de um cotidiano devastado pela natureza. De cair o queixo e doer o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem uma sugestão? Aproveitem o feriadão para darem um pulo ao IMS. Vejam as ótimas exposições sobre o carnaval e a família imperial, depois tomem um café e comprem a Serrote. Programão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa páscoa, crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s. Para quem não sabe, a Serrote também é vendida em algumas livrarias, como a da Travessa. Mas no IMS sai mais barato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5738608499091318063?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5738608499091318063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5738608499091318063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5738608499091318063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5738608499091318063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/04/o-coelho-indica.html' title='O coelho indica'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ehz5WP3LPDs/Ta9SV5j63LI/AAAAAAAAASk/KeVLoN2BXmo/s72-c/serrote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3454976200134427414</id><published>2011-04-07T23:59:00.007-03:00</published><updated>2011-04-08T00:16:34.942-03:00</updated><title type='text'>Kitsch, kitsch</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-keX8B3bOH8c/TZ57rCrRvBI/AAAAAAAAASM/yZ8LplKWUXI/s1600/suburbio16.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-keX8B3bOH8c/TZ57rCrRvBI/AAAAAAAAASM/yZ8LplKWUXI/s200/suburbio16.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593043766623714322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa nova do sofá, vinho berrante, não funcionou. Sei lá onde eu estava com a cabeça, gente.  Deve ter sido o filme da Frida Kahlo que vi um dia antes de escolher o tecido. Fiquei louca com aquelas cores e queria aquilo tudo pra mim. O único problema é que agora preciso me mudar para o México. Hoje as duas, a capa e a parede laranja, disputam para ver quem grita mais alto pelas minhas costas, enquanto tento jantar: “Ela é louca! Loooouca!”. Pobrezinhas. Deve ser duro me terem como dona de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diversão ultimamente, entre meu marido e eu, é descobrir o que mudar no ambiente para salvar o sofá. Pintamos a parede de branco? Mudamos todos os outros móveis? Tiramos o tapete? O piso? É claro que a opção mais sensata é engolir o preju e mandar fazer outra capa. Mas aí não tem graça, meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem ao poder do vermelho, então, eis aí acima uma foto do Bruno Veiga, grande fotógrafo com quem tive o prazer de trabalhar na minha época de freela da Casa Cláudia. A foto faz parte da série Subúrbio, e lembra mesmo a casa do meu avô, em Jardim Primavera, reduto de alemães fãs de paredes revestidas com cacos de ardósia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando freqüentava a casa do meu avô eu era muito nova, tinha dois ou três anos, mas lembro do ambiente até hoje como se estivesse vendo um filme da Frida Kahlo. Lembro da enorme porta de correr de couro com tachas douradas, da lareira, do salão de jogos com mesa de sinuca, da enfermaria (meu avô era médico), da mesa retangular na enorme varanda, do campinho, dos divertidos anões de jardim. Era uma casa engraçada e kitsch, como não poderia deixar de ser. Uma das raízes dessa palavra, aliás, é alemã – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;verkitschen&lt;/span&gt; – e, injustamente, é usada para definir objetos de valor estético distorcido. Mas o kitsch é muito mais do que isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem na Carmem Miranda, no tango, nos filmes do Almodóvar, no pingüim de geladeira. Isso é o kitsch: nem cafona, nem brega e tampouco de mau gosto. Feito para sonhar, está acima de qualquer estereótipo. Ele homenageia o bom humor e sapateia pelo clássico, flerta com o lúdico ou revela seu lado cult através da arte pop, que o tornou mais conhecido mundo afora. Acima de tudo, é inocente: ao brincar com a arte e com o exagero, também busca a infância perdida. A origem do termo remete à idéia travessa da cópia, surgida no século 19, na Europa. Foi nessa época que turistas norte-americanos começaram a pedir aos pintores que fizessem apenas esboços (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;sketch&lt;/span&gt;) de quadros, que poderiam então ser vendidos mais baratos. Depois vieram as grandes magazines, os supermercados, os eletrodomésticos coloridos, e ficou mais fácil levar o kitsch pra casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa do meu avô, o Opa, o kitsch tinha ainda outra simbologia: a despreocupação. Era uma casa desencanada como a Sandy não é, estava conectada em banda larga ao prazer e reservaria para as revistas de decoração o espaço nobre da lareira (acesa). Não era uma casa de capa de revista. Nem de miolo. E por isso mesmo era tão inesquecível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s  Terminei o livro do militar. Como a Dilma já levou a medalha de grã-Mestre da Defesa, eu me contentaria com uma estrelinha de honra ao mérito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3454976200134427414?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3454976200134427414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3454976200134427414' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3454976200134427414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3454976200134427414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/04/kitsch-kitsch.html' title='Kitsch, kitsch'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-keX8B3bOH8c/TZ57rCrRvBI/AAAAAAAAASM/yZ8LplKWUXI/s72-c/suburbio16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2813178480277590793</id><published>2011-03-25T15:57:00.005-03:00</published><updated>2011-03-25T16:04:36.685-03:00</updated><title type='text'>Feliz site velho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zRvGjsiHLw0/TYzmiuwei4I/AAAAAAAAAR8/61AQXBuSC-E/s1600/site.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 142px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zRvGjsiHLw0/TYzmiuwei4I/AAAAAAAAAR8/61AQXBuSC-E/s320/site.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588094722001243010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como a empresa de hospedagem faz questão de me avisar diariamente, a licença de uso do domínio do meu antigo site, o www.acasadomoinho.com, expirou. Hoje ele se despede da vida cruel e deixa em seu lugar o fiel representante da wordpress, que vocês seis já conhecem (vejam aí ao lado o link pra ele, gente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele foi o primeiro site e, de certa forma, dá tristeza abandoná-lo. O desenho da página principal, arrematado com logo criado pelo marido, tem enorme valor sentimental. Esses quadradinhos eu desenhava na infância, com giz de cera, e andava sempre com eles nos bolsos das minhas calças adidas. Quando ficava triste desdobrava o papel e olhava para aquele colorido todo. Estava descobrindo, intuitivamente, os poderes da cromoterapia. Deve ser por isso que até hoje adoro uma cor. Como não tenho coragem de abusar delas no armário, acabo colocando cor na casa. Já tenho uma parede laranja e acabei de encomendar, para o sofá da sala, uma capa vinho. Chega domingo. Estamos apavorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas precisamos jogar fora as coisas velhas para abrir espaço para as novas, é o que sempre dizem. E o novo site é mais profissa, mais ágil, mais objetivo. Só não tem poesias. Essas ficaram no velho e agora, quando acham de acontecer, rumam direto para o blog sem intermediários. Com pena das antigas agora desabrigadas, resgatei umazinha. Para lembrar que todo adeus é tristonho, mas tem seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fujam da angústia, meninos. Ela sempre cobra dividendos. Feliz site velho pra vocês também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Angústica. A angústia que estica e não está no dicionário. Sim, porque, se estivesse, não seria angústia de verdade. A angústica não se cura com verbetes nem glossários nem bulas testamentosas. Esta aí só com a morte. Mas aí ela deixa de ser angústica. Vê-se, assim, que é uma questão sem solucionamento, que é: vir sempre desacompanhada de solução e pensamento. Ela é feita de emoção densa, espessa, escura, viscosa e muitas vezes chorosa, mas, note-se, não sempre. Ela também passa despercebida num rosto calmo (e principalmente educado). Ela é discreta, mimética, nada dialética. É fácil identificar, na verdade. Basta não saber explicar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2813178480277590793?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2813178480277590793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2813178480277590793' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2813178480277590793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2813178480277590793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/03/toda-mudanca-tem-cor.html' title='Feliz site velho'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zRvGjsiHLw0/TYzmiuwei4I/AAAAAAAAAR8/61AQXBuSC-E/s72-c/site.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4934644366704957763</id><published>2011-03-15T20:00:00.010-03:00</published><updated>2011-03-17T12:52:34.698-03:00</updated><title type='text'>Pisando em...cascas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/--7mok3MUq7w/TX_xOBJ8FZI/AAAAAAAAAR0/ug9AMKoZ08Q/s1600/ovo.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 120px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--7mok3MUq7w/TX_xOBJ8FZI/AAAAAAAAAR0/ug9AMKoZ08Q/s320/ovo.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584447286093288850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como todos, ando aturdida com a sucessão de desastres do Japão. Mas a mente humana é a coisa mais estranha. Dentre tantas informações impactantes, fui me prender logo a uma metáfora usada pelos especialistas para explicar a fragilidade do solo japonês. Segundo eles, é como se os japoneses vivessem sobre uma...casca de ovo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casca de ovo é das coisas mais frágeis que conheço. Mas também é prenúncio de vida. Ou de omelete. É ainda protagonista da questão existencial mais antiga da humanidade, aquela que pergunta quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. O ovo também é ovo de Páscoa, ah, vocês entenderam, casca de ovo é algo muito marcante, gente, muito presente no nosso inconsciente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então a pessoa assiste o noticiário e lê obsessivamente os cadernos especiais, morre de pena dos japoneses lá do outro lado do mundo, se espanta com a tal comparação do ovo e vai dormir com aquele turbilhão na cabeça, pensando na ironia que é um solo tão frágil servir de base para um país tão sólido, educado, rico e poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não podia dar em boa coisa. A minha mente (de vez em quando ela apronta, meninos, já tentei de tudo mas ela não obedece), numa tentativa enviesada de lidar com a tragédia e incapaz de escrever um belo haikai, apelou para a comédia de mau gosto e estilo discutível. E me mandou escrever o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casca de ovo quebra&lt;br /&gt;Gema mole não&lt;br /&gt;Gema esparrama&lt;br /&gt;Casca de ovo não&lt;br /&gt;Gema faz gemada da boa&lt;br /&gt;Já com casca não é bom não&lt;br /&gt;Cascadura enfim não é mole&lt;br /&gt;Mole mesmo é gema no pão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai entender. Graças a Deus não sei escrever em japonês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4934644366704957763?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4934644366704957763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4934644366704957763' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4934644366704957763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4934644366704957763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/03/em-cima-da-casca.html' title='Pisando em...cascas'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--7mok3MUq7w/TX_xOBJ8FZI/AAAAAAAAAR0/ug9AMKoZ08Q/s72-c/ovo.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1407421274944516072</id><published>2011-03-10T18:56:00.005-03:00</published><updated>2011-03-12T13:34:32.378-03:00</updated><title type='text'>O filósofo Proust</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-K7fnO3u31TI/TXlKsCMbXWI/AAAAAAAAARs/3LsheSL7CL0/s1600/proust.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 283px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-K7fnO3u31TI/TXlKsCMbXWI/AAAAAAAAARs/3LsheSL7CL0/s320/proust.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582575333466135906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;"Porém mesmo do ponto de vista das coisas mais insignificantes da vida nós não somos um todo materialmente constituído, idêntico para todas as pessoas, e de que cada um não tem mais que tomar conhecimento, como se tratasse de um livro de contabilidade ou de um testamento; nossa personalidade social é uma criação do pensamento alheio. Até o ato tão simples a que chamamos “ver uma pessoa que conhecemos” é em parte uma ação intelectual. Preenchemos a aparência física do ser que vemos com todas as noções que temos a seu respeito, e, para o aspecto global que nós representamos, tais noções certamente entram com a maior parte. Acabam por arredondar tão perfeitamente as faces, por seguir tão perfeitamente a linha do nariz, vêm de tal forma matizar a sonoridade da voz como esta fosse apenas um envoltório transparente, que, cada vez que vemos esse rosto e ouvimos essa voz, são essas as noções que reencontramos, que escutamos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei que Proust era tão filósofo quanto escritor, assim como sempre suspeitei que a filosofia passeia pela literatura muitas vezes com mais desenvoltura do que nas ditas ciências sociais. Está aí acima, num trechinho de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;No caminho de Swann&lt;/span&gt;, uma pequena prova. O escritor, com muito mais melodia e elegância, destrincha o conceito do “outro generalizado”, de Mead. De quebra, no mesmo parágrafo, desliza também pela sociologia e pelo conteúdo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A representação do eu na vida cotidiana&lt;/span&gt;, de Goffman, livrinho que a gente lê na faculdade e acha o máximo. Depois os anos tratam de mostrar que não é bem assim. Ou que outros explicam a mesma coisa de um jeito infinitamente melhor. Como Proust e seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em busca do tempo perdido&lt;/span&gt;, que, dizia um amigo meu do mestrado, deve ser lido homeopaticamente, que é para a gente se deleitar e não perder nenhuma madeleine.&lt;br /&gt;Uma a três páginas por dia, à noite, é uma boa prescrição. Não é preciso mais para dormir feliz e angustiado, surpreso e acalentado. No mínimo, para lembrar do tempo em que esperar o beijo de boa-noite da mãe era mesmo ato ambíguo, cheio de antecipação amorosa e solidão escura anunciada. Ou para aprender a gostar de filosofia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1407421274944516072?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1407421274944516072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1407421274944516072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1407421274944516072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1407421274944516072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/03/o-filosofo-proust.html' title='O filósofo Proust'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-K7fnO3u31TI/TXlKsCMbXWI/AAAAAAAAARs/3LsheSL7CL0/s72-c/proust.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1788443388810813618</id><published>2011-02-28T23:41:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T12:13:44.254-03:00</updated><title type='text'>Alongar para ter coragem</title><content type='html'>(da série ioga para maiores)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje senti minhas pernas querendo andar sozinhas, longe de mim, livres de mim. Desfeitas de mim. Senti descolarem das coxas feixes rebeldes de músculos. Foram passear, eles, os músculos. Junto com poeira velha e crenças grudentas. Uma dessas é aquela que acredita poder controlar todos os passos. É centralizadora, ela, a crença que puxa tudo pra si como se fosse responsável pelo mundo. Bobagem. Mal sabe ela que as pernas, todas elas, nossas e dos outros, andam sempre sozinhas, mesmo que a gente não veja um milímetro de movimento entre as articulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controle temos apenas, e olhe lá, da inteireza do nosso corpo. Mas esse, ao se relacionar com outros corpos, perde o controle de todo o resto. Sobra então apenas a necessidade da atenção, do cuidado, da observação.  Pouca gente sabe, mas ser iogue não é estar sempre num estado zen abobado. Ao contrário, é estar alerta. É estar conhecendo-se atentamente por dentro e, em conseqüência, lidando melhor com o que vem de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É admirar as pernas fugirem e correrem sozinhas, por exemplo, libertas, felizes, indo em direção ao acaso e a tudo aquilo que não é controlável e que por isso mesmo, aqui e ali, é confundido com frustração. Alongar muito respirando bem fundo também é flexibilizar com coragem, indo simplesmente, para variar um pouco, em direção à vida e não a essa ou aquela meta. Porque a vida anda sempre pra frente e nunca olha pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrada é isso. Pernas bambas fugindo de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1788443388810813618?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1788443388810813618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1788443388810813618' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1788443388810813618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1788443388810813618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/02/alongar-para-ter-coragem.html' title='Alongar para ter coragem'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6069134118068396466</id><published>2011-02-26T12:38:00.009-03:00</published><updated>2011-02-28T00:33:09.964-03:00</updated><title type='text'>Varejando</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-LMjXQOSuGLM/TWkhKZxTMRI/AAAAAAAAARk/BAXDNrATMPg/s1600/av.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 96px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-LMjXQOSuGLM/TWkhKZxTMRI/AAAAAAAAARk/BAXDNrATMPg/s400/av.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578026076075143442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de colocar essa imagem linda no meu &lt;a href="http://moinhoroteirosetextos.wordpress.com/textos/trabalho/"&gt;site&lt;/a&gt; e quis dividir com vocês também. Esse é o book do projeto &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Grande Caldo&lt;/span&gt;, primeira exposição multimídia da artista plástica Adriana Varejão, a ser produzida pelo diretor Lula Buarque de Hollanda.&lt;br /&gt;Fiz esse trabalho no final do ano passado, vocês cinco se lembram, e carrego ainda como sequela uma profundo espanto pelo universo dessa artista. Meu próximo projeto de viagem é Inhotim, em BH, onde reina um pavilhão só dela. Conto os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6069134118068396466?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6069134118068396466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6069134118068396466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6069134118068396466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6069134118068396466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/02/varejando.html' title='Varejando'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LMjXQOSuGLM/TWkhKZxTMRI/AAAAAAAAARk/BAXDNrATMPg/s72-c/av.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3711908746194344126</id><published>2011-02-13T13:30:00.004-02:00</published><updated>2011-02-13T19:14:26.225-02:00</updated><title type='text'>De como carregar um piano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-QYY9KSHHAiQ/TVf5uCzkgWI/AAAAAAAAARE/DrGPLSWzLQA/s1600/piano.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QYY9KSHHAiQ/TVf5uCzkgWI/AAAAAAAAARE/DrGPLSWzLQA/s320/piano.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573197633316749666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Métodos e modos de dobrar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ninguém lê esse blog, continua difícil para algumas pessoas entender o que faço da vida. Profissionalmente, diga-se. Enquanto termino o livro do militar, já entrevisto uma vez por semana meu próximo personagem, dono de um restaurante italiano tradicional do Rio. Sim, chamo meus biografados de personagens. A ficção é feita de fatos muito objetivos. Também é fato concreto que me misturo com eles e empresto um pouco de mim às suas histórias enquanto levo pra casa seus aprendizados. Escrever, como entrevistar, é ato coletivo, é escambo do bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é muito abstrato e subjetivo para alguns contratantes, meio aflitos com aquele processo de entrevistas que parece não ter foco nem objetivo. Eles precisam entender como aquilo pode um dia virar livro, e aí me vejo, sempre, como diria o militar (eu disse que a mistura acontece), numa situação “pastosa”. Perguntem para a linguística a origem dessa expressão. Eu não tenho a menor idéia e não tive muito espaço para perguntar. Esse biografado, o militar, ao contrário do dono de restaurante, é metódico e não gosta de sair do seu sumário pré-elaborado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora em que me perguntam sobre o meu processo criativo, provavelmente preocupados com o adiantamento já pago, tento explicar que primeiro deixo as entrevistas acontecerem meio livremente, com espaço para desvios, atalhos, retornos. É quando tento entender qual é a verdadeira intenção do personagem. Muita gente por aí quer escrever um livro, parece ser um rito de passagem como casar ou jogar o capelo pra cima, mas nem todos tem uma idéia muito exata do que o tal livro poderia dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então entro eu, escritora de aluguel mui suspeita, para desfiar o novelo. Costuma dar certo porque a entrevista, com seu setting quase psicanalítico, é sempre muito reveladora. A entrevista é como uma boa aluna: ela repassa a matéria, faz um resumo e acaba encontrando, naturalmente, as matérias que cairão na prova. É com um interlocutor que o personagem-autor se revela, descobrindo, na interação e no diálogo, o que realmente lhe importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a partir daí que acaba o que era doce e eu, que até então curtia apenas o gravador ligado e a incrível singularidade dos seres humanos, começo a carregar o piano. Leio longos depoimentos, porque é melhor sobrar assunto do que faltar, ficho todos eles, organizo os temas, penso a estrutura do livro. Só então, depois de muito planejamento, canetas coloridas e post its indicando caminhos, é que boto a mão na massa e começo a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vai explicar isso para um contratante desconfiado. E, verdade seja dita, entendo a insegurança. Eu, se me contratasse, também ficaria muito preocupada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3711908746194344126?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3711908746194344126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3711908746194344126' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3711908746194344126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3711908746194344126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/02/de-como-carregar-um-piano-metodos-e.html' title='De como carregar um piano'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QYY9KSHHAiQ/TVf5uCzkgWI/AAAAAAAAARE/DrGPLSWzLQA/s72-c/piano.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-703498708583379902</id><published>2011-02-05T19:14:00.003-02:00</published><updated>2011-02-05T19:23:50.288-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TU2_372JdvI/AAAAAAAAAQ8/k7h9je5-XhE/s1600/lomo.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TU2_372JdvI/AAAAAAAAAQ8/k7h9je5-XhE/s320/lomo.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570319281805686514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marido brincando com o aplicativo da Lomo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-703498708583379902?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/703498708583379902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=703498708583379902' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/703498708583379902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/703498708583379902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/02/marido-brincando-com-o-aplicativo-da.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TU2_372JdvI/AAAAAAAAAQ8/k7h9je5-XhE/s72-c/lomo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-812211252826164154</id><published>2011-01-31T21:03:00.003-02:00</published><updated>2011-02-01T20:41:34.946-02:00</updated><title type='text'>Rio 40 graus</title><content type='html'>Está tão quente que meus miolos derreteram. Deve ser por isso que ando meio esquecida de várias coisas, entre elas o que vem a ser ter um blog. Os meus neurônios gratinados também já não têm a menor idéia do que é escrever um post e deixam escapar uma leve baba do lado direito enquanto se esforçam para entender a coisa toda – sabem lá eles que coisa toda essa seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa (o vocabulário também anda escasso, então repitamos as palavras até que elas se embalem sozinhas como coisas de verdade, ah, as coisas de verdade) que eles sabem, entre um sorvete de manga e outro, é que precisam entregar um livro até abril para poderem começar outro. Mas eles também sabem, ou ao menos desconfiam, que o ar-condicionado do quarto pifou. Tudo bem que, ligando-se o do escritório ao lado no máximo, corre um arzinho gelado até o quarto, o que, se não segura totalmente a onda, evita que as solas dos pés sofram queimaduras ao pisarem no chão desprevenidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma da massinha quente suspeita ainda que mandar um projeto mui pessoal para a avaliação de um crítico é uma roubada imensa. A cada dia que passa a chaleira fica mais perigosa em suas ebulições. Pensa logo que nunca terá resposta ou que, se ela demora tanto, a resposta, é porque boa coisa não será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, o calor faz muito mal para a caixola, mesmo quando ela olha tudo de cabeça pra baixo na semi invertida iogue matinal. Amanhã vou tentar enfiá-la num baldo de gelo antes de respirar fundo, gritar há! e sair atrás de uma boa alma disponível para consertar ares-condicionados que sempre, ouçam bem, sem-pre nos deixarão na mão quando mais precisarmos. Há várias batalhas em que a máquina vence o homem. Espero que essa não seja uma delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-812211252826164154?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/812211252826164154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=812211252826164154' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/812211252826164154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/812211252826164154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/01/rio-40-graus.html' title='Rio 40 graus'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1247754232519256033</id><published>2011-01-18T19:40:00.002-02:00</published><updated>2011-01-18T19:45:02.255-02:00</updated><title type='text'>Escolhendo as palavras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TTYJ1-5R5nI/AAAAAAAAAQg/VQdDUJNQjM8/s1600/palavras.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TTYJ1-5R5nI/AAAAAAAAAQg/VQdDUJNQjM8/s320/palavras.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563645212683789938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu ainda era uma garotinha, em priscas eras (essa é a deixa, meninos, façam aquela cara de “imagina...”), também trabalhei na sucursal serrana do jornal O Dia. Em janeiro. Em Petrópolis. É claro que vieram as enchentes e eu, foca de 18 anos, me vi entrevistando gente que perdera, quando pouco, a casa e todos os bens. Era difícil ser repórter naquela época, não sei se hoje ainda é assim. Éramos recebidos nas comunidades como se tivéssemos culpa no cartório e aquela fosse a hora de indenizarmos todo mundo por tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descontado o stress natural causado por calamidades como a desse ano, também estava presente, entre as vítimas daquela enchente de 1993, uma compreensível revolta com o descaso das autoridades públicas.Na época apurei que já existia, de fato, tecnologia suficiente para prever enchentes e, caso necessário, recomendar a saída de moradores em áreas de risco. A medida não evitaria desabamentos, mas muitas vidas poderiam ser poupadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso fazer contas para saber que se passou um bom tempo de lá pra cá e também não é requisitado diploma de jornalista para ver que, pelo visto, nada foi feito desde então para prevenir outras tragédias. Já li de meteorologistas que o desastre desse ano seria praticamente inevitável, já que combinou a violência das chuvas com áreas íngremes, instáveis e densamente povoadas. Mas não são exatamente assim as áreas de risco, gente? Será que realmente ninguém poderia ter se tocado disso antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das poucas coisas que sei hoje, imantada aqui ao teclado, é que a tecnologia não pode ser omissa. Números e gráficos têm responsabilidades. O botão Enviar da caixa de emails também, assim como o botão Responder, Responder a Todos e, principalmente, o Encaminhar. Tão fácil, tão rápido. E tão omisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidariedade de todos nesse momento me emociona, mas, ao mesmo tempo, me faz torcer para que ela não disfarce a real responsabilidade das prefeituras e do Governo daqui pra frente. A sociedade civil pode e precisa ajudar, é claro, mas não deve tirar o foco de quem é pago para fazer exatamente o que ela está fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais cobri enchentes, graças a Deus. Aquele estágio na Geral do Dia me traumatizou um bocadinho. Tratei logo de fazer os especiais de domingo, que os jornalistas então chamavam de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;features&lt;/span&gt;. Perfis e historinhas, em bom português de bobaginhas. Estava trocando a rudeza dos fatos pela das palavras, e aí, acreditem, já ia muito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. Quando estava prestes a postar, escutei os três primeiros trovões que sempre anunciam uma queda repentina de energia elétrica aqui no faroeste. Que São Pedro dê logo uma trégua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1247754232519256033?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1247754232519256033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1247754232519256033' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1247754232519256033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1247754232519256033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/01/escolhendo-as-palavras.html' title='Escolhendo as palavras'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TTYJ1-5R5nI/AAAAAAAAAQg/VQdDUJNQjM8/s72-c/palavras.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6337373245709687986</id><published>2011-01-14T11:21:00.004-02:00</published><updated>2011-01-14T11:40:29.315-02:00</updated><title type='text'>Amy Whinehouse</title><content type='html'>Eu fui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente sabe, mas quando eu ainda era uma garotinha (mentira, bobinhos, nunca deixei de ser) trabalhei durante três anos como repórter numa revista especializada em bebidas. Chamava-se Drink e era dirigida a bares e restaurantes. Escrevi sobre drinques mirabolantes, vinhos caríssimos, cervejarias, sobre o valor da nossa cachaça, sobre Baudelaire e seu vício por café. Também fui a muitas degustações promovidas por vinícolas e não me lembro o que escrevi depois. Sim, eu bebia em serviço. Eu e meu fígado aprendemos a valorizar não só o glamour das bebidas, suas histórias, seus costumes, como também seu poder agregador. A bebida alcoólica, hoje muito mais demonizada do que então, era o elemento de ligação social, o pretexto para confraternizações, o degrau acima que permitia soltar o verbo e, muitas vezes, falar um “eu te amo” que permaneceria preso na garganta sóbria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, well. A fila anda e a lusitana roda. A revista faliu, eu pulei fora antes para não ver o barco afundar, mudei de tema, comecei um mestrado. De lá pra cá já se vão mais de dez anos. Percebi o peso de tal passagem de tempo nessa semana, vendo a Amy Whinehouse tropeçar pra lá e pra cá no palco, entre goles de um chá mui suspeito. Lembrei de um parente que, para disfarçar a bebedeira constante, tomava seu uisquinho numa xícara de café. A mãe dele achava muito estranho que, ao final do dia, depois de tanta cafeína, ele estivesse tão lerdo e tão grogue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de tudo isso enquanto assistia ao show e me deliciava com aquele vozeirão. Tive sentimentos muito contraditórios, o que é muito coerente com a vida afinal de contas. Primeiro me orgulhei de ser brasileira, de fazer parte de uma platéia tão calorosa e incentivadora. A mulher errava as letras, virava de costas, largava a banda sozinha e mesmo assim todo mundo estava lá, batendo palmas, urrando, dando a força que ela, como dependente química, teoricamente precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também senti uma ponta de angústia e tristeza vendo ao vivo e a cores aquela cena já prevista. Fiquei imaginando que show espetacular ela poderia fazer se estivesse sóbria ou, vá lá, só um pouco altinha. Seria um estouro e evitaria que ela mesma, letras fugindo de si, olhasse para cima com ar de irritação e desaponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o mundo esteja se tornando politicamente correto demais, daí as ovações a cada trago. É bom ter uma Amy por perto para fazer tudo aquilo que não podemos fazer e, o que é melhor, com um timbre de Billie Holiday.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o show é de suas músicas ou de seu vício? Ou eu é que sou ingênua como uma garotinha de achar que podemos separar um do outro? Seu talento é inquestionável, tão poderoso que a atravessa mesmo que ela tente barrá-lo a todo custo. É isso a arte, afinal, entidade mais forte do que o próprio artista. Ok. Mas na terça, olhando do alto centenas de celulares fotografando aquele penteado alto e inseguro, formando um tapete voador de estrelas permissivas, fiquei me perguntando se não seria melhor que a mulher por trás da artista sobrevivesse para contar história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que espero, ao menos. E sim, o show de terça valeu. Tivemos mais sorte do que o povo de segunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6337373245709687986?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6337373245709687986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6337373245709687986' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6337373245709687986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6337373245709687986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/01/amy-whinehouse.html' title='Amy Whinehouse'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-7693983870146738505</id><published>2011-01-04T17:10:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T17:17:17.291-02:00</updated><title type='text'>Amigos</title><content type='html'>Para começar bem o ano vamos mais uma vez de Hilda Hilst:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lobos? São muitos.&lt;br /&gt;Mas tu podes ainda&lt;br /&gt;A palavra na língua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquietá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortos? O mundo.&lt;br /&gt;Mas podes acordá-lo&lt;br /&gt;Sortilégio de vida&lt;br /&gt;Na palavra escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcidos? São poucos.&lt;br /&gt;Mas se farão milhares&lt;br /&gt;Se à lucidez dos poucos&lt;br /&gt;Te juntares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raros? Teus plecaros amigos.&lt;br /&gt;E tu mesmo, raro. &lt;br /&gt;Se nas coisas que digo&lt;br /&gt;Acreditares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada a vocês, amigos, por acreditarem, se não no que digo, no meu amor por vocês. &lt;br /&gt;Feliz 2011, cambada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-7693983870146738505?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/7693983870146738505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=7693983870146738505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7693983870146738505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7693983870146738505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2011/01/amigos.html' title='Amigos'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2760233809929636232</id><published>2010-12-29T19:21:00.007-02:00</published><updated>2011-01-07T16:05:06.002-02:00</updated><title type='text'>Direto de Búzios</title><content type='html'>Estou de férias em Búzios. Sim, o tempo não está bom. Vocês acham que estou escrevendo no blog porque?&lt;br /&gt;Ontem, dia nublado, andando sem rumo pela Rua das Pedras, decidi ir a um salão. Não foi a melhor idéia do ano. A recepção foi um tanto frustrante. Acabei de decidir que em 2011 não freqüentarei mais salões. Ao menos não em Búzios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não faço as unhas.&lt;br /&gt;(Expressão de espanto e reticências do lado de lá)&lt;br /&gt;Não, nunca. Tenho alergia a esmalte e a bifes. E a cheiro de tintas e escovas progressivas. A papo chato também (isso eu não disse, é claro, só pensei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu faço no salão?&lt;br /&gt;Praticamente nada. Peço para cortarem as unhas, lixarem quadradinho de um jeito que nunca consigo em casa e tirarem levemente o que estiver sobrando nas laterais das unhas. Na cutícula ninguém mexe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço isso há anos. Pago menos. Perco menos tempo. Gosto do resultado, da aparência de limpeza das unhas curtinhas e transparentes. A natureza e as histaminas são muito sábias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer as unhas sempre me pareceu um ritual meio sem sentido. Depois de encontrar a manicure preferida e encaixar o horário &lt;span style="font-style:italic;"&gt;dela&lt;/span&gt; na sua agenda, você entra, pinta os cascos de verde ou preto (ou azul, amarelo fosforescente e sei lá que outra aberração cromática) e, dois minutos depois, já está borrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos comigo era sempre assim. Sou estabanada, certo, mas que jogue o primeiro vidro de esmalte importado quem nunca passou por isso. Daí você volta, meio sem graça, e fala para a manicure que te olha com cara de ai, que saco: “Borrou...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acetona, algodão, tudo de novo. Gente, como é que a mulherada agüenta?&lt;br /&gt;Já tive sérios questionamentos a meu respeito por causa disso. Cheguei a pensar que só lésbicas concordariam comigo. Nada contra o povo GLS, mas não é a minha praia. Sou meio desajeitada e não curto moda, mas ainda tenho fé na minha feminilidade. Só não faço as unhas, gente. É tão grave assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, para as manicures de Búzios, é gravíssimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei de ombros, voltei pra casa, cortei as unhas e lixei tudo torto, estendi o meu tapetinho de ioga na varanda e fiz uma saudação ao sol. Que é pra ver se ele aparece e eu paro de escrever bobagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2760233809929636232?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2760233809929636232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2760233809929636232' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2760233809929636232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2760233809929636232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/12/em-buzios.html' title='Direto de Búzios'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6764270405348568788</id><published>2010-12-24T11:07:00.000-02:00</published><updated>2010-12-24T11:08:18.274-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Feliz Natal, cambada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6764270405348568788?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6764270405348568788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6764270405348568788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6764270405348568788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6764270405348568788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/12/feliz-natal-cambada.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5611875132826112163</id><published>2010-12-14T15:10:00.006-02:00</published><updated>2010-12-15T12:15:05.106-02:00</updated><title type='text'>Jingle Bells</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TQelpYJSWBI/AAAAAAAAAPo/j9L0Mq2-aHA/s1600/febre.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 217px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TQelpYJSWBI/AAAAAAAAAPo/j9L0Mq2-aHA/s320/febre.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550587196032047122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar doente muda a perspectiva das coisas. Literalmente. Na horizontal, um olho aberto e o outro dolorido, você só enxerga lenços de papel, cartelas de analgésicos, livros, termômetro, copo d’água. O mundo de uma pessoa derrubada por uma virose pode ser bem limitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virose é tudo aquilo que os médicos não sabem dizer o que é. Você se sente mal, tem delírios com a febre de mais de 38, e sempre, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sem-pre&lt;/span&gt; escuta que “tem um virose rondando por aí”. Sempre tem, já repararam? Parece que elas se encontram no Facebook e combinam assim: “Aí, galera, é final de ano, tá todo mundo estressado e melancólico pensando na vida, tá na hora de aproveitar a baixa imunidade... vamo atacááá!!!”. E assim elas chegam, derrubando o que encontrarem pelo caminho – pessoas inclusive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mais ou menos isso que os meus neurônios fritos me escreveram num bilhete, antes de partirem sem data de retorno. Também lembraram que a última crise de asma acontecera há mais de dez anos e que foi triste, quase uma sensação de derrota, comprar de novo uma bombinha, usá-la e... não sentir nada, nenhum alívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que acatei a receita, arfei até a a farmácia e não fugi dos antibióticos. Meu médico foi bem sutil: “Se você não tomar vai desenvolver uma pneumonia”. Ele poderia ter sido mais gentil e dito que eu&lt;span style="font-style:italic;"&gt; poderia&lt;/span&gt; desenvolver uma pneumonia, mas não disse. Parecia estar repassando um twitter da turma da virose. “Aí cambada, pneumonia na branquela ali de olheiras, vambora, um dois e jááá!”. (Isso tem mais de 140 caracteres, gente? Não saberia fazer essa conta agora. O antibiótico, o antitérmico e o granulado fluidificante sabor laranja estragada estão me deixando um tanto confusa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, hein. Então você dorme, tosse, tem pesadelos, tosse, agradece a santa sogra que mandou entregar comidinha caseira, tosse, desmarca entrevistas e compromissos, tosse, e, tosse, no dia seguinte faz tudo de novo porque a febre continua dando calafrios e depois suadouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ho, ho, ho. Feliz Natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5611875132826112163?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5611875132826112163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5611875132826112163' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5611875132826112163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5611875132826112163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/12/jingle-bells.html' title='Jingle Bells'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TQelpYJSWBI/AAAAAAAAAPo/j9L0Mq2-aHA/s72-c/febre.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-1529942906739210887</id><published>2010-12-06T15:44:00.002-02:00</published><updated>2010-12-06T15:55:09.774-02:00</updated><title type='text'>Perto do chão</title><content type='html'>Nesse final de semana fui ao cinema. NYCC, ícone brega do faroeste. Noite de uma sexta-feira super povoada e abafada, pré-temporal. O programa de índio se justificava porque o filme escolhido tem, no time de roteiristas, uma grande amiga. Passei pelo corredor acarpetado do cinema, numa visão de Las Vegas tropical, e reparei em vários adolescentes sentados no chão de pernas cruzadas. Tão familiar aquela cena...sentar como índio no chão, em rodinha de amigos, com um pacote de biscoitos na mão, mochilas jogadas num canto. Tão adolescente, tão...tão eu quando adolescente, gente! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do corredor eu já tinha viajado no tempo e lembrado de mim mesma, estudante de comunicação da PUC, sentada de pernas cruzadas no chão com as costas apoiadas em um dos pilotis. Era a hora sagrada de jogar um pouco de conversa fora, combinar o final de semana, marcar o grupo de estudos. Naquela época não existia celular, crianças, e a gente conseguia combinar tudo direitinho, uma façanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela hora do sentar de pernas cruzadas, breve respiro antes do estágio no Centro, a vida corrida parecia parar. Quando me formei, me dei conta de que sentiria muitas saudades daquele encontro diário. Claro que eu continuaria encontrando com os meus amigos, mas nunca seria a mesma coisa. Aquela reunião, sagrada, era a certeza da amizade sem muito esforço. Era estar lá, encontrar as pessoas certas e ponto. Sem agendas atribuladas, emails de encontra-não-encontra, mensagens de texto desmarcando horários. Sem maridos, filhos, chefes, empregadas, ou qualquer outro ente capaz de mudar a agenda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele encontro era garantido, zero estresse. E ainda perto do chão, pura reminiscência da infância. Depois que a gente cresce de verdade, o chão fica cada vez mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser por isso que gosto tanto da posição de lótus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-1529942906739210887?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/1529942906739210887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=1529942906739210887' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1529942906739210887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/1529942906739210887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/12/perto-do-chao.html' title='Perto do chão'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6042734730649720509</id><published>2010-11-29T19:02:00.002-02:00</published><updated>2010-11-29T19:07:03.318-02:00</updated><title type='text'>Blindando a paz II</title><content type='html'>Esclarecendo melhor a posição do meu biografado, o militar: segundo ele, a ajuda das FA, nesse momento, ainda é ilegal, apesar da autorização do presidente Lula e do aval do ministro da Defesa. É que, em caso de apoio das forças militares, o comando da operação deve ficar a cargo do Exército e não da Secretaria de Segurança do Estado. Trata-se de uma questão de hierarquia prevista em lei da Constituição Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bem uma guerra de egos. Caso um militar, em tiroteio com bandidos, atingisse um civil, por exemplo, ele não poderia alegar em juízo que cumpria ordens do governador ou do comandante da PM, já que o Exército só atende ordens do Ministério da Defesa e da Presidência. E ter a responsabilidade de matar inocentes é tudo o que o Exército, que ainda luta para se livrar da sombra da ditadura, não precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, nesse momento, isso parece ser o de menos. Mas realmente pode causar problemas futuros para as FA.&lt;br /&gt;Eu, por enquanto, reles civil amedrontada, ainda não consigo pensar tão longe. Talvez o governador tenha metido os pés pelas mãos, mas confesso que estou gostando da acrobacia. Na torcida para que o contorcionismo de tal parceria não atrapalhe a vida de ninguém, eu sonho, como todos, com um Rio de Janeiro melhor. O que agora, com ou sem quebra de hierarquias, parece ser incrivelmente possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6042734730649720509?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6042734730649720509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6042734730649720509' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6042734730649720509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6042734730649720509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/11/blindando-paz-ii.html' title='Blindando a paz II'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3315763974396112695</id><published>2010-11-26T12:33:00.005-02:00</published><updated>2010-11-27T19:31:52.563-02:00</updated><title type='text'>Para blindar a paz</title><content type='html'>Todos vocês seis já sabem que estou escrevendo o livro de um militar. Mais exatamente um capitão formado na Aman e bem inflexível quanto à participação do Exército na luta contra o tráfico: soldado não é policial e, portanto, não deve ser colocado em situações afins. O soldado não tem o mesmo treinamento que um cabo do Core e, pela Constituição, o uso de sua força em qualquer ação policial é ilegal.Para que essa "parceria" seja possível, seria preciso decretar estado de sítio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo os argumentos dele. Principalmente quando ele diz que o exército não tem que subir morro para matar traficantes. Mas confesso que ontem, vendo os tanques da Marinha amassarem barricadas como se fossem baratas, recapitulei. Há colaborações e colaborações. Os fuzileiros navais não entraram em confronto direto com os bandidos e foram cruciais na operação de ontem, no Alemão. Tanto que, à noite, quem recapitulou foi o próprio Exército, oferecendo uma ajuda negada há três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi que terei longas conversas com o meu biografado. Mas tudo em nome da paz. Ontem, vendo os noticiários, dava até nó na garganta perceber o apoio da população. Pela primeira vez, desde que me conheço por gente, também tenho esperanças no Rio de Janeiro. E suspeito que isso seja tão importante quanto o empréstimo de alguns urutus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Terminei o freela urgente. Era o texto de um projeto inédito de transformação do universo artístico de Adriana Varejão em videoarte. Quando essa exposição despontar no jornal, anotem datas e horários. Sem dúvida vai valer a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3315763974396112695?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3315763974396112695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3315763974396112695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3315763974396112695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3315763974396112695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/11/para-blindar-paz.html' title='Para blindar a paz'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-7120991023869042919</id><published>2010-11-14T12:28:00.006-02:00</published><updated>2010-11-16T12:17:03.371-02:00</updated><title type='text'>SOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TN_yzgJWroI/AAAAAAAAAPg/kLpyomfyj1A/s1600/varej%25C3%25A3o.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 255px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TN_yzgJWroI/AAAAAAAAAPg/kLpyomfyj1A/s320/varej%25C3%25A3o.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539413033305419394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Azulejaria "de tapete" em carne viva, 1999, óleo sobre tela e poliuretano em suporte de alumínio e madeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece de vez em quando. Devo ter um certo ímã para emergências. Além de escritora freelancer, também poderia me intitular escritora SOS. Apareço correndo, desarvorada, um tanto sem fôlego, para assumir textos cabeludos que devem ser entregues anteontem de manhã cedo. Geralmente não consigo dizer não. Tenho exercitado esse aprendizado, mas ainda não cheguei ao Nirvana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pego o freela, fico preocupada, depois levemente desesperada, em seguida quase perco o sono, e mais um pouco caio dentro e gosto. Vai entender. Mas fato é que graças a esse trabalho urgente estou mergulhada no desconcertante universo da artista plástica &lt;a href="http://www.adrianavarejao.net"&gt;Adriana Varejão&lt;/a&gt;, onde a carne é feliz e o barroco é “puro dentro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto terminar o trabalho conto tudo. O blog, enquanto isso, tem que esperar. Ninguém disse que a vida é fácil, crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom feriado pra vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-7120991023869042919?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/7120991023869042919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=7120991023869042919' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7120991023869042919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7120991023869042919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/11/sos.html' title='SOS'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TN_yzgJWroI/AAAAAAAAAPg/kLpyomfyj1A/s72-c/varej%25C3%25A3o.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4959648980865995220</id><published>2010-11-05T12:17:00.011-02:00</published><updated>2010-11-05T19:05:30.850-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A princesa limpinha</title><content type='html'>Queria uma faxineira de verdade, que entendesse os seus conceitos de limpeza. Conceitos de limpeza podem ser muito subjetivos. Queria que as formigas simplesmente desaparecessem do planeta. Queria lençóis cheirosos sempre, toalhas sequinhas, chão brilhando. Serviço de hotel cinco estrelas com charme de pousada, funcionários silenciosos e discretos, vida que funciona sem que você nem se dê conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria uma vida de princesa, com uma camareira para escolher seus vestidos e lavar seus cabelos. Melhor, queria não ter cabelos. Devia ser de uma liberdade orgástica não ter mais cabelos que ficam oleosos num piscar de olhos ainda irritados com o xampu. Viveria com chapéus ornamentados para os dias de festa e chapéus mais discretos e leves para o ordinário cotidiano. Se bem que se fosse uma princesa o ordinário não existiria. Seria uma sucessão de bandejas de prata com frutas frescas, água gelada com folhas de hortelã, biscoitinhos de canela no meio da tarde, café com broinhas de fubá a qualquer momento. Se bem que assim seria uma princesa gorda, e princesas gordas não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Viveria saltitando entre as dezenas de cômodos do seu palácio, impressionando-se ao ver os rodapés sempre tão limpinhos, sem um átomo sequer de poeira. Então voltaria para o seu arejado quarto e fitaria suas almofadas a prova de ácaros. Sentiria uma coceira leve no nariz e teria vontade de espirrar, mas não o faria porque, afinal, os ácaros não estavam lá. O que lhe traria uma leve saudade de espirrar, breve nostalgia do movimento, espasmo que sacode o corpo inteiro, expelindo micróbios e invejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento olharia para o seu vestido engomado e perceberia um leve desconforto no abdômen. Vontade de liberdade com dificuldade em traduzi-la. Correria para a varanda. O dia estaria lindo, sol e céu azul lavado, como nas aquarelas que aprendia a fazer nas manhãs de terças e quintas, mas por algum motivo que não o sabia, entristecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia enrijecerem seus pés massageados há algumas horas. Um gelado cobria sua cabeça perfumada. Fechou os olhos. Sentia-se asséptica. Incapaz de produzir bactérias, fungos, germes patogênicos e outros bichos similares e invisíveis a olho nu. Abriu os olhos. Viu muitas flores, rosas e antúrios entre elas, mas não sentia-lhes os aromas. Olhou mais uma vez. Pessoas choravam ao seu redor. Velas acesas. Tentou esticar os braços. Não respondiam. Tentou gritar. Garganta muda. Então só lhe restou sentir a textura suave do cetim bege sobre o qual estava deitada. Estava limpo e cheirava a amaciante de lavanda. Finalmente encontrara a higiene perfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4959648980865995220?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4959648980865995220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4959648980865995220' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4959648980865995220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4959648980865995220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/11/princesa-limpinha.html' title='A princesa limpinha'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4644424540089107214</id><published>2010-11-03T18:05:00.003-02:00</published><updated>2010-11-03T18:11:30.335-02:00</updated><title type='text'>Lançamento</title><content type='html'>É amanhã o lançamento da antologia de prosa do jornal &lt;a href="http://www.jornalplasticobolha.com.br/"&gt;Plástico Bolha&lt;/a&gt;, pela editora Oito e meio. Na livraria Ponte de Tábuas, no Jardim Botânico, às 19h30m. Eu vou, meninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4644424540089107214?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4644424540089107214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4644424540089107214' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4644424540089107214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4644424540089107214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/11/lancamento.html' title='Lançamento'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-877157953697353095</id><published>2010-11-01T15:16:00.002-02:00</published><updated>2010-11-01T15:25:43.490-02:00</updated><title type='text'>A caminho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TM732x5iGUI/AAAAAAAAAPY/Ro9tP0ZW3xM/s1600/gaivota2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TM732x5iGUI/AAAAAAAAAPY/Ro9tP0ZW3xM/s400/gaivota2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534633512564562242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quase desisti. Trânsito comprido, uma ventania até então inédita aos meus olhos semi cariocas, promessa de pancadas de chuva ameaçando a idéia de subir a serra. Enquanto as bandeiras de Serra e Dilma tremulavam forte na Lagoa, parei num posto de gasolina. Entrei na lojinha, comprei chicletes, andei pra lá e pra cá, vou não vou. Decidi. Sim, eu iria para Petrópolis votar. Ninguém mandou não mudar de seção eleitoral. Precisava cumprir o meu dever cívico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a estrada orgulhosa de mim mesma. Perto do aeroporto internacional, as gaivotas planavam mais austeras do que nunca. O motorista à minha frente, janela aberta, deixava o forte vento brincar com a sua mão esquerda. Liberdade é isso. É seguir seu próprio caminho, seja ele qual for, desde que seja democrático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-877157953697353095?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/877157953697353095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=877157953697353095' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/877157953697353095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/877157953697353095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/11/caminho.html' title='A caminho'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TM732x5iGUI/AAAAAAAAAPY/Ro9tP0ZW3xM/s72-c/gaivota2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4804030374673162365</id><published>2010-10-24T16:57:00.004-02:00</published><updated>2010-10-24T17:11:41.925-02:00</updated><title type='text'>O caminho do meio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TMSD-rgoR0I/AAAAAAAAAPQ/Her2oNM9rMw/s1600/mautner.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TMSD-rgoR0I/AAAAAAAAAPQ/Her2oNM9rMw/s320/mautner.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531691355172521794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você estiver assim, assim, de moral baixa, desenxabido, descrente da pátria nossa, corra para a livraria mais próxima e leia Jorge Mautner. Ou assista seus bem fundamentados devaneios nos cursos que volta e meia pintam no &lt;a href="http://www.polodepensamento.com.br/"&gt;POP&lt;/a&gt;. Siga corretamente suas instruções. Você provavelmente vai parar numa aula de tai chi chuan no Jardim Botânico e, olhando para as palmeiras, vai descobrir que a vida pode ser verde, amarela e... bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro, segundo Jorge Mautner:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização superior do amor nascerá no Brasil. Seremos seres exóticos e sentimentais, onde toda afetividade será imediatamente captada por elétrons e a religião se tornará apenas uma questão de consideração com o próximo. Como já disse o poeta Walt Whitman, o Brasil será o vértice da humanidade, onde a capacidade fluídica dos brasileiros de reinterpretar tudo imediatamente, sempre, fará com que justiça e liberdade possam aflorar juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha do Brasil como país sede das Olimpíadas, aliás, já faz parte de uma geopolítica da paz. Darcy Ribeiro já dizia estarmos nos meio da Índia, da China e de todas as terras do mundo, tamanha a riqueza de nossa mistura. É nesse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;melting pot&lt;/span&gt;, onde residem a maior floresta do mundo e índios ainda nativos, que frutificará a semente da convivência pacífica entre todos os povos. Nossa grande inteligência será a emoção e a catarse permanente instigada pela internet, que eliminará toda e qualquer chance de algum processo ditatorial ressurgir, nos levando pela mão à democracia e ao eterno neo-renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveremos eternamente, sem doenças nem segredos, com tempo suficiente para filosofar. Com a descoberta do DNA, do autorreplicante, da nanotecnologia e dos neurônios implantáveis, seremos controlados e controladores e superaremos todos os atritos. Será, finalmente, o fim da metafísica. O Brasil, assim, reviverá sabedorias antigas e será imitado e mimetizado, concretizando o que Ghandi quis fazer na Índia e não conseguiu. Todas as filosofias do mundo, que já estão aqui, serão saboreadas por todas as nações mundiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como profetizou Stephan Zweig, o Brasil será mesmo o país do futuro, com o afeto como  moeda forte. Quanto mais local, mais universal será o amor. Nosso caminho do meio será a esperança do mundo, onde tudo será construído através da interpretação do amor, da afetividade, do carinho. Seremos capazes de aplacar todo e qualquer ódio. Triunfaremos sem alarde. Mas com muita festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Oxalá e todos os 33 milhões de deuses indianos o escutem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4804030374673162365?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4804030374673162365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4804030374673162365' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4804030374673162365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4804030374673162365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/10/o-caminho-do-meio.html' title='O caminho do meio'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TMSD-rgoR0I/AAAAAAAAAPQ/Her2oNM9rMw/s72-c/mautner.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6745081095146046608</id><published>2010-10-22T19:08:00.001-02:00</published><updated>2010-10-22T19:11:23.107-02:00</updated><title type='text'>Quoting the husband</title><content type='html'>Google é Deus se mostrando aos pouquinhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6745081095146046608?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6745081095146046608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6745081095146046608' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6745081095146046608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6745081095146046608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/10/quoting-husband.html' title='Quoting the husband'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-9104454526982528376</id><published>2010-10-15T12:56:00.004-03:00</published><updated>2010-10-18T11:31:20.582-02:00</updated><title type='text'>De carne e osso</title><content type='html'>Quando conto o que faço da vida por alguns trocados, costumo colecionar olhares de surpresa e súbita, extrema, incontrolável, implacável curiosidade. “É mesmo? Você é ghostwriter? E como é o seu trabalho, como você faz? ”, perguntam, olhos estatelados em mim como se eu fosse a primeira astronauta da Nasa a ter pulado num pé só em Marte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em fazer uma palestra. No primeiro minuto eu diria que odeio o termo ghostwriter. Não sou medium para receber espíritos e nem gostei tanto assim do filme Ghost – já a minha irmã diz ter medo de metrô até hoje por causa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, queridos, declino o termo. Sou uma escritora freelancer, ponto. O que quer dizer que escrevo por encomenda, colocando no papel o que o meu contratante não conseguiria fazer por conta própria, ao menos não num formato editorial. A questão de ter crédito de texto, mostrando que existi de verdade no projeto e que o autor não psicografou o livro, portanto, é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo encomendei um móvel, por exemplo, e não tenho vergonha de dizer que paguei pelos serviços de um marceneiro. Ora, e eu odeio esse termo de livro de matemática também, se uma pessoa não tem a técnica de redação adequada ao seu projeto, ela também não deve ter vergonha de contratar um profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que todo mundo sabe escrever – ao menos quase todo mundo aqui na Bruzundanga, onde milhões, infelizmente, ainda são incapazes de escrever sequer um bilhete. Mas escrever profissionalmente é outra coisa, e não estou comparando qualidades. É só uma questão de adequação e estilo. Well, well, às vezes isso também quer dizer qualidade, vamos ser francos, mas esse não é o xis da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que escrever por encomenda é estabelecer uma parceria e não uma alegoria fantasmagórica. Também é, em última análise, fazer uma profunda amizade com o autor, estabelecer intimidade e criar laços verdadeiros, porque só assim a confiança surge. E essa é melhor parte. Costumo me apaixonar pelos meus personagens e não desgrudo nunca mais, mesmo quando perdemos contato porque a fila anda e a vida muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é ato de amor suspeito, subjetivo e solidário. Isso é, pra mim, ser uma escritora freelancer. De outro jeito a coisa simplesmente não anda, e os fantasminhas eu deixo para a ficção de gaveta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandem suas perguntas. Responderemos na próxima palestra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-9104454526982528376?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/9104454526982528376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=9104454526982528376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/9104454526982528376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/9104454526982528376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/10/de-carne-e-osso.html' title='De carne e osso'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6306105603882956801</id><published>2010-10-09T16:15:00.004-03:00</published><updated>2010-10-09T16:57:43.222-03:00</updated><title type='text'>Eleições</title><content type='html'>Duas coisas sempre me impressionam em época de eleição. A primeira é a cobertura dos jornais, que focam mais na embalagem do que no conteúdo. Fala-se muito das campanhas, das carreatas, das mudanças de estratégia tipo Dilma trator para Dilma paz e amor, das buscas de votos nos públicos x e y. E parece muito natural transformar essa espécie de análise de discurso em jornalismo. Mas e os programas reais de governo, os posicionamentos econômicos, os compromissos partidários? Isso tudo, numa contradição insólita, é que fica parecendo enfeite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda surpresa reincidente é com a questão religiosa. É um tal de defender o aborto e depois negá-lo aqui, ir à igreja ali, falar com os evangélicos acolá. Ninguém parece se lembrar que, graças ao Iluminismo, o Estado é laico. Governo e religião não tem nada a ver um com o outro. Se a igreja católica é contra o aborto, problema dela. Os políticos não tem nada a ver com isso, ao menos não num estado democrático. Levar essas questões a sério politicamente é voltar à Idade Média e abrir espaço para um governo fundamentalista, coisa que, acho que todo mundo já sabe, não dá lá muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho. Os anos passam dando marcha-ré.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6306105603882956801?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6306105603882956801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6306105603882956801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6306105603882956801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6306105603882956801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/10/eleicoes.html' title='Eleições'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-217842145110344558</id><published>2010-10-04T14:16:00.004-03:00</published><updated>2010-10-04T14:25:21.572-03:00</updated><title type='text'>Extra!</title><content type='html'>Tem texto meu publicado no blog do jornal literário Plástico Bolha! Confiram &lt;a href="http://jornalplasticobolha.blogspot.com/2010/10/o-comeco-do-fim-um-texto-de-carla.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e aproveitem para flertar com todo o jornal, que é ótimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-217842145110344558?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/217842145110344558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=217842145110344558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/217842145110344558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/217842145110344558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/10/extra.html' title='Extra!'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4630812012026750323</id><published>2010-10-01T10:27:00.004-03:00</published><updated>2010-10-01T10:30:38.669-03:00</updated><title type='text'>Rapidinha</title><content type='html'>Não é por nada não, mas o que era aquele cenário lisérgico do debate de ontem? Tudo bem que o Brasil é o país do futuro, mas não precisavam colocar os presidenciáveis em Netuno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte para nós todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4630812012026750323?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4630812012026750323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4630812012026750323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4630812012026750323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4630812012026750323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/10/nao-e-por-nada-nao-mas-o-que-era-aquele.html' title='Rapidinha'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2564732000340487705</id><published>2010-09-28T12:19:00.008-03:00</published><updated>2010-09-29T16:36:07.120-03:00</updated><title type='text'>Recordar (também) é viver</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TKILWqZC9tI/AAAAAAAAAPA/rhoKgIKTY1A/s1600/Bispo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 271px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TKILWqZC9tI/AAAAAAAAAPA/rhoKgIKTY1A/s400/Bispo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521988577074018002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hilda Hilst escreveu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Baladas&lt;/span&gt; aos vinte. Jorge Mautner definiu como seria o mundo de hoje aos 21, com a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mitologia do Kaos&lt;/span&gt;. Meio século depois, as teses de sua trilogia reverberam como nunca pelas cabeças pulsantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente fiquei me perguntado o que eu, reles mortal, andava umbigando nessa idade. Então achei nos meus alfarrábios digitais um dos trabalhos preferidos da faculdade de jornalismo. Na folha de rosto estava escrito "Teoria da Imagem, prof. Flavio Martins, PUC-RJ, 1996".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um texto livre sobre uma foto escolhida pelo aluno. Típica pedida que podia acabar em desastre, mas grudei os olhos no Bispo do Rosário, com seu manto cheio de estandartes, e parti de buzum com uma amiga para a Colonia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, hospício onde Bispo permaneceu internado por cinqüenta anos. De acordo com boletins psiquiátricos, era esquizofrênico paranóide. De acordo com os curadores da Bienal de Veneza, era artista da estirpe de Duchamp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto a seguir, é claro, nem de longe se compara aos feitos de Hilst e Mautner. Descobri que amadureço muito lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora dos trilhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenário: Colônia Juliano Moreira, Rio de janeiro, Brasil. Reduto de loucos e experiências psiquiátricas idem. Em bom português, um hospício. O pedaço de terreno que aparece na foto é apenas um retalho de uma prisão da extensão do bairro de Copacabana.  O chão de areia branca, o branco do caule das árvores ao fundo e por fim o branco das casas de janelas azuis dão uma sensação de alva paz. Ledo engano. Nem o verde das árvores ao alcance do repouso dos olhos deveria convencê-los  de que havia lá tranquilidade. Mas o fato é que convence. Paisagem bucólica, ela sugestiona repouso, descanso. Pensando bem, até que não é de todo mentirosa. Afinal, a exclusão do mundo lá de fora, às voltas com a ditadura da década de 60, não deixa de ser um justificado refúgio. Um diáfano “até logo” do mundo real. No caso de Arthur Bispo do Rosário, o protagonista da cena, um opaco adeus. O mundo dele cresceria ali, sobre o chão de terra batida, que guardaria pegadas de tênis bamba  por quase meio século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tênis mais azuis do que a calça do uniforme, de onde o ator da cena tirou fios para bordar o manto com o qual se apresentaria a Deus. Visto de longe parece um agasalho peruano, mas basta o zoom para que os bordados desfaçam a primeira impressão. Detalhes, o mundo é feito de detalhes. Muitas vezes são pesados quando os carregamos nas costas. Quando carregamos inconscientemente, então, pesam toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre os que reclamam da rotina e bem sabem que ela nada mais é do que uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;assemblage&lt;/span&gt; de detalhes, como aqueles bordados no manto de apresentação de Bispo. Minúcias que despertam euforia e angústia. Apertadas, traiçoeiras, fazendo graça com seus labirintos, cativam olhos infantis. Comparado a artistas naïfe e representantes da pop art, Bispo jamais conheceu seus contemporâneos de empreitadas artísticas revolucionárias. Preso como um fio terra à terra de seu próprio planeta criado na Colônia, ele jamais teve contato com a arte daqueles tempos. Seu mundo era outro, alojado nos muitos objetos do manto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dia após dia, mais desenhos foram morar no manto sagrado.  Dia após dia, outras caminhadas no terreno da colônia. Nessas horas a linha do trem conduzia passageiros invisíveis, algarismos romanos faziam a conta inútil das horas, um carrinho de supermercado levava compras que jamais seriam consumidas. Adquiridos todos os objetos de desejo e  artigos domésticos úteis que permanecem nos armários do esquecimento, os desenhos dão espaço à singularidade. Porque os dias podem até ser parecidos, mas não venham dizer que cada um deles não tem um babado qualquer de especial. O mundo capitalista costurou a sociedade do consumo, mas a bricolagem recupera os últimos suspiros das metrópoles.Enquanto as  mãos estão cansadas e os dedos doendo de tanto bordar em vão,  ainda há os olhos das crianças, sempre prontos para acompanhar uma partida  de pingue-pongue imaginária. Ou a caminhada de Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciclo se fecha. Visto o manto, entende-se um pouco melhor os passos de marcas discretas no chão de terra branca. Passos lentos e experientes. Sabem para onde estão indo. O manto recebe o vento do impulso e levanta-se, confiante. Estóicas asas de um vôo turbulento. Bispo ganha altura em direção ao horizonte infinito. As árvores disfarçam os muros, o sol discreto é testemunha, assim como uma única pessoa perto das casas. Mesmo assim não vale, ela está de costas. Cúmplice da viagem só mesmo o manto-tapete-voador. Falta pouco para ele sair completamente de cena. O movimento se faz firme, decidido. Traduz toda a consciência do destino e dos passos disfarçados de tênis bamba. O adeus fica no ar. Para o que serve a despedida, se o tempo não estraga os bordados?&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilhos finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Silêncio. O sono dorme. Ondas coloridas amortecem os sonhos, outrora pesadelos. O único ruído vem do ressonar do escuro, cansado, anestesiado, com medo do claro. Com medo do amanhecer. As idéias, sufocadas durante o dia, se trancafiam na noite e nela procuram proteção. Acima de tudo, precisam de sanidade. Fechar os olhos é abri-los para um enorme espelho, esquecido no breu e lembrado na mais pura inconsciência. Nele nada se reflete, mas nem por isso nada se vê. Pois é na quietude e no relaxar de exaustas mãos que as imagens se revelam. Não importa se contorcidas ou não. Serão eternamente verdadeiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conhecer vida e obra do Bispo pode procurar pelo livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Arthur Bispo do Rosário, o senhor do labirinto&lt;/span&gt;, de Luciana Hidalgo (Rocco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, pérolas do mestre Mautner pra vocês. Não percam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2564732000340487705?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2564732000340487705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2564732000340487705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2564732000340487705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2564732000340487705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/09/recordar-e-viver.html' title='Recordar (também) é viver'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TKILWqZC9tI/AAAAAAAAAPA/rhoKgIKTY1A/s72-c/Bispo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4226392359947230956</id><published>2010-09-20T12:25:00.010-03:00</published><updated>2010-09-22T14:30:15.383-03:00</updated><title type='text'>O gato e as cartas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TJd9aAM8V0I/AAAAAAAAAO4/Znwq7tNIpSM/s1600/cartas.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TJd9aAM8V0I/AAAAAAAAAO4/Znwq7tNIpSM/s320/cartas.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519017754050189122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Habilidoso e rápido com as mãos, o gato de Alice embaralhava cartas sem que suas unhas rasgassem valetes nem damas. Fazia acrobacias com os ases e as copas enquanto explicava como seria a fundação do seu castelo moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vejam bem, vou fazer a estrutura em círculo, como uma arena, um pátio interno, um panóptico se preferirem. Como uma torre moderna, uma Pisa rarefeita. Céus, como vocês me fazem ser prolixo. Estão vendo? Já temos aqui a base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O castelo redondo ia sendo construído numa velocidade sem precedentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Viram só? Já temos o terceiro andar. Agora vou deixar espaço para janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas iam subindo, subindo, e pareciam misturar as histórias buscando um pé de feijão gigante nos céus. Todas se equilibravam com elegância, como se tivessem nascido para estarem, cada uma, no seu devido lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Agora mais torres. Eu sempre disse isso à Alice, mas aquela garota estressada estava sempre tão preocupada em aumentar ou diminuir de tamanho que não prestava a mínima atenção. Torres são fundamentais. Para poder enxergar longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O castelo já era maior do que o gato, que levitava distraidamente para continuar construindo novos andares numa rapidez sem precedentes antes dos precedentes. Em poucos segundos ele estava tão alto que, visto do chão, parecia pequeno como um gato de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sei se vocês já repararam, mas eu posso continuar nisso indefinidamente. Ouviram? In-de-fi-ni-da-men-te! Vão ficar aí de boca aberta e me deixar sumir no céu com esse castelo? Ou querem que eu pare por aqui? Sim? Até que enfim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato desceu do décimo andar como uma pluma, dançando pra lá e pra cá divertidamente até sentar no chão numa pose um tanto professoral. Esticou as patas, espreguiçou-se e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sempre falei isso para a Alice, aquela garota teimosa, mas ela nunca me ouvia. A vida é como esse castelo de cartas. Pode ir sendo construída in-de-fi-ni-da-men-te, anotem aí, in-de-fi-ni-da-men-te, mas também pode, ops, cair num segundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ponta da unha do seu indicador, fez um gesto de quem quer cortar a cabeça de alguém e derrubou a sua torre de dez andares e uma cobertura num só golpe. Gargalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vocês precisavam ver as suas caras agora! Ó, vida, o castelo ruiu! Só faltam os beicinhos... não chorem, seu patetas. Ah, se a Alice me ouvisse. As torres caíram porque assim é um castelo de cartas! É como a vida. Constrói-se tudo em bases muito rarefeitas e, por isso, de vez em quando a casa cai. Mas é claro que cai! É feita de cartas! Já viram um quatro de ouros feito de cimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato se ajeita, respira fundo e sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por isso digam a Alice e não esqueçam: o importante é conhecer as cartas, guardar os coringas, entender os naipes e as regras dos jogos. E jogar. Embaralhar. Jogar de novo. Embaralhar de novo. Trocar de jogo. Embaralhar. Dar as cartas. Apostar as fichas. Perder de novo. Embaralhar. Fazer o castelo. E, quando o castelo cair, começar tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreguiçou-se mais uma vez, deitou esparramado no chão e abriu um sorriso ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É tão divertido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4226392359947230956?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4226392359947230956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4226392359947230956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4226392359947230956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4226392359947230956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/09/o-gato-e-as-cartas.html' title='O gato e as cartas'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TJd9aAM8V0I/AAAAAAAAAO4/Znwq7tNIpSM/s72-c/cartas.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-648314902188230623</id><published>2010-09-13T20:12:00.010-03:00</published><updated>2010-09-13T21:03:25.173-03:00</updated><title type='text'>Àqueles que zumbem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TI6xaBF0k1I/AAAAAAAAAOw/Fyb43rUyE8Y/s1600/zumbido.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 187px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TI6xaBF0k1I/AAAAAAAAAOw/Fyb43rUyE8Y/s320/zumbido.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516541654103003986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritores freelancers são, geralmente, seres de saúde frágil. Tensos, com vontade de comer o mundo e uma certa dificuldade para pôr os pés no chão, costumam sofrer além da conta com detalhes insistentes da vida como contas a pagar, prazos, revisões intermináveis de texto, problemas com o marceneiro, odiosas listas de supermercado. Com isso eles produzem de forma nada poética gastrite, dor nas costas, zumbido. Sim, zumbido. Tinnitus, para os íntimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu zumbido começou há dez anos, depois de uma crise de tendinite. LER, para os íntimos. A minha cervical pediu as contas, mandou recado à patroa dizendo que estava muito cansada e deixou de lembrança tonturas, enjôos e, tempos depois, um zumbido persistente. Tipo apito no ouvido direito, tipo chiado no esquerdo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viraram-me de cabeça para baixo, sacudiram um pouco e não descobriram nenhuma causa orgânica para tal piada de mau gosto das minhas orelhas. Culpou-se, então, a pobre da cervical, que deste então vem se tratando com ioga e massagem e, agora, passou pela via crucis de uma semana de abstinência de café. No segundo dia o cérebro adernou, levantou bandeira branca e deu sinais de que ia abandonar o bote, despedindo-se com um gugu-dadá babado e quase imperceptível. Até hoje continuo tentando me comunicar com ele de forma inteligível – não sei se venho tendo sucesso, sinceramente. Também perdi o discernimento depois de tantas doses de descafeinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abuso de cafeína pode ser uma das causas de zumbido. Muitas vezes basta uma semana de abstinência para que o chiado ou apito sumam ou diminuam o volume. Aprendi isso na palestra realizada aqui no Rio pelo &lt;a href="http://www.institutoganzsanchez.com.br"&gt;Instituto Ganz Sanchez&lt;/a&gt;, da Dr. Tanit, reconhecida hoje como a melhor especialista no assunto do Brasil. A palestra fez parte da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido. Ao contrário do que se imagina, o zumbido é muito comum. E antigo. Van Gogh teria cortado a orelha por isso e Beethoven, em carta ao irmão, escreveu que seus ouvidos "apitavam dia e noite". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, cerca de 17% das pessoas no mundo sofrem do mal, o que representa mais do que asma, gota, cegueira ou Alzheimer, por exemplo. No Brasil, fazendo as contas, isso quer dizer que 28 milhões de pessoas tem zumbido! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias causas de zumbido já são conhecidas e algumas são até fáceis de tratar, como o abuso de cafeína (mais do que três xícaras pequenas por dia), de doces e alimentos gordurosos. Outras causas comuns são exposição a sons altos, otites, labirintites, envelhecimento, diabetes, pressão alta, doenças do coração, da tireóide, problemas emocionais. Uma única pessoa pode, portanto, ter várias causas para o zumbido, e é preciso atacar em todas as frentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários tratamentos para o zumbido e é importante procurar um otorrino de confiança. E para evitar que ele se manifeste é preciso controlar o estresse com atividades físicas e relaxantes como... ioga e meditação. Bingo! Juro que foi o folder explicativo que disse isso e não a iogue aqui, crianças. Mas lendo o livro da Dra. Tanit, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quem disse que zumbido não tem cura?&lt;/span&gt;, tive a certeza definitiva  que tenho mesmo um pezinho 39 na India:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresos com o baixo índice de queixas de zumbido no país, os médicos resolveram averiguar. Vai que a cúrcuma, além de prevenir Alzheimer, também evita o zumbido, devem ter pensado. Depois de pesquisas e entrevistas, perceberam que muitos indianos têm, sim, zumbido. Mas eles acreditam ser o zuim um sinal de que os deuses estão dentro da pessoa, conversando com a sua alma.Portanto, ele deixa de ser um incômodo para se tornar uma benção. E benção não incomoda à noite nem angustia a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há! Como o meu papo interno não sumiu completamente com a abstinência de cafeína, vou levar fé nessa tese. Fico com os deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite, crianças. Apreciem o silêncio enquanto ainda é tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-648314902188230623?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/648314902188230623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=648314902188230623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/648314902188230623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/648314902188230623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/09/aqueles-que-zumbem.html' title='Àqueles que zumbem'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TI6xaBF0k1I/AAAAAAAAAOw/Fyb43rUyE8Y/s72-c/zumbido.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-9027745263309264743</id><published>2010-09-07T11:28:00.005-03:00</published><updated>2010-09-07T11:44:21.897-03:00</updated><title type='text'>Balada</title><content type='html'>Água esparrama em cristal,&lt;br /&gt;buraco de concha, segredarei em teus ouvidos&lt;br /&gt;os meus tormentos.&lt;br /&gt;Apareceu qualquer cousa em minha vida cinza,&lt;br /&gt;embaçada, como água&lt;br /&gt;esparramada em cristal.&lt;br /&gt;Ritmo colorido&lt;br /&gt;dos meus dias de espera,&lt;br /&gt;duas, três, quatro horas,&lt;br /&gt;e os teus ouvidos eram buracos de concha,&lt;br /&gt;retorcidos&lt;br /&gt;no desespero de não querer ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fizeram de pedra&lt;br /&gt;quando eu queria&lt;br /&gt;ser feita de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é Hilda Hist aos vinte anos. Quem é gênio nasce gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. O título, para quem não sabe, não remete aqui a uma saída para uma boate. Não, meninos, balada também é um gênero poético, que remete ao poema escrito para ser acompanhado de música em bailes e festas. É um gênero caracterizado pelo uso do estribilho e também pela ausência de rigidez no número das estrofes.&lt;br /&gt;Quem quiser mais que se delicie com Baladas, da Ed. Globo, na bela coleção da obra completa (ou quase)de Hilda Hist que, infelizmente, já não escreve mais baladas. Ao menos não por aqui no mundinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom feriado, meninos. Louvem a independência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-9027745263309264743?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/9027745263309264743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=9027745263309264743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/9027745263309264743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/9027745263309264743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/09/agua-esparrama-em-cristal-buraco-de.html' title='Balada'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4176226497040419639</id><published>2010-08-30T23:57:00.001-03:00</published><updated>2010-08-30T23:58:39.528-03:00</updated><title type='text'>Da série É isso aí</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assim que começamos a filosofar achamos que mesmo as coisas mais cotidianas levam a problemas para os quais só podem ser dadas respostas muito incompletas. A filosofia, embora incapaz de nos dizer com certeza quais são as respostas verdadeiras às dúvidas que ela suscita, está apta a sugerir muitas possibilidades que ampliam nossos pensamentos e os libertam da tirania do hábito. Assim, embora diminuindo nosso sentimento de certeza a respeito do que as coisas são, ela aumenta enormemente nosso conhecimento em direção ao que as coisas podem ser.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4176226497040419639?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4176226497040419639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4176226497040419639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4176226497040419639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4176226497040419639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/08/da-serie-e-isso-ai.html' title='Da série É isso aí'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4210101391941354877</id><published>2010-08-23T18:43:00.006-03:00</published><updated>2010-08-24T10:50:38.845-03:00</updated><title type='text'>B-azar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/THLtYK_tFdI/AAAAAAAAAOg/QyYNdbkx1Yc/s1600/eflyer_bazar+horto_2010_9.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/THLtYK_tFdI/AAAAAAAAAOg/QyYNdbkx1Yc/s320/eflyer_bazar+horto_2010_9.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508726293751731666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/THLswzGVxCI/AAAAAAAAAOQ/lRFVlVtb00k/s1600/cesta.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 179px; height: 148px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/THLswzGVxCI/AAAAAAAAAOQ/lRFVlVtb00k/s400/cesta.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508725617322214434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar descolado no Horto, tarde de domingo, um blush de leve no rosto para disfarçar a cor verde musgo de quem não sabe mais o que é pegar um solzinho. Respirei fundo e entrei, tentando manter um ar blasé que só os cariocas têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi, tudo bem?”, me perguntou de cara um homem que parecia trabalhar no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Veio para o bazar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa. Nesse momento eu poderia ser ferina e pensar “não, vim fazer feira”, mas o fato é que o rapaz era muito gentil. De verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então vai colocando na cestinha o que estiver gostando, deixa os cabides nas araras mesmo”, ele ensinou, me entregando uma cestinha vermelha daquelas de supermercado. Mal sabe ele como aquelas informações foram preciosas. Eu já podia me movimentar com algum conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qualquer coisa é só me chamar, viu, Carla?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, ele já havia decorado o meu nome. Agora eu tinha a obrigação de comprar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava num bazar da Osklen. Como vocês seis e meio (o meio a mais é sempre uma esperança) aí já sabem, acabei de escrever um livro para o Oskar Metsavaht. Fiquei fã do homem não só pelo império que ele conseguiu criar com a sua marca, mas também pela sua simplicidade e simpatia. De certa forma, o bom trato se refletia nos funcionários, que esbarravam aqui e ali com a Nazaré, mulher dele. Não sei se ela estava trabalhando ou experimentando roupas, já que o Oskar mesmo me disse que eles também aproveitam os bazares. Achei que ele tinha falado isso só para ser legal comigo, que tenho apenas uma camisetinha da Osklen por motivos óbvios. Não insistam por explicações, meninos, fica feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando recebi o convite para o bazar, portanto, pensei que aquela era a minha chance de prestigiar a marca. Eu tinha que comprar ao menos uma peça para usar quando encontrasse de novo com o homi, gente. Então olhei, olhei, olhei... e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga minha saiu de lá carregada e eu não consegui comprar nada, nadinha. Tudo bem, eu não estava muito inspirada no dia, mas me solidarizei com algumas pessoas que, passando as mãos pelas araras, se perguntavam como algumas peças deveriam ser vestidas. Literalmente. “Será que isso é uma camisa?”, perguntou uma mulher ao meu lado. “Acho que sim”, respondi, saindo de fininho. Eu não tinha a menor idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que as roupas eram muito bacanas, mas não me identifiquei com a coleção. Ok, gostei de uma blusinha estampada, mas era grande pra mim e o P já tinha acabado. O resto me parecia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;trendy&lt;/span&gt; demais para o meu estilo não-me-olhem-assim. Sou sóbria, meninos, mui discreta, mais para o clássico com um quê de esportivo e cheirinho de incenso, e, principalmente, não gosto que a roupa chegue antes de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bazar, definitivamente, também não é comigo. Gosto mais das peças que estão nas lojas da Osklen, vestidos sonhadores, paletós bem cortados, casacos lindos de couro. E muitos zeros a mais nas etiquetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê. Sempre tive o péssimo hábito de gostar das coisas mais caras. A minha mãe costuma dizer que isso é bom gosto. Eu acho que é só azar, mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4210101391941354877?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4210101391941354877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4210101391941354877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4210101391941354877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4210101391941354877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/08/b-azar.html' title='B-azar'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/THLtYK_tFdI/AAAAAAAAAOg/QyYNdbkx1Yc/s72-c/eflyer_bazar+horto_2010_9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2338414826465704790</id><published>2010-08-16T15:22:00.003-03:00</published><updated>2010-08-16T15:34:37.549-03:00</updated><title type='text'>Zen pedregulhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TGmENEp7RJI/AAAAAAAAAOI/4okGH5ae3Ug/s1600/pedras.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TGmENEp7RJI/AAAAAAAAAOI/4okGH5ae3Ug/s400/pedras.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506077379559900306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da janela a Avenida das Américas se movimentava em ritmo frenético, faróis cortando rápido a hora do rush noturno. Cartazes publicitários de um centro comercial se elevavam acima dos carros, numa briga visual silenciosa. Sensação de estar em LA, no alto de um hotel, olhando a metrópole muda rugir lá embaixo. Do lado de dentro da janela, belo contraste: escutava barulhinho de chuva e água corrente. Estava prestes a fazer a melhor massagem de todos os tempos. Deixei quilos de pedras na maca. De repente, a vida era bela de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo dizendo para o meu marido, um roteirista estressado e um tanto caótico, o quanto é importante buscar a nossa paz interna. Parece piegas isso, eu sei, mas não há nada de mais importante na vida. Verdade é que a gente sabe disso quando nasce e depois passa a vida inteira desaprendendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço ioga há cinco anos e é incrível como, além de adquirir uma força muscular até então insuspeitada (quem acha que na ioga ninguém rala devia experimentar uma das minhas aulas), aprendi a ligar o power off: basta uma musiquinha dessas de cds vendidos no Mundo Verde para eu viajar para o centro da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, com o tempo, precisamos sair da toca e levar esse estado de espírito para a superfície. E aí a coisa pega. São tantos obstáculos... o caixa mal humorado do banco, a diarista espaçosa, o papagaio que grita e assusta o pobre do vizinho que acabou de se mudar, o supermercado que insiste em continuar existindo. Como ser zen com tudo isso, seus neurônios se perguntam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há! Aí é que está! Simplesmente não sendo. A não ser que se mude para um mosteiro, é realmente sobre-humano manter-se calmo e sereno em todos os momentos da vida, principalmente da vida nas grandes metrópoles. O que se deve aprender, além de manter a classe e não arrancar os cabelos, é claro (seus e dos outros), é voltar ao estado de calma mais facilmente. É ligar o power off, mas sem precisar de artifícios como cds do Mundo Verde. Como fazer isso é outra história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando, por exemplo. Ou mudando naturalmente sua maneira de ver os problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum a gente ouvir que os problemas servem para que aprendamos alguma coisa. Papinho. Problemas são problemas, ponto. É claro que você, tendo que passar por eles e sair bem do outro lado do túnel, vai aprender alguma coisa. Mas o aprendizado não ameniza o fato de que os problemas, caramba, são problemas! Problemas! Problemas! Não há nada de feio nesse nome, fale sem medo, não é palavrão!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault já disse que habitamos um mundo constituído pela morte: morte do pensamento que teme a loucura, morte da ação que teme a delinqüência, morte do organismo apavorado pela doença. O homem tornou-se, enfim, um ser definido pelo negativo. Falha, fracasso, morte, falta. Flâmulas castradoras que esteiam o mundo moderno. Por isso mesmo, talvez, queremos sempre empurrar essas palavrinhas desagradáveis para debaixo do tapete, como se elas fizessem feio para as visitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, well, elas não fazem. Ao menos não quando as visitas ainda carregam algo de humano dentro de si. Como a paz, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima. Mandem suas cartas. O consultório sentimental da blogueira zen funciona de segunda a quinta. Sexta, agora, é dia de massagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2338414826465704790?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2338414826465704790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2338414826465704790' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2338414826465704790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2338414826465704790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/08/zen-pedregulhos.html' title='Zen pedregulhos'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TGmENEp7RJI/AAAAAAAAAOI/4okGH5ae3Ug/s72-c/pedras.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-7733712708564838912</id><published>2010-08-09T14:56:00.008-03:00</published><updated>2010-08-09T18:56:50.235-03:00</updated><title type='text'>Oh!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TGBCtncgIUI/AAAAAAAAAOA/wB3G49xwCrQ/s1600/oh.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TGBCtncgIUI/AAAAAAAAAOA/wB3G49xwCrQ/s400/oh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503472096096821570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que adquiri uma redentora licença poética e não remunerada do jornalismo, me afastando das manchetes e mergulhando nos livros, venho lendo com alguma desconfiança os jornais de todo dia. Enquanto tomo café, sinto que as chamadas de capa me trapaceiam a vida, me levam lá pra baixo, bloqueiam meu senso crítico ou simplesmente me mordem para depois assoprarem onde ficou ardendo – geralmente no meio da nuca, onde há um pedágio para as idéias que querem subir em terceira marcha, forçando os pistões do motor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoraria fazer a experiência de não ler mais os jornais como faço quando viajo, a cada ano bissexto, se é que ainda sei o que são essas duas coisas, viajar e ano bissexto. Mas no dia-a-dia mesmo, na labuta, não consigo deixar de sujar os dedos com um pouco de chumbo dos produtos jornalísticos. Mas agora, meus amores, acho que a coisa foi longe demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo venho recebendo em casa, como um suplemento do jornal O Globo, a revista&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Oh!&lt;/span&gt; . Assim mesmo, uma interjeição de surpresa, espanto, deslumbramento. A revista, com matérias sobre vinhos, carros alemães, viagens para ilhas do mar Mediterrâneo, é para gente rica. Ok, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;I get it&lt;/span&gt;. Mas na última edição, uma determinada matéria me saltou aos olhos e rebelou um pouco o estômago. Saquem o título: “Seu jato...do seu jeito”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há há há, pensei, é uma piada. Boa, essa. Segui lendo e não encontrei nenhuma confirmação do chiste, nada que me permitisse organizar os pensamentos com uma gargalhada de alívio. “Cama gigante, banheiro com ducha, mobiliário chiquérrimo: fabricantes apostam na decoração para deixar aeronaves com a cara do dono”. Ahn?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim, gente? A reportagem é mesmo sobre isso? É. E continua, num tom muito blasé, afirmando que o mercado brasileiro de jatos está aquecido e que os proprietários não querem apenas um modelo com velocidade e alcance: eles querem decoração personalizada, com poltronas de couro, carpetes de boa espessura e madeiras africanas. Detalhes em tom pérola no acabamento e assentos com impressão em baixo relevo também são muito pedidos, aprendi, enquanto me perguntava por que aquela revista estava nas minha mãos e não nas da Ivete Sangalo. Ora, deve ser porque as revistas que a Ivete lê são importadas, bobinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei a ficha técnica: tiragem de 60 mil exemplares. Será possível que existam, no Brasil, um país com metade da população ainda sem tratamento de esgoto adequado, 60 mil pessoas ricas o suficiente para comprarem (e decorarem) um jatinho? Lembrei de uma amiga que, cansada de receber ligações de uma gerente de banco que lhe oferecia planos de investimento, mandou na lata: “Minha filha, você está perdendo tempo comigo. Eu nem poupança tenho!”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ah, mas isso não tem nada a ver, vocês vão dizer. Pobre não gosta de ver madame tomando café da manhã nas novelas? Não sei dizer. Fiquei muito confusa agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no site no IBGE. Queria saber como andam os rendimentos da população brasileira. Desisti depois de ver que teria que pagar R$ 50 para baixar uma pesquisa de orçamentos familiares. Deprimi. Eu não só não posso ter um jatinho como não posso ter acesso aos números de quem tem jatinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me digam: não seria melhor não ler os jornais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-7733712708564838912?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/7733712708564838912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=7733712708564838912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7733712708564838912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7733712708564838912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/08/oh.html' title='Oh!'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TGBCtncgIUI/AAAAAAAAAOA/wB3G49xwCrQ/s72-c/oh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2542547527244770233</id><published>2010-08-01T16:53:00.004-03:00</published><updated>2010-08-02T00:07:50.404-03:00</updated><title type='text'>Pro dia terminar feliz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TFXT4HBIedI/AAAAAAAAAN4/zQcV_SxPdWk/s1600/praia.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TFXT4HBIedI/AAAAAAAAAN4/zQcV_SxPdWk/s400/praia.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500535480812861906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar tarde, ficar na cama lembrando de sonhos emblemáticos (são muitos), fazer pouco caso dos jornais, almoçar sem pressa, esticar para um passeio na Praia da Reserva depois de tentar (e não conseguir porque dormiu-se demais) passear no bosque. Da Barra, crianças. Tudo para o dia terminar leve, sem lobos maus, arrematado com uma batida de pitanga e os melhores pastéis de camarão da cidade. O Rio é lindo, a vida é boa e o amor azulzinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larguem o videogame e respirem ar puro, meninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2542547527244770233?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2542547527244770233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2542547527244770233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2542547527244770233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2542547527244770233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/08/para-o-dia-terminar-feliz.html' title='Pro dia terminar feliz'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TFXT4HBIedI/AAAAAAAAAN4/zQcV_SxPdWk/s72-c/praia.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-9043719601551532309</id><published>2010-07-23T00:50:00.005-03:00</published><updated>2010-07-23T15:07:20.988-03:00</updated><title type='text'>Kant atropelado</title><content type='html'>Posso dizer que sou amiga da Cissa Guimarães. Durante dois anos fizemos parte de um grupo de estudos de filosofia e nos encontrávamos semanalmente para destrinchar Descartes, Bachelard, Kant, Aristóteles. Não sei como são os cursos convencionais de filosofia, mas sei que aquele foi especial. A turma, de apenas quatro pessoas espantadas com os loopings mentais causados pelas meditações metafísicas de Descartes, acabou criando um elo único, cumplicidade da boa de quem dava linha aos neurônios enquanto bebia goles de vinho em canecas (a sala era a de um consultório e o analista, também professor de filosofia, não tinha copos na copa – mas tinha canecas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitas vezes estendemos as cambalhotas paradigmáticas para o Diagonal, o Belmonte ou qualquer outro bar à espreita e aberto aos nossos sustos coletivos e solidários. A noite acabava tarde, com neurônios um tanto alcoolizados, mas feliz a toda prova. Era vida o que pulsava ali. Cheia de curiosidade pelo mundo, pelas pessoas, pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo, quando soube da morte do Rafael, o Rafa da Cissa, gelei. Não pude ir ao velório, chorei vendo as fotos pela internet e deixei umas flores na casa dela. Nada disso ajuda, é claro. Não há nada capaz de dissolver uma dor dessas, a gente logo pensa. Lembrei do povo indiano meio hare hare que estufa o peito para dizer assim:  “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Porra nenhuma. Dizem também os neoindianos que nenhuma emoção dura mais do que um dia e meio. É por isso que, na Índia, o velório é especialmente  dramático e há inclusive pessoas incumbidas da tarefa de fazer os parentes chorarem, botando logo toda a tristeza pra fora numa espécie de catarse. Tudo para depois ficar só o tal do sofrimento opcional. Isso na casa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa, terra sem lei como a deles, aliás, a coisa é mais embaixo.&lt;br /&gt;Lendo as notícias sobre o atropelamento, foi inevitável lembrar das nossas aulas de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudávamos Kant, tentando desbravar a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fundamentação da metafísica dos costumes&lt;/span&gt;. É onde Kant fala da moral. De como ela não é natural, de como precisa de leis e preceitos rígidos para funcionar. A gente pensa e sonha que a sociedade é regida por uma determinada moral, certo? Mentira. A moral não pode se apoiar na natureza humana, mas sim (e somente) na razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que rege alguma coisa na sociedade, quando rege, são as leis. É para isso que elas existem, para que o homem viva de acordo com a razão, constrangido por ela, o que faz dele um ser humano e não um animal que baba e segue o seu instinto. É a razão, na verdade, quem nos permite a liberdade. Somos livres para agir moralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Kant, viver moralmente é ser racional, sendo a parte pura da moral o dever. É o entendimento, o poder de pensar segundo regras, o que nos habilita a entender o mundo das coisas. Para ele era o Direito que podia melhorar a humanidade, não a ciência ou a tecnologia. E sim, a razão pode ainda pensar o sensível. Carne e osso pressupõem razão e liberdade. O que quer dizer que ser livre aqui é possível, só que dá um pouco mais de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leis servem para o bem comum, e justamente por isso limitam (aqui a idéia de limite tão valiosa em Kant, em todos os sentidos) as liberdades individuais. É em nome desse bem comum e da segurança conseqüente que aceitamos frear nossos instintos, nossos desejos, nossas veleidades. Mas a razão também é livre para contrariar a natureza e há sempre uma escolha anterior à vontade, que diz se a razão será ou não levada em conta. Ou o que chamam de livre arbítrio. E aí surge o conflito entre a ética e o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então acontece que no Brasil, terra da paixão, da raça, do jeitinho, a lei só é considerada quando conveniente. Quando ela incomoda a vida, seja impedindo um determinado trajeto, a guarda de uma criança ou um lazer tão inocente como o skate, ela deixa de ser lei para ser um detalhe irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser livre, então, não será agir em conformidade com a parcela moral do homem, mas sim seguir, cegamente, um desejo. E assim todos, infelizmente, farão tudo errado mais hora menos hora: o Rafael e seus amigos andarão de skate em local proibido; os guardas da CET Rio farão vista grossa; os cretinos idiotas babacas imbecis disputarão um pega; os policiais corruptos aceitarão dinheiro para fingirem que não viram um elefante rosa-choque piscante com a tromba destroçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sobrará uma só alma inocente. Bom, sempre tem alguém pronto a chamar os bombeiros. Mas esse vai chegar tarde. Como sempre chegam as leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Kant e outros filósofos fossem estudados a sério nas escolas, talvez o Brasil fosse bem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Força, Cissa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-9043719601551532309?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/9043719601551532309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=9043719601551532309' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/9043719601551532309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/9043719601551532309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/07/kant-atropelado.html' title='Kant atropelado'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2473631301578485272</id><published>2010-07-13T16:34:00.004-03:00</published><updated>2010-07-15T11:01:06.035-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O pátio está vazio e os súditos mortos&lt;br /&gt;Reino sozinha&lt;br /&gt;Presa na torre&lt;br /&gt;olho pra baixo&lt;br /&gt;Não vejo tranças nem crocodilos nem alçapões&lt;br /&gt;Apenas minhas pegadas aflitas&lt;br /&gt;desaparecendo como poeira no vento&lt;br /&gt;Isso é porque finjo que vou mas fico&lt;br /&gt;digo que fico e vou&lt;br /&gt;Cadê as bruxas dentro das mulheres brochas&lt;br /&gt;perguntaria Piva&lt;br /&gt;Onde o rock'n roll?&lt;br /&gt;Morreram todos na batalha moderna&lt;br /&gt;onde o novo é rei &lt;br /&gt;a falta farinha branca que engorda&lt;br /&gt;e o sonho produto ou qualquer coisa vendável&lt;br /&gt;a dez prestações sem juros no Visa&lt;br /&gt;Esconjuro então o meu reino&lt;br /&gt;Mando os soldados para casa&lt;br /&gt;Vão beijar suas mulheres, digo&lt;br /&gt;Vão olhar suas crianças, grito&lt;br /&gt;Eles me olham incrédulos&lt;br /&gt;intraduzíveis&lt;br /&gt;e perguntam entre si&lt;br /&gt;Quem é essa mulher louca&lt;br /&gt;Desviando o olhar se respondem &lt;br /&gt;Deixa ela aí na janela&lt;br /&gt;Deve estar variando&lt;br /&gt;Devia era pegar numa panela&lt;br /&gt;Olha lá que cara amarela, deve estar doente&lt;br /&gt;Olha mais não, irmão&lt;br /&gt;Deixa ela&lt;br /&gt;Uma hora ela cansa, vai doer o cotovelo murcho&lt;br /&gt;E largar da janela&lt;br /&gt;Eu, hein, murmuram&lt;br /&gt;E deixam ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E assim morreu o rei e acabou-se o reino. Sem internet, entediou-se a rainha. Engoliu o mouse e, indigesta, nunca mais saiu do castelo.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2473631301578485272?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2473631301578485272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2473631301578485272' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2473631301578485272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2473631301578485272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/07/o-patio-esta-vazio-e-os-suditos-mortos.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4557080269791878984</id><published>2010-07-11T19:18:00.002-03:00</published><updated>2010-07-11T19:22:24.961-03:00</updated><title type='text'>Amanhã é segunda</title><content type='html'>A Copa acabou, crianças. Hora de voltar ao trabalho.&lt;br /&gt;Aproveitem e visitem o nosso novo site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://moinhoroteirosetextos.wordpress.com/"&gt;Moinho Roteiros e Textos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitamos críticas, sugestões, encomendas e simpatias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4557080269791878984?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4557080269791878984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4557080269791878984' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4557080269791878984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4557080269791878984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/07/amanha-e-segunda.html' title='Amanhã é segunda'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6982271359793492928</id><published>2010-07-02T16:58:00.007-03:00</published><updated>2010-07-02T17:29:24.290-03:00</updated><title type='text'>Aguenta que ainda é penta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TC5HNzngAqI/AAAAAAAAANo/WhMlQ70l01o/s1600/copa2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 99px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TC5HNzngAqI/AAAAAAAAANo/WhMlQ70l01o/s320/copa2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489403298330968738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só um jogo, diz o Galvão. Mas o que fazer se, ao ouvir isso, temos vontade de mandá-lo definitivamente calar a boca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que chorei vendo o mea culpa exagerado de Julio Cesar. Não merecia. Nem ele nem eu. Nem vocês e, vou dizer, acho que nem o Dunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o sangue quente, o "pobrema de nervo", é coisa de sul-americano, insinuaram perigosamente os alemães. Os holandeses, claramente, trabalharam em cima dessa tática, cavando faltas ridículas e fazendo cara de nada depois. Vai ver é isso mesmo. Assistir ao Robinho dando bronca no branquelo fingido deu até um pouco de pena. Era a ingenuidade em campo, quase a imagem imaculada do bom selvagem. E logo no lado dos brasileiros, os malandros, os espertos, os Gersons. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que estamos perdendo o nosso jeitinho, gente? Será um efeito da globalização? Do aquecimento global? Do Lula? Da Dilma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá. Mas não vou criticar a seleção não. Achei que jogaram (e choraram) o que podiam. Que venha 2014. Até lá o meu interesse por futebol, é claro, como há de ser entre a maioria da mulherada, estará hibernando em lençóis limpinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornarei revigorada como nunca. Aguardem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6982271359793492928?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6982271359793492928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6982271359793492928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6982271359793492928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6982271359793492928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/07/aguenta-que-ainda-e-penta.html' title='Aguenta que ainda é penta'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TC5HNzngAqI/AAAAAAAAANo/WhMlQ70l01o/s72-c/copa2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-376131380107155601</id><published>2010-06-27T23:50:00.004-03:00</published><updated>2010-06-28T00:00:25.760-03:00</updated><title type='text'>O Brasil é nosso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TCgPbTgRkgI/AAAAAAAAANg/cuBptkf8cMo/s1600/exercito.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TCgPbTgRkgI/AAAAAAAAANg/cuBptkf8cMo/s320/exercito.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487653107717476866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Dunga pediu desculpas, o técnico da Alemanha enfiou o dedão no nariz, a Argentina venceu do México, o mundo gira e a lusitana roda e, enquanto isso, a gente tenta trabalhar. Leio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A invenção militar do Brasil&lt;/span&gt;, de Nelson Werneck Sodré, antigo companheiro de pesquisas. Conheci seu trabalho lendo a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;História da Imprensa no Brasil&lt;/span&gt; e devo a esse livro boa parte da fundamentação da minha dissertação de mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, maridão fez o imenso favor de topar com esse livro sobre o exército. Em tempo, caso haja alguém de fora do círculo dos seis fiéis leitores estranhando a área de interesse: o livro que estou escrevendo é sobre a história de um militar. Mais precisamente um oficial formado na Aman, a Academia Militar das Agulhas Negras. A obra não poderia ter chegado em melhor hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de lançar um lúcido e embasado olhar sobre fases negras como a campanha de Canudos, a Intentona Comunista e, é claro, o golpe de 1964, Sodré também chama a atenção para vários momentos da história do Brasil em que os militares estiveram ao lado do povo (campanhas da Abolição e da República, por exemplo) e de manifestações progressistas e democráticas como a campanha O Petróleo é Nosso.Em todos os casos, lembra que a história dos militares jamais pode ser vista um naco isolado do processo político brasileiro, de todo o bolo de imperialismo e latifúndio de que é feito o nosso país. Uma lufada de esclarecimento numa seara tão contaminada de preconceitos pós-traumáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vantagem de ler Sodré, autor da Velha Guarda, é reciclar o vocabulário: contubérnia, infrene, tíbio, guante, lêmures, madorna, pretoriano, aprisco e janízaro foram apenas algumas das palavrinhas que correram para matar as saudades do Aurélio, sempre em alerta na tela do computador. O que faz lembrar que a gente que é mui jovem, jovenzinha mesmo apesar das ruguinhas de trinta que começam a aparecer, não sabe é de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte pra nós amanhã, cambada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-376131380107155601?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/376131380107155601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=376131380107155601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/376131380107155601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/376131380107155601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/06/o-brasil-e-nosso.html' title='O Brasil é nosso'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TCgPbTgRkgI/AAAAAAAAANg/cuBptkf8cMo/s72-c/exercito.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4817972564647189372</id><published>2010-06-20T23:05:00.002-03:00</published><updated>2010-06-20T23:14:56.767-03:00</updated><title type='text'>Assim não vale</title><content type='html'>Eu não sei o que rolou entre o Dunga e o repórter Alex Escobar, da TV Globo. Mas sei que falei cedo demais. Depois de abrir os trabalhos da Copa aqui criticando a imprensa pela implicância com a seleção, capitulei. O comportamento de Dunga hoje na coletiva depois da bela vitória contra os brutamontes da Costa do Marfim mudou o meu placar. Não acredito mais na chave Seleção X Jornalismo. O jogo ali está mais para Dunga versus a pura e simples educação. Uma canelada nos bons modos.Tsc tsc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4817972564647189372?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4817972564647189372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4817972564647189372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4817972564647189372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4817972564647189372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/06/assim-nao-vale.html' title='Assim não vale'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6313906846548110448</id><published>2010-06-19T10:27:00.001-03:00</published><updated>2010-06-19T10:28:28.739-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem o mundo perdeu algumas vírgulas. O que é triste porque os pontos finais podem ser muito perigosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longa vida a Saramago.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6313906846548110448?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6313906846548110448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6313906846548110448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6313906846548110448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6313906846548110448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/06/ontem-o-mundo-perdeu-algumas-virgulas.html' title=''/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8620747346675216231</id><published>2010-06-17T12:14:00.004-03:00</published><updated>2010-06-17T18:38:46.945-03:00</updated><title type='text'>Boa sorte, Brasil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TBo8d_8-q2I/AAAAAAAAANY/Tu2nsmpu5z0/s1600/copa.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 93px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TBo8d_8-q2I/AAAAAAAAANY/Tu2nsmpu5z0/s400/copa.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483761982358072162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ok, vocês venceram, vamos falar de Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda Copa é a mesma coisa. Quando começam a se agitar as bandeirolas verdes e amarelas no estilo festa junina, decorando ambientes até então alheios ao futebol, acho um saco. Tenho uma sensação de deprimida rabugenta do tipo “ai, lá vem isso tudo de novo”, como quem reclama que nossa, o natal já está aí – outro comentário cíclico e unânime dos mais irritantes, diga-se. Depois continuo achando um saco, e acho um saco até os quarenta e cinco do segundo tempo, ou seja, no dia do primeiro jogo. É nesse momento que algum espírito leve e patriótico sussurra gentilmente em meus ouvidos algo como “se não pode contra eles, meu bem, una-se a eles...”. Então sento para ver o jogo, ainda sem palhaçadas decorativas como balões, unhas pintadas nas cores da bandeira ou qualquer outra coisa que lembre a fantasia de um torcedor que é muito bonita de ver na televisão, imagem que dignifica e dá sentido ao estádio, mas dentro de casa, convenhamos, é meio patética. Ui, desculpem o mau humor, crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que vejo o primeiro jogo, no entanto, sou tomada de um discreto e silencioso amor à pátria. E então transfiro a minha rabugice ao jornalismo esportivo. Fico com vontade de engrossar o twitter com o Cala boca, Galvão mesmo sem nunca ter entrado em um desses microblogs, e me descabelo com a cobertura coalhada de críticas, essas sim, muito mais recalcadas do que a minha ensimesmada resistência à pura alegria alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio a manchete do jornal O Globo no dia seguinte e vejo nitidamente um novo jogo nas rodadas: Jornalistas X Seleção brasileira. Fico me perguntando por que jogar contra. Ok, o jogo foi meio insosso. Era o primeiro da Copa, e estavam todos esquentando os tambores. Mas fazer um título acintoso daquele, que só serve para comprar briga, me parece pura incapacidade de encontrar assunto. Se o Dunga quis manter os treinos em segredo, deve ter sido porque já estava de saco cheio de repórteres sedentos para arrumar algum troço qualquer de errado na seleção. Certo ele. E o que os jornalistas queriam, nesse primeiro jogo, para compensar o mistério de antes? Fogos de artifício? Passes de mágica? Coreografias rebolativas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá. Seja o que for que eles busquem para preencher o branco das suas telas de computador, um placar de vitória jamais será suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. Eu não vi o jogo, mas fiquei triste de saber que os Bafanas Bafanas perderam para o Uruguai. Adorei o jeito deles de entrar em campo, cantando com um ritmo e um decibel que só os africanos têm. De arrepiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8620747346675216231?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8620747346675216231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8620747346675216231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8620747346675216231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8620747346675216231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/06/boa-sorte-brasil.html' title='Boa sorte, Brasil'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TBo8d_8-q2I/AAAAAAAAANY/Tu2nsmpu5z0/s72-c/copa.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2189052575942476260</id><published>2010-06-09T18:41:00.004-03:00</published><updated>2010-06-09T19:05:27.407-03:00</updated><title type='text'>É isso aí</title><content type='html'>“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em que ponto nos encontramos agora?&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EKSTERMAN: Estamos emergindo do grande silêncio, embora ainda intoxicados pelas futilidades dos sentidos e pela afirmação do egoísmo, manipulados pelo mercantilismo que reduziu todos os valores aos valores do mercado. O ser humano deixou de conjugar o verbo ser para conjugar apenas o verbo ter.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler numa despretensiosa manhã de sábado palavras tão corajosamente esclarecidas como essas é algo que me acalenta. Principalmente sabendo que elas estavam em pleno caderno Ela, criando ironicamente uma espécie de clareira do bom senso, espasmo de visibilidade na cegueira geral dos modismos consumistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entrevistado, Abram Eksterman, psiquiatra e psicanalista, é autor de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Interlúdios em Veneza – os diálogos quase impossíveis entre Freud e Thomas Mann &lt;/span&gt;(Editora Rubio). As conversas do livro, testemunhadas por um casal apaixonado, são fictícias: o psicanalista e o escritor encontraram-se apenas uma vez em suas vidas. Mas as reflexões que surgem delas parecem ser pra lá de reais. A matéria é de Bety Orsini e a entrevista pode ser lida na íntegra em &lt;a href="http://oglobo.com.br/rio/bairros/bety"&gt;oglobo.com.br/rio/bairros/bety&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vida longa ao Ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2189052575942476260?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2189052575942476260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2189052575942476260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2189052575942476260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2189052575942476260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/06/e-isso-ai.html' title='É isso aí'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-8565031008854575934</id><published>2010-05-30T17:14:00.005-03:00</published><updated>2010-06-03T16:39:18.108-03:00</updated><title type='text'>Livro, livro meu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TALHgYMo6bI/AAAAAAAAANQ/__K1j-fBlas/s1600/livro+meu.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 109px; height: 118px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TALHgYMo6bI/AAAAAAAAANQ/__K1j-fBlas/s400/livro+meu.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477159455901149618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não parecer, mas a minha profissão ainda é um tanto exótica. Difícil de regulamentar, de mensurar custos, de estabelecer contratos e créditos, de receber pelo combinado no prazo correto e de lucrar. No entanto, na hora em que uma pessoa descobre o que faço da vida, surge um inexplicável vínculo íntimo, como se nessa hora ela descobrisse que, além de eu ter a profissão mais acessível do mundo, ainda torcemos para o mesmo time &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;e&lt;/span&gt; para a mesma escola de samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, subitamente, as regras e convenções de trabalho entram em suspenso e ser escritora freelancer passa a ser o mesmo que pertencer a uma espécie de seita criada especialmente para ajudar todos aqueles que tem um livro para publicar ou que querem contar sua história numa biografia. E não são poucas essas pessoas. O problema é que, por mais interessante que toda história de vida seja (e acredito piamente que todas elas são), nem todas são interessantes editorialmente. O que quer dizer que nem todas tem chances de serem publicadas, ou ainda que não tenho bola de cristal para saber o que vai virar ou não um best-seller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ter algum olho clínico já um pouco treinado, é claro, mas não sou mancomunada com o povo que escolhe os Jabutis nem participo de reuniões secretas do Pen Clube. O que tenho é algum conhecimento aqui e ali, o que me permitiu por exemplo levar o original do livro da Ana para a Ediouro, mas só enfiei aquelas 257 páginas num envelope e rumei para Bonsucesso no táxi mais caro de todos os tempos porque tinha plena confiança no potencial da história. Eu sabia que ali tinha tempero e que o editor, que eu já conhecia, poderia curtir. Deu certo e o resto da história vocês seis, felizmente, já sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso sobe à superfície nesses encontros amenos da minha vida e volta e meia volto pra casa com textos para ler e, quem sabe, editar e publicar. São noites angustiadas as que se seguem. Atualmente, por exemplo, tenho na minha mesa de cabeceira uma biografia de 250 páginas que aceitei ler porque queria de fato poder ajudar o autor e porque, no fundo, no fundo, acho mesmo que todo mundo pode ser publicado. Mas as leituras, infelizmente, insistem em me dizer o contrário. Todas as histórias são interessantes, sim, mas daí a serem publicadas é uma questão que só os deuses editoriais responderiam, se existissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não resolvo tais dilemas, penso em mil coisas. Umas delas é criar um selo editorial especializado em histórias de gente comum, em não-celebridades, em pessoas que não precisaram cruzar as Américas numa bicicleta nem descobrir o modus operandi dos gafanhotos para se considerarem dignas de algum crédito, de um rótulo qualquer do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fait-divers&lt;/span&gt;  que organiza a nossa existência. Pessoas que, como diria Charles Dana, criador do jornal The Sun, exemplo clássico de imprensa sensacionalista, foram mordidas por um cão – e não o contrário. Seria um selo, enfim, especializado em seres mortais, algo como Rame Rame publicações porque jamais podemos perder o bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra saída seria esquecer o mercado, editar todos esses livros e levá-los para editoras que publicam sob encomenda, a custos nem tão altos, e ainda distribuem os livros xodós com muita sobriedade. Seria um nicho, sem dúvida. Mas nem todas as pessoas físicas tem condições de pagar pelo meu trabalho de copidesque e nem todo escritor freelancer quer ficar alijado das prateleiras da Travessa pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então volto à leitura, pensando no texto que vou ter que escrever no dia seguinte para o projeto do momento. Capaz de eu misturar as histórias e incluir reflexões filosóficas profundas no livro do militar objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as pessoas tenham razão: meu trabalho é diferente mas, de tão dado aos caos, muito humano. Logo muito próximo, muito acessível, muito do tipo que faz todo mundo querer tirar uma casquinha. Pena que a casquinha vem sem seguro e nem sempre garante a bola de sorvete. Muito menos a cobertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom domingo, crianças. Pensem nas suas futuras biografias e peçam uma banana split por mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-8565031008854575934?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/8565031008854575934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=8565031008854575934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8565031008854575934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/8565031008854575934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/05/livro-livro-meu_30.html' title='Livro, livro meu'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/TALHgYMo6bI/AAAAAAAAANQ/__K1j-fBlas/s72-c/livro+meu.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3090469213818106599</id><published>2010-05-15T18:37:00.011-03:00</published><updated>2010-05-16T19:46:54.623-03:00</updated><title type='text'>Pronto, falei</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S-8YmXk0ofI/AAAAAAAAANA/asnmG-bckMk/s1600/coqueiros2.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 113px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S-8YmXk0ofI/AAAAAAAAANA/asnmG-bckMk/s400/coqueiros2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471619119720997362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já saiu na imprensa posso falar. Momento histórico, meninos. Um dos livros que venho escrevendo (está na reta final) é sobre o estilo de vida carioca inspirado em Ipanema. Entenda-se por estilo de vida aqui a maneira de ver o mundo, de lidar com o corpo, de cuidar da saúde, de não julgar demais as atitudes alheias. Isso é Ipanema: alma livre, pegadas sensatas, corpo enxuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem assina é Oskar Metsavaht, da Osklen, com quem tive o prazer de conviver por um tempinho no ano passado. Sim, vocês seis aí já sacaram: é ele o gentleman de Ipanema. No seu apartamento, com uma vista alucinante do Arpoador, conversamos de tudo um pouco, de A a Z, até eu me dar conta de que a cabeça criativa do Oskar é como a internet: as idéias começam aqui, depois dão um pulo lá na frente, cambam para a direita, dão meia volta, derrapam e pronto, eis mais um insight. Puro hipertexto. Confesso que muitas vezes me perguntei de onde, no meio daquela barafunda viajante que eu reconhecia rindo sozinha ao ler os depoimentos, eu poderia tirar algo coerente o suficiente para ser chamado de livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é que deu? Oskar também sabe seguir a onda: deixou Ipanema falar lá da janela e mostrou o caminho desse estilo de vida que anda cativando gente do mundo inteiro. A idéia do projeto, aliás, veio de um produtor americano, sedento pelo nosso colorido e pela possibilidade de vender o livro em Miami, endereço da mais nova loja da Osklen. Tem tudo a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto estive em Miami há exatamente dez anos, deixei nas minhas pegadas de all star todos os preconceitos batidos de mestranda neo-hippie da UFRJ que até então carregava na mochila. O queixo balançou, caiu discretamente e, garanto, adorei Miami. Claro que ela pede um cartão de crédito à altura, mas no meio de um transe entre uma Victoria’s Secret e uma Abercrombie dá para fugir dos shoppings e passear sentindo a maresia em South Miami, encher os olhos com a arquitetura de Philippe Starck no Hotel Delano ou com os jardins deslumbrantes da Mansão Viscaya, em Coconut Grove. Entre um programa e outro, uma enorme e deliciosa Ceasar Salad, daquelas que nem o Outback faz igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o livro não é lançado, fico sonhando com um retorno a Miami. Só não sei se vai dar para comprar alguma roupitcha na Osklen. Lembrem-se, crianças, sou uma escritora freelancer. E ainda não encontrei o meu Harry Potter. Raios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3090469213818106599?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3090469213818106599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3090469213818106599' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3090469213818106599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3090469213818106599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/05/pronto-falei.html' title='Pronto, falei'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S-8YmXk0ofI/AAAAAAAAANA/asnmG-bckMk/s72-c/coqueiros2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3434933004049845622</id><published>2010-05-06T10:49:00.007-03:00</published><updated>2010-05-15T19:03:05.840-03:00</updated><title type='text'>O psicopata mora ao lado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S-LL6OCSNDI/AAAAAAAAAMI/oBFcuzDusCg/s1600/dexter2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 101px; height: 121px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S-LL6OCSNDI/AAAAAAAAAMI/oBFcuzDusCg/s400/dexter2.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468157098641732658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca fui muito de televisão. Quando era criança acho que nem sabia onde ela ficava, mais interessada que estava em dar comida para os cachorros, levar couve para o coelho, ver se as codornas tinha botado ovo e apertar tanto os porquinhos da índia que sinceramente não sei como eles sobreviviam. Eu não morava numa fazenda, era apenas um sítio, e por isso mesmo vivia dizendo que, quando crescesse, queria casar com um fazendeiro rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fazendeiro não apareceu e acabei indo morar com um roteirista. Que diferença. Fora o meu papagaio, a televisão é hoje a grande estrela da casa. E de lá, surpresa, começaram a sair coisas boas. Filmes, muitos, mas especialmente seriados. Eu, que até poucos anos atrás mal sabia que Sony também era um canal além de uma marca, me vi viciada em uma penca de seriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei com Mad About You. Na época escrevia a minha dissertação de mestrado e a hora do seriado era mágica, sagrada e redentora. Era quando eu descansava dos meus rocamboles teóricos e ainda aproveitava para fazer um lanchinho. Telefones eu não atendia nem a pau e quem tocasse a campainha naquela hora levava bala. Depois vieram Friends, The Nanny, Seinfeld, Medium, Sopranos, Mad Men. Com exceção de The Nanny e Medium, vi todos, to-dos os episódios desses seriados (estou esperando ansiosamente a segunda temporada de Mad Men).Fiquei tão nerd que algumas vezes cheguei a citar diálogos do Friends em conversas com amigos, só para me fazer explicar melhor – ainda salvo a minha pele lembrando que tenho mestrado ou agora é tarde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve ER também, mas depois que meus pais tiveram o mau gosto de se operarem como que por hábito larguei. Mesmo hoje, com os dois bem comportados, não tenho mais vontade de ver. Por que tem sempre alguém com câncer nesses roteiros, meninos? Tsc, tsc, que falta de imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nenhum desses seriados, até hoje, me fez sofrer tanto quanto Dexter. Dexter é um psicopata do bem, se é que podemos falar assim. Aos 3 anos foi adotado por um policial. Na adolescência, começou a manifestar seu comportamento psicopata matando um cachorro do vizinho. Quando o pai descobriu, se justificou dizendo que o cachorro latia demais. Ops. Sabendo a encrenca que botara para dentro de casa, o policial Harry começou a treinar o filho, ensinando-o a controlar seus instintos, a fingir empatia pelos outros e extravasar seus impulsos violentos com a caça de animais de grande porte.&lt;br /&gt;Antes de morrer, quando Dexter já era um adulto bem treinado,  deu o último conselho: se tiver que matar, mate apenas quem merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, basicamente, era o código de conduta do Harry, o Harry’s Code. Com isso deu-se um serial killer competente, à prova de evidências e versado em sangue. Detalhe: Dexter trabalha para a polícia americana e sua irmã também é policial. Mas ninguém sabe que por trás daquela carinha de bebê Johnson tem um monstro capaz de matar com alguma sofisticação aqueles que a justiça não consegue emendar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isso já é bastante pano para manga. Mas o pior é o que o seriado te joga na cara e você não tem tempo nem de fechar os olhos: os psicopatas são irreconhecíveis tanto no convívio social como entre quatro paredes. Um deles pode, de fato, morar ao lado e você nem suspeitar. O que nos faz pensar em como conhecemos pouco as pessoas à nossa volta, e a verdade incômoda é que nunca conheceremos o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é cultura do medo isso, é um fato. Nem todos psicopatas são serial killers, há muitos psicopatas na publicidade, na política, na justiça. São aqueles que não conseguem ter empatia pelo outro e, por isso, só pensam em si. O narcisismo, aliás, é uma espécie de parente da psicopatia. Só eu, que praticamente tenho o mesmo círculo de relacionamentos que um monge, poderia apontar meus dedinhos em direção a alguns narcisistas clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, estamos bem servidos. Se vocês quiserem perder o sono como eu, experimentem ver Dexter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3434933004049845622?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3434933004049845622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3434933004049845622' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3434933004049845622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3434933004049845622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/05/o-psicopata-mora-ao-lado.html' title='O psicopata mora ao lado'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S-LL6OCSNDI/AAAAAAAAAMI/oBFcuzDusCg/s72-c/dexter2.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-7315560327054252156</id><published>2010-04-29T17:51:00.004-03:00</published><updated>2010-04-29T17:59:48.036-03:00</updated><title type='text'>Aiô, Silver!</title><content type='html'>É emocionante viver no faroeste. Você pode sair de carro de manhã e, ao contornar a praça de sempre, perceber uma movimentação diferente alguns metros à frente causando, é claro, um pequeno trânsito. Então você reduz a marcha, entre curiosa e levemente irritada, diminui o volume do rádio como se isso fosse fazer alguma diferença, olha comprido por trás dos óculos escuros ainda sonolentos e avista... um carro do Redbull. Sim, aquele energético que te dá asas. Você tira os óculos, esfrega os olhos e vê um carro promocional parado em plena agulha, com uma lata gigante chamando a atenção de todos e, claaro, uma bonitona de saia quase inexistente e decote até o umbigo chamando mais atenção ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena, que dúvida, é suficiente para dragar todos os sentidos de todos os seres regidos pela testosterona que contornavam ingenuamente a pracinha tão bucólica. E quando você acaba de perceber então o motivo do trânsito e começa a digerir a cena confusa e um tanto aviltante para os seres não dominados pela testosterona, você olha para o lado e vê um carro atravessando o sinal vermelho. Olha de novo, ainda aturdida, e vê que aquele não era o Redbull ganhando asas, era simplesmente um carro da...polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dia estava apenas começando no faroeste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-7315560327054252156?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/7315560327054252156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=7315560327054252156' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7315560327054252156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7315560327054252156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/04/aio-silver.html' title='Aiô, Silver!'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6548853687975000253</id><published>2010-04-20T15:05:00.006-03:00</published><updated>2010-04-20T15:25:12.619-03:00</updated><title type='text'>No meu ou no seu café?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S83vc10xtNI/AAAAAAAAALw/DSntNoL2TRw/s1600/caf%C3%A9.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S83vc10xtNI/AAAAAAAAALw/DSntNoL2TRw/s200/caf%C3%A9.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462285201834095826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu marido, que é roteirista, só escreve em cafés. Eu, acostumada a ficar enfiada no escritório com os meus cansados e solitários miolos, achava isso muito estranho. Como alguém pode se concentrar em meio a tanta conversa alheia, gente? Pois às vezes são justamente as conversas alheias, me explicou o roteirista em questão, que salvam o vácuo de algum diálogo ou o furo de algum perfil de personagem. Bem diz o documentarista Eduardo Coutinho: a vida real é bem mais interessante do que a ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que passou a estranheza ao hábito, comecei a achar muito charmoso escrever em café. Muito parisiense isso, muito Baudelaire. Tentei algumas vezes, mas o problema é que meus dedos, imantados já ao teclado, esqueceram como é que se escreve à mão e me apresentam garranchos sofridos e na maioria das vezes indecifráveis. Pensei então em comprar um netbook, daqueles pequenininhos, só para escrever de vez em quando em companhia. É claro que depois de ver os preços desses brinquedinhos desisti e voltei para a toca da loba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que finalmente descobri o que posso fazer, e muito, nos cafés. Posso ler longos depoimentos. Looongos. Posso fichá-los entre um expresso e outro e assim evitar o sono e as cabeçadas que às vezes acontecem quando as páginas estão lá no escritório, quietinhas, soprando suavemente nos meus ouvidos: “Isso dá um sooono...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahá! Agora também sou chique, cambada. Leio muito em cafés. Não consigo fazer isso o dia inteiro porque as costas reclamam mas já dá para mandar os neurônios circularem um cadinho. E aqui lembro da minha dissertação de mestrado que, em determinado momento, ao refletir sobre a autoria, resgata a figura do ator público, muito bem definida por Sennett. Aí vai de brinde pra vocês: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na medida em que domina uma multidão de espectadores silenciosos, o ator público, lembra Sennett, é enganosamente uma figura simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Os espectadores silenciosos precisavam ver no ator público certos traços de sua personalidade, quer ele a possuísse, quer não. Fantasiosamente investiam nele aquilo que na realidade poderia lhe faltar. (...) a imagem da dominação sugere que sem o ator não pode haver espectador. Mas o observador silencioso permanece no público, mesmo quando não há qualquer personalidade sobre a qual se concentrar. As necessidades projetadas no ator se transmutam então: os espectadores se tornam voyeurs. Movimentam-se em silêncio, na proteção que os isola uns dos outros, desafogando-se através da fantasia e do devaneio, observando a vida passar pelas ruas. As pinturas de Degas sobre a pessoa silenciosa e sozinha num café apreendem a qualidade da sua vida. E aqui se encontra em germe a cena moderna da visibilidade em público, apesar do isolamento interpessoal’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That´s all folks. O feriado está chegando e os cafés andam muito convidativos. Carreguem seus livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6548853687975000253?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6548853687975000253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6548853687975000253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6548853687975000253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6548853687975000253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/04/um-cafe-um-roteirista-uma-escritora-e.html' title='No meu ou no seu café?'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S83vc10xtNI/AAAAAAAAALw/DSntNoL2TRw/s72-c/caf%C3%A9.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3313809627566452704</id><published>2010-04-09T17:54:00.008-03:00</published><updated>2010-04-09T18:12:27.567-03:00</updated><title type='text'>Aqui ou em Paraty</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-XlZ2wKNI/AAAAAAAAALg/tkVxBWdH0t4/s1600/escravo.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-XlZ2wKNI/AAAAAAAAALg/tkVxBWdH0t4/s320/escravo.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458247942247819474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-XV949FHI/AAAAAAAAALY/c_QDjVfsQLM/s1600/escravo2.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-XV949FHI/AAAAAAAAALY/c_QDjVfsQLM/s320/escravo2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458247677042824306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos livros que estou produzindo, vocês seis já sabem, é sobre a Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman, escola de formação de oficiais do exército. É a história de um tenente que passou por todas as agruras do curso conhecido por, entre outras coisas como causar a morte de alguns cadetes durante exercícios sobre-humanos, ter inspirado o treinamento do Bope. Sem as aulas de tortura, diga-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Quando conversei com o biografado em questão, meus dentes caninos de jornalista cresceram e eu queria sangue. Queria publicar todos os podres de bastidores, todas as atrocidades cometidas nos trotes feitos com os “bichos”, todos os sofrimentos impostos aos pobres dos cadetes. O biografado, no entanto, muito metódico é claro, já tinha um sumário pronto. Sabia exatamente o que queria contar – hello, crianças, o cara é um militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei então que aquele era um trabalho de encomenda, olhei a minha conta bancária, respirei fundo e fiz o que faço de melhor: escutei. Escutei, escutei, escutei e escutei mais um pouquinho. Quando senti que os ouvidos já estavam mais do que atentos, me permiti afiar as perguntas e os questionamentos. E hoje, depoimentos praticamente prontos nas mãos, fico rindo sozinha relendo as entrevistas. São longas conversas de um ET tentando convencer uma Alien orelhuda de que o seu mundo é sim viável, ao menos na teoria. Na prática a teoria é outra, mas isso não tira o caráter nobre da disciplina, dos valores morais e éticos que sim, existem no mundo onde regras são respeitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na sociedade de hoje, quem faz o certo é visto como bobão”, diz o tenente desiludido. E ele não deixa de ter razão. Não à toa, o mundo da Aman é muitas vezes definido como uma bolha, ambiente excluído da “vida lá fora”, espaço onde as crenças têm fronteiras: quando elas escorregam para fora dos belos portões da academia de Rezende, batem de frente com um mundo tão inóspito quanto o território inimigo. “Então você se choca muito com a realidade”, explica o tenente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa e velha divisão do mundo de lá e do mundo de cá, etnocentrismo radical e inevitável. Nem em Paraty, onde passei a semana santa, consegui desviar desse desfiladeiro intrínseco à humanidade. Estava eu curtindo o centro histórico, tropeçando de cinco em cinco minutos no calçamento pé-de- moleque, quando me deparei com o sujeito aí das fotos. Calça de juta, corrente na mão, o escravo encenava um bem construído monólogo em cima de uma pedra. Explicava aos turistas incautos que aquela era uma cidade feita com o suor dos escravos, inclusive crianças escravas, e que seus casarões e igrejas trazem misteriosos símbolos maçônicos. Contou que a cidade, fundada em 1667 em torno da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, aquela mesma que crescia atrás de suas costas doídas, não possuía rede de esgoto, sendo periodicamente “lavada” pela água do mar quando a maré subia e alagava as ruas. Daí todos os sobrados serem construídos com mais de um metro de distância em relação ao solo. Quando a maré subia, o centro se tornava uma Veneza dos trópicos e os caiçaras atravessavam as ruas de canoa.E com os narizes tampados, provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de contar também a história da igreja de Santa Rita e lembrar de toda pedraria e todo o ouro que passavam pelo porto de Paraty no século XVIII, o escravo terminou sua apresentação dizendo já estar há um ano e cento e cinqüenta dias naquela pedra e que a cultura afro-brasileira, para ser verdadeiramente livre, precisa ainda aprender a lidar com o passado. Logo em seguida, sorriso largo, começou a atender os pedidos de turistas interessados em tirar fotos com ele. “Já são cerca de cem mil fotos pelo mundo”, ele dizia, simpático. Mas quando uma mulher tentou dirigir a foto, dizendo que ele não precisava não colocar as correntes ao redor dos punhos dela, tascou logo: “Aqui quem manda sou eu, sinhazinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anderson Mota da Silva tem 28 anos e é, nas suas corretas e afiadas palavras, “a primeira estátua viva de escravo no Brasil”. Decidiu arcar com o título depois de pesquisar as estátuas vivas já criadas até hoje e perceber que nenhuma delas era de um escravo. Então um dia se olhou de cima a baixo no espelho e decidiu: a estátua que faltava estava bem ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso já seria muito interessante só que tem mais:&lt;br /&gt;O que Anderson fazia antes de passar o chapéu de escravo moído? Anderson, pasmem, era sargento. Instrutor da Aman. “Aqueles cadetes sofreram muito na minha mão”, ele contou rindo. E largou um emprego tão seguro por que, Anderson? “Porque lá a gente fica muito afastado da realidade”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Céus. Fui correndo beber uma caipirinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3313809627566452704?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3313809627566452704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3313809627566452704' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3313809627566452704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3313809627566452704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/04/aqui-ou-em-paraty.html' title='Aqui ou em Paraty'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-XlZ2wKNI/AAAAAAAAALg/tkVxBWdH0t4/s72-c/escravo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5235587598394530886</id><published>2010-04-09T17:36:00.013-03:00</published><updated>2010-04-09T17:53:38.968-03:00</updated><title type='text'>Galeria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-ThAVQQLI/AAAAAAAAALA/gSmvx2kAdHY/s1600/SAM_0191.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-ThAVQQLI/AAAAAAAAALA/gSmvx2kAdHY/s320/SAM_0191.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458243468630442162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-TR2FI7TI/AAAAAAAAAK4/SCTLce05bRI/s1600/SAM_0189.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-TR2FI7TI/AAAAAAAAAK4/SCTLce05bRI/s320/SAM_0189.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458243208180460850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-S3K14xGI/AAAAAAAAAKw/LG2ouw2soRA/s1600/SAM_0188.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-S3K14xGI/AAAAAAAAAKw/LG2ouw2soRA/s320/SAM_0188.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458242749897163874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-SdiM81LI/AAAAAAAAAKo/gqyT28STkSc/s1600/SAM_0181.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-SdiM81LI/AAAAAAAAAKo/gqyT28STkSc/s320/SAM_0181.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458241996140846258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-R0DCy1WI/AAAAAAAAAKY/czII1AZ-QEo/s1600/SAM_0170.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-R0DCy1WI/AAAAAAAAAKY/czII1AZ-QEo/s320/SAM_0170.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458241596752581986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-Q4IvgpCI/AAAAAAAAAKQ/JhXRmyAQOWE/s1600/SAM_0157.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-Q4IvgpCI/AAAAAAAAAKQ/JhXRmyAQOWE/s320/SAM_0157.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458240567490159650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livre ensaio de fotos pra vocês:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5235587598394530886?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5235587598394530886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5235587598394530886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5235587598394530886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5235587598394530886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/04/galeria.html' title='Galeria'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S7-ThAVQQLI/AAAAAAAAALA/gSmvx2kAdHY/s72-c/SAM_0191.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-7245169002315720767</id><published>2010-04-07T10:57:00.002-03:00</published><updated>2010-04-07T10:58:17.188-03:00</updated><title type='text'>Já volto</title><content type='html'>Assim que eu conseguir um bote para voltar ao Rio conto tudo sobre Paraty. Empunhem seus remos, meninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-7245169002315720767?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/7245169002315720767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=7245169002315720767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7245169002315720767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/7245169002315720767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/04/ja-volto.html' title='Já volto'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-2865071944715722768</id><published>2010-03-30T13:15:00.005-03:00</published><updated>2010-03-30T13:22:35.320-03:00</updated><title type='text'>Anota aí também</title><content type='html'>Perguntas inúteis também são perguntas, mesmo em dia de estreia do super acelerador de partículas que promete reproduzir o Big Bang:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um surdo que mora sozinho faz quando precisa acordar com despertador?&lt;br /&gt;Se foi tão interessante ir à lua, por que os homens nunca mais repetiram a experiência?&lt;br /&gt;Se o homem veio do macaco, por que ainda existem macacos?&lt;br /&gt;O que os criacionistas fazem com os fósseis de dinossauros, jogam pra debaixo do tapete?&lt;br /&gt;Por que dizem que os homens preferem as louras?&lt;br /&gt;Se vivemos sempre atrás do novo, o novo não passa a ser sempre o mesmo?&lt;br /&gt;Por que a gente perde tempo com tanta bobagem?&lt;br /&gt;Como saber o que é e o que não é bobagem nessa vida boba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana santa vou a Paraty. Quem sabe lá, assistindo as tradicionais procissões da cidade, eu encontre alguma das respostas.&lt;br /&gt;Boa Páscoa, crianças. Não exagerem no chocolate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-2865071944715722768?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/2865071944715722768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=2865071944715722768' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2865071944715722768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/2865071944715722768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/03/anota-ai-tambem.html' title='Anota aí também'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-3952538265629782441</id><published>2010-03-22T14:44:00.005-03:00</published><updated>2010-03-22T14:53:50.603-03:00</updated><title type='text'>Alice e seus mistérios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6euD85DwuI/AAAAAAAAAKA/6NG6I2aAQWA/s1600-h/alice5.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6euD85DwuI/AAAAAAAAAKA/6NG6I2aAQWA/s320/alice5.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451517256863564514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6et8zZ9scI/AAAAAAAAAJ4/fS35ZwyM5KY/s1600-h/alice3.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6et8zZ9scI/AAAAAAAAAJ4/fS35ZwyM5KY/s320/alice3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451517134058140098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6et0bjB1zI/AAAAAAAAAJw/l38pfrChDNY/s1600-h/alice1.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6et0bjB1zI/AAAAAAAAAJw/l38pfrChDNY/s320/alice1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451516990214756146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há livros que a gente lê quando criança e, apesar de virar a última página com dedinhos felizes e um suspiro de saudades antecipadas, não percebe ainda quão geniais eles são. Com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/span&gt; foi assim. Li quando criança, com um pé na adolescência e outro ainda descalço e sujo de terra. Gostei tanto que batizei a minha boneca preferida de Alice e vivia dizendo que, quando tivesse uma filha, ela também teria esse nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já mudei de idéia quanto ao nome da filha mas agora, relendo o livro na linda edição da Cosac Naify, percebi que ele é muito mais mirabolante e fantástico do que eu lembrava. Deve ser porque fantasia de criança não precisa de cogumelos nem de narguilé para voar, o que fazia daquele universo fantástico um mundo quase familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o livro é mais do que um sonho de criança. É também um desabafo. A cada vez que Alice se depara com uma criatura estranha que não sabe o que raios poderia ser uma menina e não responde de acordo com nenhuma convenção social aprendida na escola ou em casa, ela se sente perdida. E dá de cara com uma questão incômoda e nova para a sua idade. Afinal de contas, quem ela é e que mundo é esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa pergunta. Estamos sempre tendo que encolher ou crescer para tentar respondê-la. Às vezes a gente chora e inunda o ambiente, às vezes fica tão grande que não enxerga mais o pé. Mas tudo muda muito rápido, cenários e criaturas, e não dá tempo nem de tentar entender toda a maluquice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice é sábia e aprendeu cedo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Meu Deus, meu Deus, como está tudo esquisito hoje! E ainda ontem as coisas estavam tão normais... Será que mudei durante a noite? Deixe-me ver: será que eu era a mesma quando acordei hoje de manhã? Quase consigo me lembrar de ter me sentido um pouco diferente... Mas, se não sou a mesma, a questão seguinte é: Quem sou eu neste mundo? Ahá! Eis um grande mistério&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahá! Parem os relógios e tomem um chá. E deixem as deliciosas ilustrações de Luiz Zerbini fazerem o resto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-3952538265629782441?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/3952538265629782441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=3952538265629782441' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3952538265629782441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/3952538265629782441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/03/alice-e-seus-misterios.html' title='Alice e seus mistérios'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dYuDpGVyYLs/S6euD85DwuI/AAAAAAAAAKA/6NG6I2aAQWA/s72-c/alice5.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-6102698846168596315</id><published>2010-03-12T17:58:00.008-03:00</published><updated>2010-03-13T14:11:44.650-03:00</updated><title type='text'>Falar ou não falar, eis a questão</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que é importante é ter a alma na ponta dos lábios e estar pronto para partir&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;                                                                  Sêneca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês seis aí já sabem que tenho uma paixão irrefreável pela filosofia. Mesmo já sendo uma macaca &lt;span style="font-style:italic;"&gt;quase&lt;/span&gt; velha (ainda tenho auto-estima, garotos), venho pensando até em fazer uma segunda graduação. Não há matéria-prima mais fértil para um escritor do que as cambalhotas de Descartes e os golpes precisos de Foucault, por exemplo, autor da frase limpa, sem borrões: “Toda literatura é uma dança para enganar a morte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Sherazade, o escritor está sempre adiando o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;the end&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gran finale&lt;/span&gt;, o ponto final. O blog mesmo, construído no cimento do presente, do agora.com, também parece querer adiar o definitivo, as frases resistentes à tecla delete. Espécie de protesto contra o texto póstumo. Nada de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;post scriptum,&lt;/span&gt; vivemos mais os prefácios, inchados de pensamentos instantâneos que rechaçam, velozmente, qualquer coisa que se pareça com uma verdade insistente – ou que seja maior do que o espaço de um post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault, pensador e epistemólogo francês contemporâneo, dedicou boa parte da sua vida a pensar a resistência. Uma ironia ele mesmo ter sido levado pela Aids, invencível batalha. Mas deu tempo de explicar: resistir é não ser indiferente. É ser um amontoado de carne, sim, mas não indiferente ao que se passa nela e ao redor dela. É experimentar e vivenciar o que a atravessa. Na sua filosofia, esse era o lugar em que aquele que fala faz com que o dito se remeta a ele próprio, dizendo e marcando de verdade o que ele é. Em que ele encontra algo, finalmente, que não é diferente dele mesmo.O que é bem outra coisa do que ficar respondendo, histericamente, às demandas de fulano e beltrano. Em outras palavras, não ser indiferente é ser franco e assumir os riscos de tal perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vivemos muito bem com as mentiras. A Parrecia, espécie de jogo da verdade que emerge na democracia antiga, passa pelo cristianismo e é suprimida pela modernidade, é muito perigosa. É onde não é mais possível se omitir, mesmo que isso signifique, depois, se anular. Ou ter a morte decretada pelo imperador, algo como “Gostei dos seus conselhos, meu caro, agora se mate. Dou-lhe uma semana”. O filósofo Sêneca, por exemplo, foi um dos poucos conselheiros que sobreviveram à Nero – fez isso pedindo para matar-se antes.&lt;br /&gt;Mais de vinte séculos depois, ainda parecemos ter medo de imperadores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fato é que a franqueza liberta, mas depois manda a conta. No entanto é assim que surge a autoria, como um cuidado de si e formação de si mesmo, como uma maneira de se dar as próprias leis e constituir o que importa no próprio conhecimento. É falando sem medo que crescemos e aparecemos. Isso é sinceridade. Mas também pode ser, como disse uma das alunas do curso que estou fazendo, um “sincericídio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolham seus times.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem achou que hoje escrevi grego acertou. É grego mesmo, mas grego do bão. E pode ser encontrado nas aulas do prof. Henrique Antoum, no &lt;a href="http://www.polodepensamento.com.br"&gt;Polo de Pensamento Contemporâneo&lt;/a&gt;. Recomendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-6102698846168596315?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/6102698846168596315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=6102698846168596315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6102698846168596315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/6102698846168596315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/03/falar-ou-nao-falar-eis-questao.html' title='Falar ou não falar, eis a questão'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-5422592945440604736</id><published>2010-03-04T10:55:00.006-03:00</published><updated>2010-09-30T11:23:48.746-03:00</updated><title type='text'>De um dia para o outro</title><content type='html'>Escrever blog é meio perigoso. O texto sobe tão rápido para a rede que muitas vezes chega impulsivo, dado a arrependimentos. Lembro que na época da faculdade, em priscas eras, uma professora de técnicas de redação dizia ser muito importante deixar o texto dormir. De um dia para o outro, muita coisa muda. Você pode escrever algo que considera brilhante à noite e, na manhã seguinte, se envergonhar de um dia ter pensado possuir alguma intimidade com as palavras.Ela tinha razão, a professora. O problema é que hoje, em termos de produção criativa, ninguém mais tem tempo de dormir. Deixar o texto de molho de um dia para o outro é luxo para poucos.&lt;br /&gt;E por que estou falando tudo isso? Porque, graças a Deus, ainda exercito esse luxo. O texto aí embaixo, por exemplo, foi escrito há séculos. Topei com ele por acaso nos meus arquivos e achei que, finalmente, ele merecia algum crédito. Saído de um longo coma, ele representa uma época que, ufa, já passou. Viva a liberdade. Viva os blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se."&lt;br /&gt;                                                            Sêneca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libertem-se, meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Bananeira não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duro escrever por encomenda, a verdade é essa. Principalmente se a encomenda for institucional, e não me perguntem o que é isso. Seguir um roteiro, um projeto ou qualquer outra fôrma pré-estabelecida pelo seu big boss é como tentar plantar bananeira algemado. Você tenta usar seu corpitcho, seu gingado, seus reflexos e até mesmo aquilo que chamam de criatividade, mas os braços não estão livres. Então você se estabaca. Cai de cara no chão. Seu texto volta cheio de senões e ressalvas, porque a proposta não está sendo cumprida. Não é que eles, os big bosses, não queiram que você encontre outras perspectivas de criação. Sim, eles querem algo ousado, sim, eles querem algo diferente, sim, eles querem um texto com “diferencial”. Mas onde já se viu plantar bananeira pra isso? Nananina-não. É preciso seguir o roteiro. É o que você já tinha entendido mas não queria compreender: eles querem algo criativo na língua deles. E o dicionário deles é bem diferente do seu. &lt;br /&gt;Então você brocha. Repensa a vida. Cogita mandar o big boss pra puta que pariu (desculpem, crianças). Chega a pensar em largar tudo e, como diria Tom Wolfe, gigante do New Journalism, jogar tudo para o alto, alugar uma cabana e se entregar a ele, ao Grande Romance. E, com alguma sorte, retornar triunfante, transformado, vingado até.&lt;br /&gt;Bem, tem o leite das crianças, você se lembra. Ou a ração do papagaio. Tem o dentista, o carro que vive mais na oficina do que na sua garagem, o supermercado. Whatever. Siga o seu big boss. Diga amém e guarde as bananeiras para mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-5422592945440604736?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/5422592945440604736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=5422592945440604736' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5422592945440604736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/5422592945440604736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/03/de-um-dia-para-o-outro.html' title='De um dia para o outro'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9063952085702813567.post-4841240423170413583</id><published>2010-02-24T00:02:00.004-03:00</published><updated>2010-03-06T12:50:18.172-03:00</updated><title type='text'>Com tarja ou sem tarja?</title><content type='html'>Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Não era a minha primeira reunião com um editor de peso, já havia tido várias outras, mas aquela era especial. Pela primeira vez eu emplacava uma biografia, uma história real que também levou muito da minha própria realidade porque meu estilo estava todo lá, sem rodeios nem disfarces. Entre a Ana e o editor Paulo Pires, numa mesinha de canto do café da Argumento, eu tentava eternizar o momento mentalmente. Mas não precisava ter me dado ao trabalho de tal esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro foi assunto por cinco minutos. Em seguida, quem dominou a noite foi o  Rivotril, calmante que, então eu já sabia, todo mundo tomava - menos eu. Naquela época eu ainda era natureba radical e acreditava profundamente nas propriedades terapêuticas do passiflorine. Tomava um todos os dias antes de dormir e gostava de recomendá-lo a qualquer ser vivo aparentemente ansioso que passasse pela minha frente. Indicava com fé mesmo, como quem indica um curandeiro milagroso, um pajé, um xamã do norte do Amazonas. Mas naquele dia, no banco de reserva dos ansiolíticos, me senti por demais deslocada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava fazer alguma coisa a respeito. Tinha a incômoda impressão de que, se não aderisse às tarjas pretas, ou perderia o bonde ou perderia a tchurma ou, o que era mais provável, me perderia em episódios de stress que insistiam em me assolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, esqueci o assunto, a vida andou, desandou e acabei parando num psiquiatra. Terminada a consulta, um papo rápido de vinte minutos em que só suei nas mãos, ruborizei e tive vontade de chorar porque costumo suar, ruborizar e ter vontade de chorar quando sou levada a falar dos meus problemas com estranhos (sou sensível, crianças!), a caneta foi sacada e pronto, estava lá, antes da rubrica e do carimbo, em letra obviamente ilegível: Ri-vo-tril. Ahá! Colegas, cheguei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois a Ana me explicou que as gotas, as gotas sim é que eram o quente. Mas é  claro que o médico me receitou comprimidos que fizeram o favor de me dar uma tontura completamente incompatível com as aulas de ioga e outros afazeres do dia-a-dia de uma pessoa razoavelmente normal, seja lá o que isso for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi perdão aos espíritos mentores do maracujá e voltei ao passiflorine. Até que, ao descobrir ser uma insone clássica, me deparei de novo com uma tarja coloridinha. Daquelas que pedem autógrafo no balcão do farmacêutico, o que, aliás, sempre achei muito charmoso. Receita controlada, gente, coisa de cachorro grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria tudo muito adulto mesmo se o nome do meu remédio não fosse uma piada típica de garotos cheios de espinha da sexta série. Acreditem se quiserem, mas o meu remedinho para curar a insônia, num tratamento de seis meses, é...Serenata! Não, não estou brincando. E também não estou brincando quando conto que o clínico, ao ser perguntado sobre os efeitos colaterais da serenata, deu um risinho de canto de boca e confessou: “No começo pode dar...insônia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me digam, amiguinhos, estou ou não estou sofrendo bullying no fechado círculo das pantufas psicotrópicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duro, crianças, é duro. Hora de escovar os dentes e tomar um passiflorine.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9063952085702813567-4841240423170413583?l=acasadomoinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/feeds/4841240423170413583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9063952085702813567&amp;postID=4841240423170413583' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4841240423170413583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9063952085702813567/posts/default/4841240423170413583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acasadomoinho.blogspot.com/2010/02/com-tarja-ou-sem-tarja.html' title='Com tarja ou sem tarja?'/><author><name>Carla Mühlhaus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12474998309196367732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-vt5xNZjTUmU/Tcch30yJ8JI/AAAAAAAAAS0/e5DxNCg_C78/s220/carla2011.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
